quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FOME, ESTOU COM FOME..... ESPAGUETE À CARBONARA..

Minha Cozinheira....
Semana passada uma cozinheira que estava trabalhando comigo me falou que em todos os eventos a maneira e o mais rápido era fazer qualquer massa para dar de comer a brigada do evento.

Isso ficou ecoando na minha cabeça, e fiquei lembrando de todos os eventos que fiz,  e se algum servimos alguma massa para a brigada, e pasmem!!!!!!, não é que servi  mesmo. Na verdade isso ocorre por causa da correria da cozinha e acabamos de nos esquecer completamente e quando lembramos só resta o famoso "MACARRÃO COM QUE TEM ".

Engraçado e o que me levou a postar isso foi justamente por que hoje não deu tempo de pensar na brigada e agora morrendo de fome eu falei que o mais rápido era realmente fazer um espaguete.

Então peguei o que tinha sobrado e dfiz um CARBONARA, confesso que não foi proposital era o que tinha na geladeira mesmo e com a fome que estava ia ser apenas o famoso alho e óleo, mas graças a Deus e as compras, que tinha um pouco mais de ingredientes.

Mas você sabe a origem desta receita??,  pois é a gente só pensa que uma massa pode ser feito com molho de tomate ou molho branco. O importante é usarmos a criatividade e saber aproveitar os insumos que temos na dispensa e geladeira, aproveitem......

Carbonara ou spaghetti alla carbonara é uma receita tradicional italiana de massa. O seu nome é derivado da palavra italiana carbone, que significa carvão. Acredita-se que tenha sido uma receita apreciada pelos preparadores de carvão vegetal dos montes apeninos, na região italiana da Úmbria. Outras teorias apontam, por outro lado, que o nome se deve apenas à cor escura da pimenta preta recém móida, que usada na sua preparação.


A receita original de Roma é preparada com ovos, queijo parmesão, queijo pecorino romano, toucinho, pimenta preta e banha, azeite ou manteiga.


As natas não são um ingrediente da receita original, não sendo normalmente utilizadas com massa no centro da Itália. O toucinho mais utilizado é o denominado guanciale, preparado com bochechas de porco. Pode, contudo, ser substituído por outros toucinhos. O resultado final da receita original não é uma massa com um molho abundante: os ovos e o queijo aderem aos fios de massa, formando uma espécie de capa, com pedaços de toucinho espalhados.



Existe também uma receita anglo-americana conhecida apenas por carbonara, confeccionada com natas ovos, queijo parmesão (e por vezes com queijo pecorino romano) e toucinho pancetta (ou outro). Algumas receitas americanas também incluem sal, pimenta (branca ou preta) e/ou alho. Por vezes, são também adicionadas ervilhas para que o prato fique com mais cor. Esta receita fica normalmente com mais molho que a versão italiana.


Em ambas as versões da receita, os ovos são adicionados crus ao molho e acabam por cozer apenas com o calor da massa.


A versão anglo-americana é, por vezes, servida também com cogumelos.


Tal como a maior parte das receitas tradicionais, as origens deste prato são obscuras, existindo diversas lendas. Por vezes, refere-se que possa ter nascido na Roma antiga. Como o nome deriva da palavra italiana para carvão, alguns acreditam que tenha sido uma refeição suculenta para os trabalhadores do carvão na Itália. Outros dizem que antigamente era feita sobre grelhadores de carvão. Ainda outros sugerem que as manchas pretas de toucinho e pimenta se assemelham a pequenos pedaços de carvão, o que poderia explicar o nome. Também foi sugerido que poderia ter sido inventado pelos membros da Carbonária, uma sociedade secreta italiana.




O prato não era conhecido antes da segunda guerra mundial, não estando presente no livro clássico da culinária italiana La Cucina Romana, da autoria de Ada Boni, datando de 1927. Pensa-se que terá tido origem em zonas montanhosas fora de Roma e não dentro da cidade, mais concretamente nos montes apeninos. A sua popularidade começou após a segunda guerra mundial, quando muitos italianos comiam ovos e toucinho fornecidos por tropas norte-americanas. Também se tornou popular entre as tropas norte-americanas estacionadas na Itália. Quando regressaram a casa, tornaram a receita popular nos EUA.


