sábado, 11 de dezembro de 2010

CÉU DE BRIGADEIROS

Toda receita tem uma origem, um fato marcante que a originou. Algumas histórias se perderam no tempo, hoje dificil de achar suas origens.

Mas se tem uma receita que é unanimidade nacional é o BRIGADEIRO  ou melhor NEGRINHO como era chamado antigamente.

Aqui em casa a minha filhota adora e já até deu aula de como fazer Brigadeiro para umas senhoras e mandou super bem, será que ela vai querer seguir minha profissão???

Na nossa profissão, muitas das vezes sabemos fazer uma receita, e algumas das vezes não sabemos o porquê de estar fazendo a receita e nem sequer sabemos a sua verdadeira origem.
A receita de brigadeiro é tão comum entre nós brasileiros que talvez poucos saibam sua verdadeira origem. Fui buscar a história desta receita com a maior especialista de Brigadeiros no Brasil que é a Maria brigadeiro .

Aprendi que este docinho foi criado em meados de 1940 no Rio Grande do Sul e recebeu o nome de Negrinho.
Mais tarde, no ano de 1950 o militar brigadeiro Eduardo Gomes candidatou-se a presidente da República e, nesta época, organizava festas para promover sua candidatura. Nas tais festas ele servia negrinhos, que acabaram sendo chamados de “docinhos do Brigadeiro”. Por causa disso, o negrinho mudou de nome… e apesar de ter feito muito sucesso não foi suficiente para o candidato vencer as eleições… quem saiu vitorioso foi o general Eurico Gaspar Dutra.

isso quer dizer que este doce é 100% nacional.
Este doce é muito versátil e nos permite várias apresentações diferentes. Os ingredientes do brigadeiro são leite condensado, achocolatado em pó, manteiga e chocolate granulado para a cobertura. Pode ser feito tanto no fogão quanto no forno de microondas. e acrescentados especiarias dando um toque sofisticado.







Agora mais do que palavras se deliciem com estas imagens que dão água na boca e vejam a versatilidade deste docinho.


BRIGADEIRO DE COLHER

BRIGADEIRO TRADICIONAL

BRIGADEIRO DE COPINHO

BRIGADEIRO NO PALITO

BOLO DE BRIGADEIRO







sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PF NORDESTINO - BAIÃO DE DOIS

Hoje levei a familia num restaurante tipico nordestino aqui perto de minha casa e cada um pediu o cardápio executivo e pasmem por R$10,00, até pensei que viria aquele PF que costumamos ver por aí , até que pra minha surpresa vei um PF bem ajeitado e bem farto, apenas a minha filha pediu o famoso bife, feijão e arroz, os demais resolveram comer um baião de dois com carne de sol. Estava uma delicia






JOÃO RURAL E SEU FUSCA
Uma coisa que gostaria de compartilhar e acredito eu que quase ninguém sabe é a dessalga da carne seca super rápida, até eu mesmo não acreditava até testar e dar surper certo. Mas os louros desta descoberta não se deve a mim e sim a um estudioso chamado João Rural e está contido em seu Dvd Sabores do Tempo dos Tropeiros.






É só escrever para ele joaorural@bol.com.br, o custo é de R$ 13,00 mais despesas de correio (não esqueça de mandar seu endereço para ele calcular o frete).
















Segue abaixo texto do João rural

Desde que comecei a pesquisar as aventuras dos tropeiros, pelos idos de 1980, quando não se achava quase nada, sempre me intrigava as poucas receitas com carne seca, onde a informação de todas era que a carne tinha que ficar de molho em água por um dia. Então eu ficava encafifado, pensando com meus neurônios. E como fazia o tropeiro que usava muita carne seca?
1-Deixava de molho em uma água e depois voltava no outro dia? Não dava.
2-Pedia pra tropa da frente deixar a carne de molho pra ele comer no outro dia? Não dava certo.
3-Levava um balde, patrona, sei lá o que com a carne na água pra comer no outro dia? Não era possível.

Então, andando pelas serras em busca de histórias, encontrei o velho tropeiro Vardão, que me deu o pulo do gato.

"Tropeiro tirava o sal da carne na hora mesmo". Aí ele foi me mostrar. Colocou pedaços de carne na panela e jogou junto dois punhados de sal de gado.


Você conhece isso? Mexeu bem e deixou falando, agora é só esperar que a carne avisa quando sair o sal.


Como assim? Simples, disse ele, quando a água começar a se mexer, formando uma espuminha, é o aviso que vai começar a ferver. Então rapidamente mexa bem a carne e jogue a água fora. Pronto está sem sal. Será meu Deus? Ele fez e mostrou a mágica, que não soube explicar de onde vinha isso.



