domingo, 19 de setembro de 2010

DIA DE PREGUIÇA



Vista do meu apartamento.


Hoje acordei e o domingo está com cara de segunda-feira, sabe aquela segunda-feira preguiçosa que não dá vontade de fazer nada, pois é, pode ser pra vocês, porque o meu vai ser de trabalho, afinal minha mãe me mandou estudar, mas eu não quis estudar, agora toma neném....





Vou receber meu amigo Jorge  e sua familia ele é professor de português (tenho certeza de que ele corrigirá todos os meus textos) e o infeliz não come carne, e eu doido por um churrasco... fazer o quê... então resolvi preparar uma MOQUECA, como diz a Maria que trabalha comigo : é o que tem pra hoje.









Eis a "moqueca" preparada hoje!
 
Cada um tem sua receita, a melhor receita
que eu já comi modestia parte foi a da minha mãe, é claro que hoje dei uma aperfeiçoada, mas quando vou à casa dela, faço questão de comer a que ela prepara (pura preguiça de  ir pra cozinha, e é tão bom o carinho de mãe!).





Mas andei por Salvador algumas vezes este ano e confesso, me rendi a Moqueca de Tereza Paim, ô moqueca arretada da boa!
O segredo de uma boa moqueca está em dois ingredientes fundamentais;  o Leite de coco e o azeite de dendê, mas atenção! a qualidade destes dois ingredientes pode comprometer o resultado final da receita.




Lembro da minha mãe batendo o coco no liquidificador para extrair o leite, muitos ainda fazem assim, mas confesso que existe algumas boas marcas no mercado, principalmente em Salvador porque o povo lá é exigente. Por isso, separei algumas maneiras para se extrair um bom de leite de coco, anote aí:


1: Obter o leite de coco e coar



Escolhem-se alguns cocos maduros, pesados, com bastante água dentro, que vão ser abertos nos olhinhos com um prego ou sacarrolha, para retirar a água, depois embrulhados numa toalha e partidos a marteladas, ou com um golpe de facão. A água deve ser colhida numa vasilha e coada. Quanto mais água houver dentro do coco, mais úmida estará a polpa, e isso é bom. Percebe-se a quantidade claramente ao chacoalhar o coco - pouca água chacoalha mais.


A tradição é ralar o coco num ralo próprio, que se usa muito no nordeste, e misturá-lo com a própria água que vem dentro, amassando bem e espremendo com as mãos até tudo virar um creme. Algumas receitas recomendam aquecer a água e amassar a mistura até ela esfriar. Isso dá uns 10 minutos.


Mas também se pode bater o coco em pedacinhos com a água no liquidificador, aos poucos, até obter esse creme. E também se pode usar água filtrada ou fervida.


Coar na peneira, no coador de nylon, na gaze, no filó, no pano de fralda. Muita força para espremer tudo até o creme acabar.


O bagaço se reserva para fazer cocada macaroon (aquela com farinha - como se chama em português?), pão de coco ou adubo de planta. É uma fibra natural ótima para os intestinos. Pode ser congelada.


2: Métodos de extração do óleo virgem de coco


A frio

O leite de coco precisa fermentar para que o óleo se separe da água. Isso pode acontecer em climas quentes deixando-o simplesmente descansar numa vasilha coberta durante 48 horas. O óleo vai se separar natualmente da água e dos resíduos. Três camadas de líquido vão se formar: o óleo de coco por cima, a água no meio e um creme fino no fundo.


Retirar o óleo com uma colher ou concha. Filtrá-lo três vezes em pano de fralda dobrado ou filtro de papel para café. Colocar num vidro e tampar bem.


Quando olhado contra a luz, o óleo vai ter uma coloração amarelada. Essa é a cor natural do óleo virgem de coco.


A água que sobra da mistura original pode ser fermentada para virar vinagre. A mistura cremosa pode ser fervida numa panela para expelir mais óleo. Esse óleo extraído com calor pode ser usado para fritar ou para o cabelo.


O óleo virgem de coco pode ser guardando em temperatura ambiente. Validade 2 anos, no mínimo.


Outro método a frio (mais prático)


2 cocos, 3 xícaras de água do próprio coco, picar, bater por 2 ou 3 minutos no liquidificador até a consistência ficar lisa e cremosa. Espremer, colocar o leite de coco numa jarra, cobrir e deixar 48 horas num lugar escuro.


Transferir o líquido para uma garrafa pet de água mineral limpa e deixar em local sombreado cuja temperatura esteja em torno dos 25 graus C. Em 6 a 8 horas o óleo vai se separar do leite.


Ponha a garrafa na geladeira por 3 horas. O óleo vai se solidificar. Deite e corte a garrafa o mais junto possível da linha do óleo. Isso facilita sua retirada. Guarde em vidro de boca larga com tampa. Ele vai ficar líquido se a temperatura ambiente estiver acima de 27 graus.


Extração no fogo à moda de Bali


Coco ralado à mão no ralador de coco; misturar com água quente e amassar com as mãos até esfriar. Espremer com força para soltar po máximo possível de leite. Esta é a primeira prensagem. Mais água quente é adicionada ao coco já espremido e o processo se repete. Três cocos produzem mais ou menos um litro e meio de leite de coco.


O leite de coco é posto num fogo de bom tamanho para ferver alegremente. Duas rodelas de cúrcuma são adicionadas (e removidas uma hora depois). A cúrcuma colore o óleo e quem ensina diz que o mantém "fresco". Provavelmente dá algum sabor também - o que não faz muita diferença, porque em todo prato de Bali que usa óleo de coco a cúrcuma também entra.