Outras teorias apontam que o primeiro a dar-lhe um nome foi o escritor culinário napolitano Ippolito Cavalcanti, que publicou a receita pela primeira vez no ano de 1839, no seu livro Cucina teorico-pratica.

Uma outra hipótese indica que o prato pode ter tido origem em Carbonia, uma povoação a oeste de Cagliari, fruto da criatividade de um cozinheiro talentoso, que acabaria por se mudar para Roma, à procura de trabalho. Diz-se que o prato teria tido tanto sucesso que o cozinheiro, talvez por timidez, lhe acabaria por dar o nome da sua terra, em vez do seu.

PS NENUMAS DAS FOTOS ACIMA DE CARBONARA SÃO MINHA  ATÉ POR QUE NÃO SOBROU NADA PARA CONTAR HISTÓRIA, OU MELHOR FAZER A FOTO......


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NOSSA PANELA ENTREVISTA - CHEFE ALEJANDRA FAÚNDEZ

Existem maneiras diferentes de conhecer alguém, é e por isto que este blog fala de gastronomia com uma certa irreverência para que você possa aprender com leveza.

Criei uma coluna que será postada toda quarta-feira para que você possa conhecer alguns profissionais da área, como chefe de cozinha , nutricionista, dono de restaurante, barmam, garçon etc...


A idéia é mostrar o profissional como ele é, o que pensa, seus medos  e seus objetivos, desmitificando alguns mitos e ajudando você a conhecer grandes profissionais da nossa área pelo Brasil afora e quem sabe, escolher o rumo dentro de uma dessas profissões.





Para começar entrevisto uma chefe de cozinha que é uma das Coordenadoras do Curso de Gastronomia da Faculdade UNISUAM no estado do Rio de Janeiro.
 A Chefe ALEJANDRA (com jota) FAÚNDEZ (acento e zê no final), uma Chilena com sotaque, e Carioca no Gingado (eu já a vi sambar).




A chefe vem se destacando na profissão com seu empenho e sua didática impecável. Seus olhos brilham a cada preparação e como toda chefe de cozinha que se preze é chata (chata, chata, chatinha, rsrsrsrs) quando se diz respeito a perfeição.


Conheça um pouco da mulher por trás da Chefe de Cozinha, e o que ela pensa.


1 - HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TRABALHA NO RAMO?
- Há dez anos


2 - COMO DESCOBRIU A SUA PROFISSÃO?
- Sou do Chile e quando cheguei no Brasil tive que recomeçar minha vida profissional. Precisei descobrir meus novos talentos e surgiu a idéia de comercializar tortas doces, bolos e doces típicos chilenos para amigas.


3 - ALGUÉM TE INFLUENCIOU A SER UMA CHEFE DE COZINHA?
- Na época morava em Cuiabá. Elaborei um cardápio onde a pessoa podia visualizar as opções oferecidas. Foi um sucesso! Desde então não parei de fazer experiências na cozinha. Como costumo falar, tenho vários anjinhos na minha vida. Um foi a própria dona da Estácio de Sá (Carla Ferolla). Muito querida!


Eu a conheci por intermédio de uns amigos em comum. Ela me apresentou o laboratório de gastronomia, foi automático, paixão a primeira vista e pensei na hora, "e isso que eu quero fazer", mas a pessoa mais importante nisso tudo foi meu marido Marius, quem sempre me motivou, incentivou e me apoia até hoje. Somos sócios na nossa empresa AF Gastronomia e, atualmente ele e o representante comercial e futuro professor de enologia para nossa empresa. Aliás somos a harmonização perfeita.