SERRA DA BOCAINA
Noutra época, atravessando a Serra da Bocaina, com um grupo de turistas, paramos na casa de um caboclo, pra comer. Lá estava em cima do fogão um bom pedaço de toucinho, super salgado que até formava uma crosta. Não tive dúvidas, fui fazer meu teste ao vivo.


Falei pro dono da casa porque não tinha tirado o sal antes, pra podermos comer o torresmo. Não tem problema, é pra já, faço sem o sal, disse ele. Cortou os torremos, colocou numa panela de ferro, encheu de água e enfiou a mão numa lata cheia de sal e despejou no torresmo. Dai a pouco estava jogando a água fora e deixando fritar o torresmo que saiu no ponto.

Bom, resumindo que a conversa tá longa, cheguei à conclusão de que era pura química dos alimentos e mais recentemente lemos em algum lugar. Como o sal que está na carne seca é bem fraco, devido ao tempo, o sal novo com todas as suas propriedades "chama o sal da carne pra água".


E aí deu-se a mágica química. Já fiz feijão tropeiro pra 500 pessoas, usando o jeito e deu certo. É lógico que o cozinheiro tem que pegar o jeito, assim como muitas receitas, dependem de quem faz. Simples, não?

Um abraço, João Rural , Agora é só você testar e depois me dizer se deu certo ou não.


Já o nosso  Baião-de-Dois é um prato típico da região Nordeste do Brasil, oriundo do Estado do Ceará.Também é bastante apreciado nos estados de Rondônia e Acre. Consiste num preparado de arroz e feijão, de preferência o feijão verde ou feijão novo. É frequente adicionar-se carne-seca (charque).






O termo baião, que deu origem ao nome do prato, designa uma dança típica do nordeste, por sua vez derivada de uma forma de lundu, chamada "baiano". A origem do termo ganhou popularidade com a música Baião de Dois, parceria do compositor cearense Humberto Teixeira com o "Rei do Baião", o pernambucano Luís Gonzaga, na metade do século XX.





CÂMARA CASCUDO
A origem cearense do prato é atestada também pelo folclorista Câmara Cascudo, citando como referência a obra de 1940, Liceu Cearense, de Gustavo Barroso.


O baião, por ser uma mistura de dois elementos da culinária brasileira apreciados e de fácil acesso, o arroz e o feijão, é muito comum em áreas rurais do Nordeste. É possível perceber que ele é feito principalmete à noite para que seja aproveitado o restante do feijão cozido durante o dia.


Para fazê-lo, deve-se cozinhar o arroz cru no feijão com caldo já cozido e demais temperos como cebola, tomate, pimentão e especiarias como o coentro e a cebolinha. Queijo e nata costumam também ser adicionados.


Na Paraíba, é conhecido como rubacão No sertão nordestino, principalmente, é bastante apreciado.


BAIÃO DE DOIS
Ingredientes
1 kg de feijão de corda
200 g de lingüiça calabresa
300 g de queijo coalho
250 g de arroz pronto
1 maço de coentro
1 maço cebolinha
250 g de carne seca cozida e desfiada
Manteiga de garrafa a gosto
200 g de bacon
4 dentes de alho
1 cebola grande
Sal a gosto


Modo de Preparo
Coloque o feijão para cozinhar em água, quando estiver cozido tempere com bacon, alho, cebola e manteiga de garrafa. Frite em uma frigideira a lingüiça já picada. Vá acrescentando arroz, feijão (sem o caldo), carne-seca, queijo coalho, manteiga de garrafa e por último coloque o coentro e a cebolinha.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TELEFONEMA DE SOGRA É UM JILÓ

Hoje logo pela manhã recebi um telefonema e adivinha quem era?? A minha sogra. Nossa quanta emoção, falar com a sogra as 06:00 hs da manhã não é nada fácil. Bom já que entrei no clima segue um item da gastronomia tão condenado injustamente que de 10 pessoas 11 não gostam , não sei por quê, a minha sogra adora. Ah também ela não conta, ela é sogra. RSRSRSRS.....








Mas por que o jiló só é referência de comida para passarinho??? Vocês acham que fosse ruim, esses pobres animaizinhos comeriam???

Como já disse antes, não existe comida ruim e sim mal feita.






O jiló (Solanum gilo) é o fruto da planta herbácea jiloeiro, muito cultivado no Brasil. É um fruto, geralmente confundido com um legume, famoso por seu gosto amargo.