Lá pelas tantas a mistura faz espuma, deixe estar. Uma hora depois o óleo começa a aparecer nas beiradas. O mestre borrifa água fria na superfíce fervente e diz que é para drenar melhor o óleo.


A panela sai do fogo depois de mais ou menos uma hora e meia. O líquido está reduzido à metade, a espuma se dissipou e a superfície está coberta por uma camada fina de óleo dourado.


O leite-óleo é passado por um coador de tela ou peneira fina para capturar a espuma e quaisquer pedacinhos de polpa de coco. Volta à panela e descansa para que a matéria sólida do leite de coco assente no fundo.


Cinco minutos depois já se pode retirar o óleo da superfície com uma concha ou cumbuca. Esse óleo vai para uma caçarola de ferro pequena, posta ao fogo por quinze minutos; sai dele borbulhando e espirrando, mas em poucos minutos arrefece e se revela um óleo quase límpido.


Todas as sobras do processo ainda são coadas e espremidas mais uma vez para aproveitar cada gota.


Outro método de extração no fogo


5 cocos médios ou grandes para fazer 1 xícara de óleo. Depois de obter o leite de coco, batendo ou ralando e espremendo, coar e deixar descansar por 24 a 48 horas. O creme e a água vão se separar, a água fica no fundo. Retire o creme com uma escumadeira e ponha numa panela grossa e funda (porque ele espirra quando ferve). Deixe ferver devagarinho em fogo médio ou baixo. Lentamente o óleo aparece por cima. Afaste os resíduos de coco para o lado. O óleo fica mais claro. Vá tirando com uma colher e fervendo até não ter mais nada a retirar.


Observe que as panelas são sempre grossas, de ferro fundido, esmalte ou pedra-sabão, para um cozimento lento. Panelas finas fariam o óleo ferver demais.


Já o azeite de dendê é mais complicado, a minha amiga Tereza faz seu próprio azeite de dendê, ela me trouxe uma garrafa que guardo a sete chaves, não dou, não vendo e muito menos empresto (será que vai estragar??) 
O azeite é extraído do fruto vermelho de uma palmeira conhecida como dendezeiro indispensável na cozinha afro-brasileira, é utilizado em pratos como caruru, vatapá, acarajé, bobó-de-camarão, abará, entre outros. Em Angola, é usado por exemplo, na preparação da moamba de galinha. Além do uso culinário, o azeite-de-dendê é rico em vitamina A e pode também substituir o óleo diesel, embora seja muito mais caro, .




É empregado na fabricação de sabão e vela, para proteção de folhas-de-flandres e chapas de aço, fabricação de graxas e lubrificantes e artigos vulcanizados.




O processo de  extração  do  azeite  pode  ser artesanal ou não e pode levar horas, já que o fruto de cor marrom ou castanha escura é firme.




Para vocês entenderem mais sobre este produto, resolvi pegar numa entrevista de Tereza Paim à revista eletrônica Prazeres da Mesa, ô porquê da importância deste produto na mesa dos brasileiros.



"Toda cozinha baiana que se preze tem que ter azeite de dendê. Reflexo da herança africana, foi trazido com os escravos e, lá, encontrou uma terra-irmã em todos os sentidos – da cozinha à cultura. Mas, para a incansável chef baiana Tereza Paim, o dendê não pode ficar restrito às fronteiras da Bahia. Embora o produto já tenha se disseminado pelos demais Estados do Nordeste, a cozinheira quer mais: que o mais típico e emblemático óleo da culinária baiana – proveniente da extração de uma frutinha vermelha, que nasce de uma palmeira conhecida como dendezeiro – seja valorizado".



“Envio um dendê artesanal até para Portugal e, por aqui, muita gente ainda tem preconceito e acha que ele só cabe na cozinha nordestina”, protesta. “Está na hora de todo o Brasil olhar para o potencial que tem essa parte de nosso país”, prega Tereza, que decidiu “plantar” a semente do dendê na cabeça de chefs de todo o país, ao eleger o festejado óleo baiano como tema da 3a edição de seu festival, o Tempero no Forte, realizado na segunda quinzena de novembro, na Praia do Forte, no cenográfico litoral norte baiano."


Executiva de sucesso do setor de telecomunicações, cuja carreira foi construída ao longo de duas décadas, Tereza Paim largou tudo para ser cozinheira. O motivo? “Pura paixão”, responde sem hesitar um segundo, a chef que figura entre os grandes nomes da gastronomia baiana e circula por todo o país e pelo mundo para divulgá-la. E para acompanhar Tereza, é preciso fôlego. Autodidata, enérgica, criativa e dona de uma bagagem ímpar no mundo dos negócios, ela consegue extravasar as diferentes faces de chef em projetos personalizados.



Só para terminar este post, a moqueca não
deu pra quem veio, apenas as crianças não comeram direito ( também né, criança é um porre!!!). Ah!!! sabe a cabeça do camarão???, fiz o aperitivo que estamos comendo, sou suspeito em falar, perguntem pro Jorge, depois passo o e-mail dele, mas para as solteiras ele é comprometido hein!!!!!!!




Aperitivo da Cabeça de Camarão





Só pra dar água na boca




Ops! Ia esquecendo, se quiserem a receita respondam a enquete ao final deste blog, dependendo da resposta postarei as receitas aqui.
Até a próxima.

2 comentários:

bu mayara disse...

estava uma delicia!!!

bu Beach Plastic disse...

Manda o camarão aqui pra casa, eu querooooooo...

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