4 - EM ALGUM MOMENTO PENSOU EM DESISITIR?
- Nãooooooo, sou muito objetiva e determinada. Tenho o pensamento que tudo que início deve ser terminado.



5- SE NÃO FOSSE CHEFE DE COZINHA O QUE SERIA?

- Atriz de humor...rsrsrsrs


6- QUAIS SÃO OS MAIORES OBSTÁCULOS NA SUA CARREIRA?
- Acredito que existem obstáculos sim, mas tenho pensamento positivo e creio que o que é meu está guardado. Por sinal, hoje posso afirmar que cheguei mais longe do que poderia ter imaginado e penso que cada ser humano tem uma luz própria.


7 - EXISTE DIFERENÇA ENTRE CHEFE DE COZINHA HOMEM E CHEFE DE COZINHA MULHER?
- Há algum tempo atrás podia ter diferença sim, mas nos tempos de hoje acredito que o contraste está entre profissionais incompetentes e profissionais competentes.


Existem grandes chefs mulheres, extremamente competentes.


8 - CITE UM OBSTÁCULO QUE VOCÊ TEVE EM SUA PROFISSÃO?? E COMO CONSEGUIU ULTRAPASSAR?
- A falta de valorização do meu trabalho, mas nada melhor que o tempo e muito empenho para trazer conquistas.


9 – QUAL O SEU SONHO DE CONSUMO?
- Viajar mais e conhecer outras gastronomias...


10 - QUAIS OS SEUS PLANOS PARA FUTURO?
- Continuar dando aulas de gastronomia na faculdade, fazer cada vez mais eventos gastronômicos e consolidar meu projeto de aulas particulares.


11 – CITE PELO MENOS UM PONTO NEGATIVO E UM PONTO POSITIVO NA PROFISSÃO DE UM CHEFE?
- Negativo: Trabalho exaustivo que demanda muita responsabilidade e tempo, deixando pouco tempo livre. Positivo: Satisfação e sensação de missão cumprida quando tudo sai perfeito e o cliente fica feliz.





12 – QUAIS SÃO OS CONSELHOS QUE VOCÊ DARIA AOS FUTUROS CHEFES DE COZINHA?
- Sejam humildes para reconhecerem seus erros!

- Sigam uma linha de trabalho, focando a realização dos seus objetivos e façam o que gostam.

- Estejam sempre atentos as novas tendências e aproveitem todas as oportunidades para colocarem em prática as suas habilidades.

- Tenham consciência que toda experiência é um aprendizado.


AH!!!!!!!  ela respondeu todas as perguntas com sotaque chileno, afinal  HABLAS ESPANHOL???????
 
PS. Todas as fotos, aqui postadas, são de autoria da chefe

ORGÂNICOS - OPÇÃO DE VIDA OU MODISMO??? - FINAL

Como muitas dúvidas ainda pairam sobre o tema, andei pesquisando na Internet e dá uma olha nas principais perguntas e respostas sobre produtos orgânicos e conheça essa forma de alimentação mais saudável e também menos agressiva ao meio ambiente.



Qual a diferença entre alimentos orgânicos e convencionais?


A principal diferença é o modo de produção. Os alimentos orgânicos são produzidos sem agrotóxicos, adubos químicos ou sementes transgênicas. Os animais também são criados sem uso de hormônios, anabolizantes ou antibióticos.


No entanto, todo produto orgânico é mais que um produto sem agrotóxicos. A produção orgânica preconiza o equilíbrio sustentável do ambiente e se baseia em processos que não agridem a natureza.


A nutricionista Elaine Azevedo, em seu estudo "Qualidade Alimentar de Produtos Orgânicos e Biodinâmicos", afirma que o modo de produção convencional de alimentos resulta em produtos de baixa qualidade, o que prejudica diretamente o consumidor. "Os produtos alimentícios são desenvolvidas num esquema que beneficia mais os interesses da indústria de alimentos do que a saúde de quem os consome".


Quais malefícios os agrotóxicos podem causar?