É famosa a canção de Luiz Gonzaga, "Que nem Jiló", em que ele compara as dores da saudade à amargura do jiló:

"Ai, quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer
E amarga que nem jiló"



É originário da África Ocidental, onde ainda é cultivada, por exemplo, na Nigéria.
Usado numa expressão popular jocosa: tomar no jiló, com a acepção de ânus.

Jiló é o fruto do arbusto "jiloeiro" ramificado, que pode atingir entre 1 e 1,5 m. de altura. Seus ramos são verdes, cilíndricos e alongados, tem folhas de formato oblongo, recobertas por pelos, principalmente na lauda inferior. Suas flores são brancas, dispostas de 2 a 3, em pequenos racemos e tem pedúnculo curto.

O fruto pode ser oblongo, alongado ou quase esférico, conforme a variedade, de coloração verde clara ou escura e peso de 14 a 17 g. ( muita informação né????)

O jiló contém carboidratos (3 a 6%), proteínas (1,4%), sais minerais como cálcio, fósforo e ferro e as vitaminas B5 e C.

A vitamina C contida no jiló é perdida com o cozimento, então caros amigos quando vocês receberem suas sogras , façam um suco de jiló com babosa afinal não queremos elas doentes não é mesmo????

Agora sem brincadeiras , eu comi uma vez um doce de jiló com queijo em São Paulo simplismente maravilhoso, é daqueles que só provando pra comprovar. E um jiló à milanesa é um ótimo acompanhamento para uma boa cerveja gelada.

Uma boa dica para tirar o amargo do jiló é cortar ao meio, fatias ou em tiras , salgar bastante e deixar num escorredor de massa ou peneira por meia hora.Depois lavar bem em água corrente e secar com papel toalha.

Vamos ver quem tem coragem para fazer estas receitas


DOCE DE JILÓ
Ingredientes
-1kg de jiló verde
-1kg de açúcar cristal
-1 litro de água
-5 folhas de figo
-4 colheres de sopa de cinza de fogão a lenha ou de churrasqueira

Modo de Preparo
Lave bem os jilós e faça em cada um deles um corte em forma de cruz na sua parte mais "gorda, mas não vá até o fim. É só para abrir. Faça um sachê com a cinza do fogão e coloque em água fervente junto com o jiló por 6 minutos. Retire, coloque outra água, agora fria, e troque duas vezes ao dia durante 3 dias.

Escorra a agua. Leve ao fogo 1 litro de água com 1 quilo de  açúcar cristal e as cinco folhas de figo. Deixe engrossar. Quando pegar ponto de calda fina, coloque os jilós e cozinhe por mais 20 minutos.

Obs.: deixe o cabinho do jiló bem parecido com o do figo. Do contrário, retire-o.

JILÓ A MILANESA

Ingredientes
12 jilós
3 ovos levemente batidos
1 colher (sopa) de orégano
2 xícaras (chá) de farinha de rosca
óleo para fritar
sal e pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo
Lave os jilós, retire os cabos e corte em rodelas. Misture os ovos, sal, pimenta e orégano, e deixe as fatias de jiló nesse molho, pelo menos por uma hora. Passe as fatias de jiló na farinha de rosca, novamente nesse molho e depois mais uma vez na farinha de rosca. Frite em bastante óleo quente até ficarem douradas.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

COELHINHO SE EU FOSSE COMO TU....COMERIA UM BOLO DE CENOURA

Cenoura aqui em casa é o que não anda faltando depois de ter a Nina. Nina pra quem não sabe é a colhinha da minha filha....Hummm!! tá ficando gordinha, nham, nham , nham !!! um coelho à caçadora..... delicia..... Sai pensamento libidinoso, xô,xô... Aí meu Deus alguém , me ajudeeeeeeee....Passou.......

Então com tanta cenoura em casa, resolvi fazer um bolo de cenoura. E não tem quem não goste de um bolo de cenoura com chocolate, então vai um video onde mostra o passo-a-passo de como fazer um excelente bolo de cenoura.
A cenoura é uma grande fonte de vitamina A, cujas necessidades diárias podem ser quase que totalmente supridas com apenas 100 gramas desse legume.


Essa vitamina contribui para o bom estado da vista, da pele e das mucosas. Além disso, a cenoura contém muitos sais minerais, como Fósforo, Cloro, Potássio, Cálcio e Sódio, necessários ao bom equilíbrio do organismo, e vitaminas do Complexo B, que ajudam a regular o sistema nervoso e a função do aparelho digestivo.

Crua, ralada e bem lavada, a cenoura limpa os dentes e desenvolve os músculos mastigadores; seu suco ou caldo concentrado de seu cozimento adicionado ao mel ou suco de limão é ótimo para curar bronquite; é indispensável para gestantes e lactantes, pois melhora e aumenta o volume sanguíneo que, consequentemente, aumenta e melhora a produção do leite.