O uso indiscriminado de agrotóxicos afeta tanto a saúde humana quanto o meio ambiente. A ação desses venenos sobre a saúde provoca desde náuseas, tonteiras, dores de cabeça ou alergias até lesões renais e hepáticas, cânceres, alterações genéticas, etc. Essa ação pode ser sentida logo após o contato com o produto (os chamados efeitos agudos) ou após semanas ou anos (são os efeitos crônicos).


Quais os riscos para o consumidor?


Segundo dados da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) do ano 2000, 11% dos casos de intoxicação no Brasil foram causados por agrotóxicos. Os agricultores são os mais expostos à contaminação, mas os consumidores também não estão livres de sua toxidade.


Uma pesquisa de 2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostrou que algumas frutas e hortaliças contêm alto índice de contaminação por agrotóxicos, 81,2%. Os principais alimentos afetados, conforme o estudo, são alface, batata, maçã, banana, morango e mamão, sobretudo os dois últimos.


A engenheira agrônoma e secretária executiva da Associação de Agricultura Orgânica (AAO), Aracy Kamiyama, alerta que a única forma de evitar seguramente a contaminação é pelo consumo alimentos que não utilizam veneno em sua produção.


Os alimentos orgânicos têm sabor ou aroma diferente?


Esta é uma questão controversa. Alguns especialistas afirmam que devido à menor concentração de água nos orgânicos (cerca de 20% menos que nos convencionais), certos alimentos, como os vegetais, têm sabor mais adocicado e mais intenso. Mas outros estudiosos dizem que a ausência de agrotóxicos não altera o sabor natural do alimento.


Para Keila, os orgânicos têm sabor diferente sim, em geral mais intenso e melhor que os convencionais.


Eles são mais nutritivos que os convencionais?


Segundo especialistas, os alimentos orgânicos frescos são mais nutrientes porque contêm menor quantidade de água que os convencionais, o que significa que os nutrientes estão mais concentrados. Nos tomates orgânicos, por exemplo, pode ser encontrado 23% mais vitamina A que nos tomates com agrotóxicos.


Alimentos orgânicos e hidropônicos são a mesma coisa?


Não. As hortaliças hidropônicas são produzidas fora do solo, em estufas; por conta disso, elas precisam receber fertilizantes químicos para se desenvolver, ao contrário do que ocorre com os orgânicos.



Como reconhecer um produto orgânico?


Os orgânicos são certificados. Suas embalagens exibem o nome "orgânico" e o rótulo contém um selo que garante sua procedência e qualidade.




Existem cerca de 25 empresas certificadoras no Brasil, das quais a Ecocert/AAO e IBD são as mais conhecidas.


Por que os orgânicos são mais caros?


O principal fator que torna o preço dos alimentos orgânicos cerca de 30% maior que os convencionais é a produção em baixa escala desses alimentos. Como a produção prima pela sustentabilidade ambiental e não são usados pesticidas ou fertilizantes sintéticos, ela se torna também mais cara.


Os alimentos orgânicos são significativamente melhores para compensar seu preço mais elevado?


Quem deve avaliar o custo-benefício dos orgânicos é o próprio consumidor. As vantagens que eles evidentemente apresentam são: não toxidade, garantia de não serem geneticamente modificados e menor agressão ao meio ambiente.


Alimentos orgânicos são mais saudáveis?


Só o fato de serem produzidos sem a utilização de agroquímicos, já os torna melhores para a saúde humana e ambiental.


Pesquisas sobre o assunto, como a realizada pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido, mostram que os orgânicos são mais saudáveis que os convencionais também em outros quesitos. Os resultados preliminares do estudo foram divulgados em novembro de 2007.


Esta pesquisa aponta que frutas e vegetais orgânicos possuem, em relação a seus similares não-orgânicos, até 40% mais antioxidantes - substâncias relacionadas à diminuição dos riscos de câncer e de doenças cardiovasculares.

Fontes: http://www.portalorganico.com.br/
              http://www.planetaorganico.com.br/
              http://www.aao.org.br/
              http://www.vivaorganicos.com.br/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ORGÂNICOS - OPÇÃO DE VIDA OU MODISMO??? PARTE II

O consumo de alimentos sem agrotóxicos está crescendo no Brasil. Segundo pesquisa de 2007 da LatinPainel, os orgânicos já são preferência de 20% dos brasileiros e mais da metade destes (54%) é motivada pela preocupação com a saúde.
Muitos brasileiros preferem os alimentos orgânicos há cerca de sete anos  e muitos nem sabem por que, mas se um artista come, é por que é bom não é mesmo??
Temos que mudar este pensamento. Vida sustentável tem que ser item obrigatório no currículo escolar e tem de começar de cedo, pois nós burros velhos já estamos perdidos(quem sabe exista uma luz no fim do túnel), quem sabe se não conscientizarmos nossas crianças daqui há 10 anos esta semente não cresce?. "



O que realmente me deixa consternado é a falsa  propaganda e preocupação feita em torno dos orgânicos e não estou nem me referindo sobre os valores nutricionais e afins. Muitas instituições e pessoas querem vender a ideia que se é orgânico o produto já é sustentável, sem falar de quererem passar a imagem de boas para o planeta."

A produção sem o uso de agrotóxicos é o fator preponderante para que a sua escolha seja certa. "Primeiro, os orgânicos são mais saudáveis, já que não usam nenhum veneno. Além disso, eles também são mais saborosos" é claro.


No entanto, o número de consumidores desse tipo de alimento no Brasil ainda é muito pequeno em relação aos dos Estados Unidos e Europa. Isso se deve, em grande parte, ao desconhecimento que os brasileiros têm do assunto.


Posso citar inúmeros chefes que vem trabalhando a fios para que o orgânico seja item constante no dia-a-dia da mesa do brasileiro.
 
Nós chefes de cozinha temos que ter esse compromisso e é bonito ver os esforços como da Chefe Mônica Rangel ,  Paula Labaki e Luana Budel com trabalhos maravilhosos em prol dos orgânicos mercado brasileiro e de muitos outros chefes que poderia horas citar aqui.
 

"Levar a natureza a mesa, sem adição de produto químicos, trangênicos enzimas hormônios e quais quer outras substâncias  que possam comprovadamente alterar a normalidade do organismo humano"
Chefe Paula Labaki
  






Uma parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Desenvolvimento Agrário, entre outras entidades, pretende incentivar o consumo de produtos orgânicos.

Dezenas de seminários, feiras, palestras, degustações, circuitos gastronomicos, visitas a fazendas orgânicas, entre outras iniciativas serão realizadas no Acre, Alagoas, Bahia, Brasília, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.



Agora prestem atenção e cuidado com alimentos orgânicos! Eles podem parecer saudáveis e inofensivos (e até são), mas um novo estudo aponta que eles distorcem a percepção das pessoas de uma maneira que pode promover a obesidade. Isso porque, segundo o estudo, as pessoas presumem que alimentos orgânicos têm menos calorias e por isso não veem problemas para devorar cookies orgânicos com mais frequência do que os regulares, por exemplo. Praticar exercícios físicos foi também considerado menos importante depois de comer doces orgânicos.

Os resultados dessa pesquisa seguem a linha de trabalhos anteriores, mostrando os rótulos dos alimentos podem estimular equívocos. Por exemplo, a rotulagem de um alimento como “baixo teor de gordura” pode levar as pessoas a pensar que ele também tem poucas calorias e alimentos marcados como tendo “baixo colesterol” podem ser considerados com menos gordura também. Além disso, há uma forte tendência de associar comida “orgânica” com atitudes saudáveis, afirmam os pesquisadores.


Atualmente, a produção orgânica brasileira ocupa cerca de 6,5 milhões de hectares e envolve aproximadamente 20 mil produtores, dos quais 80% são pequenos. Entre os parceiros da iniciativa estão também a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação (CPOrg-UF), Banco do Brasil, Sebrae, WWF, Planeta Orgânico e Sindiorgânicos.

"Criar uma relação com essa mesma natureza, em função do seu ambiente. são ações utilizando alimentos com certificados, preferindo fornecedores locais criando opção ao uso do industrializados e racionalizando o uso de materiais sem possibilidade de reciclagem"
                           Luana Budel

“Meu frango é caipira e orgânico ao mesmo tempo”, diz. No Gosto com Gosto, a galinha caipira para fazer o molho pardo é abatida na hora. “O prato fica pronto em até duas horas.”.
"Os pintinhos não nascem no próprio quintal, são comprados com um dia de vida.  Eu os alimento só com coisa boa: couve, milho, salsa, cebolinha, ora-pro-nóbis (planta trepadeira usada refogada na culinária mineira) e sobras do  meu restaurante."
Mônica Rangel






No Brasil, a regulamentação de produção orgânica possui a Lei nº 10.831 (23/12/2003)e o Decreto nº 6.323 (27/12/2007) que regulamenta a lei.




I – a oferta de produtos saudáveis isentos de contaminantes intencionais;

II – a preservação da diversidade biológica dos ecossistemas naturais e a recomposição ou incremento da diversidade biológica dos ecossistemas modificados em que se insere o sistema de produção;

III – incrementar a atividade biológica do solo;

IV – promover um uso saudável do solo, da água e do ar, e reduzir ao mínimo todas as formas de contaminação desses elementos que possam resultar das práticas agrícolas;

V – manter ou incrementar a fertilidade do solo a longo prazo;

VI – a reciclagem de resíduos de origem orgânica, reduzindo ao mínimo o emprego de recursos não-renováveis;

VII – basear-se em recursos renováveis e em sistemas agrícolas organizados localmente;

VIII – incentivar a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva e de consumo de produtos orgânicos e a regionalização da produção e comércio desses produtos;

IX – manipular os produtos agrícolas com base no uso de métodos de elaboração cuidadosos, com o propósito de manter a integridade orgânica e as qualidades vitais do produto em todas as etapas.

CONTINUA......


§ 1o A finalidade de um sistema de produção orgânico é:
O primeiro parágrafo da lei tem nove itens que descreve o sistema de produção orgânica:
Nos dois documentos está, principalmente no decreto, descrito tudo que uma empresa e afins precisa seguir para que seus produtos sejam orgânicos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ORGÂNICOS - OPÇÃO DE VIDA OU MODISMO??? - 1º PARTE


Consumir produtos naturais e alimentos livres de agrotóxicos é uma opção das pessoas que buscam um estilo de vida mais saudável.

Mas como distinguir o verdadeiro produto orgânico, com algum certificado??? Ou apenas escutando alguém dizendo que o produto na feira é orgânico ??? Por que o Orgânico é ainda mais caro???? E se ele é benéfico a saúde por que o governo não faz algo a favor para que ele fique viável ao bolso dos consumidores???


Tenho certeza de que muitas das perguntas acima todos tem a resposta, porém cabe esclarecer algumas dúvidas que ainda pairam no ar.


Este tema é de extrema relevância e seria injusto deixar de passar algumas informações, portanto dividirei este post em 3 partes para assim você poder entender sem cansar sobre este assunto.



Adicionar legenda
 Saiba que todo alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.


Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras) para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.


Os produtos orgânicos chegaram para ficar e, apesar dos preços maiores do que o produto convencional, a produção e o consumo vem aumentando no Brasil, o que levará a preços melhores.


Entretanto, o que é mesmo um produto orgânico? Como diferenciar do convencional se até o preço mais elevado não chega a ser um critério tão confiável assim, pois, fraude não chega a ser uma novidade? Para orientar e esclarecer aos consumidores o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou uma cartilha – ilustrada por Ziraldo – "O OLHO DO CONSUMIDOR".


O seu lançamento serviria tambem para lançar o “Selo do SISORG” (Sistema de Avaliação de Conformidade Orgânica) que, infelizmente não chegou a ser distribuida por força de uma liminar que favoreceu a Monsanto, empresa norte-americana maior fabricante de produtos – alimentos –transgênicos e pesticidas ou defensivos agrícolas venenosos ao solo, aos alimentos, a saúde e a vida.


Mas, se quiser conhecer e se orientar, a cartilha está disponível para download, é só clicar no link: "O OLHO DO CONSUMIDOR". Vale à pena dar uma olhada!


Alimentos orgânicos são produzidos de acordo com certos padrões. Para a agricultura alimentos orgânicos significam que os produtos foram cultivados sem uso de pesticidas convencionais, fertilizantes artificiais ou dejetos humanos, além de serem processados sem radiação ionizadora ou aditivos.


A pergunta que o consumidor deveria fazer é "os alimentos orgânicos são significativamente melhores para compensar seu preço mais elevado?". Essa é uma área controversa, sem resposta conclusiva. As vantagens básicas dos alimentos orgânicos são: não toxidade, melhores para o meio-ambiente, melhor sabor e sem modificação genética. A produção, venda e consumo de alimentos orgânicos refletem tanto o preocupação com o meio-ambiente, quanto com a saúde humana.


Um estudo de 2001, feito por pesquisadores na Washington State University com um painel de degustadores, concluiu que as maçãs orgânicas são mais doces e têm melhor textura do as convencionais. Essas diferenças são atribuídas à melhor qualidade do solo resultante das técnicas orgânicas. Por outro lado, alimentos orgânicos geralmente custam de 10 a 40% mais do que os similares produzidos convencionalmente.


O preço dos produtos orgânicos tende a ser maior que o dos convencionais. No Brasil, por exemplo, os produtos orgânicos são, em média, 40% mais caros que os convencionais. Já o trigo chega a custar 200% a mais e o açúcar, 170%. De acordo com o site da Food and Agriculture Organization(em inglês) (FAO- organização de comida e agricultura) das Nações Unidas (ONU), isto ocorre porque:


• o fornecimento da comida orgânica é limitado se comparado à sua demanda;


• os custos da produção dos alimentos orgânicas, normalmente, são maiores devido ao grande trabalho exigido e ao fato de que os fazendeiros não produzem o bastante, de um único produto, para baixar seu custo de forma abrangente;


• o manuseio do período pós-colheita de quantidades relativamente pequenas resulta em altos custos, porque as produções orgânica e convencional precisam ser separadas para serem processadas e transportadas;


• o mercado e a cadeia de distribuição dos produtos orgânicos são relativamente ineficazes e os custos são maiores, devido aos volumes relativamente baixos.




A FAO também observa que os preços da comida orgânica incluem não só o custo da produção, mas também uma escala de outros fatores que não existem no preço da comida convencional, como:


• melhoria e proteção ambiental e o fato de evitar futuras despesas com o controle da poluição;


• padrões melhores de bem-estar dos animais;


• prevenção de riscos contra a saúde dos fazendeiros devido ao manuseio inadequado de pesticidas, evitando futuras despesas médicas;


• desenvolvimento rural, gerando mais empregos nas fazendas e garantindo um rendimento justo e suficiente para os produtores.


A FAO acredita que, conforme a demanda da comida e produtos orgânicos crescer, inovações tecnológicas e economia de escala reduzirão os custos da produção, processamento, distribuição e comercialização dos produtos orgânicos.


Continua........

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UMA COZINHA EFICIENTE

Diferentes estratégias são necessárias para tornar cada parte da casa mais econômica, confortável e saudável.
As cozinhas são grandes consumidoras de energia e água. Também são as maiores fontes de resíduos nas casas. Assim, vale a pena dedicar um tempo à avaliação de sua rotina na cozinha e fazer algumas mudanças. Usar os recursos com inteligência, escolher eletrodomésticos eficientes e reciclar garantirão dividendos a você, à sua casa e ao meio ambiente.


Atenção!
Metade do lixo que jogamos fora são sobras de comida e podas de jardim, que podem ser recicladas para a produção de adubo.


Dez dicas para economizar
1.Geladeiras e freezers consomem muita energia. Por isso, na hora de comprar esses eletrodomésticos, escolha modelos econômicos. Isto lhe garantirá uma redução dos gastos a longo prazo.

2.Não mantenha uma geladeira velha de reserva a não ser que realmente precise dela. Os modelos antigos costumam gastar mais energia que os novos.


3.Ponha sua geladeira numa área fresca, longe de aparelhos que geram calor. Deixe um espaço de pelo menos 8 cm para as serpentinas na parte de trás da geladeira. A falta de espaço ou ventilação pode reduzir a eficiência em até 15%.


Dica
Evite as geladeiras com acessórios desnecessários, como máquina de gelo. Elas custam mais e consomem mais energia.


4.Não ajuste o termostato para uma temperatura muito baixa. O nível ideal para a geladeira é 3ºC ou 4ºC e para o freezer, –18ºC a –15ºC. Cada redução de 1ºC pode aumentar o consumo de energia em 5%.


5.Abra a porta o menos possível. Para cada minuto com a porta aberta, a geladeira leva três minutos para retornar à temperatura ideal.


6.Mantenha pelo menos dois terços do espaço da geladeira ocupado. Os alimentos retêm o frio melhor que o ar. Vazia, a geladeira precisa de mais energia.


7.Verifique regularmente as vedações. Para isso, feche a porta sobre uma folha de papel. Se conseguir puxar o papel com facilidade, é preciso apertar as dobradiças ou substituir as borrachas.


8.Degele o freezer a cada três meses, se o aparelho não tiver degelo automático. Nunca deixe uma camada de gelo superior a 5 mm.


9.Limpe anualmente as serpentinas na parte traseira para garantir um funcionamento adequado.


10.Caso se ausente por um longo período, esvazie a geladeira, desligue-a e deixe a porta aberta.


Senso no fogão
Também na hora de comprar fogões e fornos, é preciso seguir alguns critérios para fazer uma escolha ecologicamente correta.


Trocar um fogão elétrico por um a gás pode reduzir em meia tonelada a emissão de gases do efeito estufa.


Fogões a gás têm metade do custo de funcionamento dos modelos elétricos e produzem metade dos gases causadores do efeito estufa.


Não compre um aparelho maior do que o necessário. Em geral, quanto maior, mais energia utilizará.


Escolha um fogão com bocas de diferentes tamanhos, o que ajuda a controlar a energia utilizada.


Se decidir comprar fogão elétrico, lembre-se de que espirais tendem a ser mais baratas e eficientes do que placas sólidas ou de cerâmica.



Se optar pela eletricidade, considere usar placas de indução, que são 30% mais eficientes que as tradicionais. Cada placa de indução tem uma chave e uma espiral indutora eletromagnética. Quando uma panela é colocada sobre a placa, cria-se um campo magnético, que aquece a panela, mas não o fogão. O desperdício é pequeno, e o controle da temperatura é mais preciso.


Prós & contras - Na lava-louças ou na pia?


Lavar a louça na pia obviamente poupa energia e, se você tiver cuidado para evitar desperdícios, também pode ser a melhor opção em termos de consumo de água. No entanto, se você tiver uma lava-louças moderna e econômica, e usá-la corretamente – com carga máxima em modo econômico –, poderá gastar apenas 16 litros de água por lavagem. São 2 litros a menos em relação à média da lavagem manual. Comparando: um modelo antigo, da década de 1980, consome em torno de 36 litros de água.


Com auxílio de cientistas, o Greenpeace desenvolveu uma tecnologia de refrigeração chamada Greenfreeze, que usa hidrocarbonetos naturais.


Mais de 100 milhões de aparelhos Greenfreeze já foram vendidos no mundo, mas ainda não chegaram comercialmente ao Brasil.

 
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