A cenoura funciona como laxante, sendo que seu suco combate a prisão de ventre, favorece o bom funcionamento do fígado, purifica a bile, ajuda na cura da icterícia, além de ser um bom remédio para as enfermidades dos brônquios e pulmões.


A cenoura é um dos legumes que se conserva por longo tempo, e seu sabor, levemente adocicado, combina com inúmeros outros alimentos, podendo ser preparada sob forma de sopas, saladas, cremes, suflês ou doces.

Por ser tão nutritiva recomenda-se que seja ingerida pelo menos três vezes por semana.

Para compra deve-se escolher cenouras lisas, firmes, sem irregularidades ou rugas e cor uniforme (manchas verdes dão sabor forte e desagradável).


A cenoura quando conservada em geladeira pode permanecer em boas condições por 1 a 2 semanas e seu período de safra é de julho a janeiro.

GOSTO COM MUITO GOSTO - IVO FARIAS




Gosto com muito gosto deste chefe que me surpreende a cada encontro. Tenho certeza de que ele é um dos chefes mais completos do Brasil.





















Belo Horizonte sempre foi conhecida por sua cultura de botequim, onde os personagens principais são as cachaças e os petiscos. Mas ao longo dos anos, novas tendências gastronômicas foram inseridas por excelentes cozinheiros e chefs, como, Ivo Faria, que há mais de dez anos imprimi sua marca na capital com o seu restaurante Vecchio Sogno (Velho Sonho).







A relação de Ivo Faria com a gastronomia começou cedo. De origem humilde, aos 14 anos se matriculou no curso de Gastronomia do Senac de Belo Horizonte, depois disso se graduou em Nutrição e Dietética e ainda conseguiu uma bolsa no Centre International de Glion, renomada escola de gastronomia suíça.




Apesar da base francesa, Ivo optou pela culinária italiana, pois acredita que seus pratos já caíram no gosto de todos os brasileiros. E a idéia deu mais do que certo. Mas Ivo não mostra sua criatividade somente aos clientes do Vecchio Sogno. Ele é figura carimbada em quase todos os festivais gastronomico do Brasil


O seu talento vem de família. Sua mãe cozinhava e sua tia era banqueteira. Como ele mesmo diz : - Isto está no sangue.


Ivo tem um carinho muito grande pela sua equipe de cozinha que é formada por 22 pessoas, e 90% dela é formada de garotos muito simples. Para você saber do carater e a preocupação do chefe com o ser humano, ele já deu aula na Febem o que fez valorizar estas pessoas. Gosta de formar os profissionais dentro do seu restaurante, e muitas vezes procurar ensinar coisas simples como melhorar o Português de alguns deles.








Ivo acha altamente perigoso a galmourização da profissão de chefe de cozinha , por que para fazer um bom trabalho é preciso ter os pés no chão e o sucesso traz muitas dificuldades. Ele diz que o glamour faz a carreira de um chefe crescer, mas também pode derruba-lo.


Um chefe necessita ter uma cozinha palpável , não basta saber cozinhar , precisa saber administrar. A comida precisa respeitar o cliente.





Um bom cardápio não precisa ter apenas produtos caros. Não precisa ser caro para ser bom. Você precisa ter muito conhecimento dos produtos, saber como usa-los, tirar proveito deles e ter criatividade.
Ele diz que a valorização de nossos produtos nacionais vem crescendo a cada ano. Há hoje, no Brasil, um grande número de chefs que se preocupam em trabalhar com produtos que não eram valorizados ou reconhecidos em nossa gastronomia para preparações altamente sofisticadas.








Uma tese que  Ivo defende há muitos anos: trabalhar o produto nacional dentro de uma comida brasileira revisitada, mas jamais esquecendo as origens de nossa cozinha tradicional. Os chefs brasileiros evoluíram muito na última década, passando a ter um respeito diferenciado no cenário internacional. Com o domínio da comida contemporânea mundial, os chefs estrangeiros também têm procurado conhecer produtos de outros países, como o Brasil, para a criação de novos pratos.


Agora me digam , se eu não tenho que gostar com muito gosto deste chefe?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

AS COISAS SIMPLES DA VIDA - MEU PÃO FRANCÊS

Nada melhor do que acordar e ter uma mesa de café te esperando com aquele PÃO FRANCÊS bem quentinho, PÃO FRANCÊS???? , me deu um start e fui pesquisar a origem deste pão e me lembrei de uma converssa com o chefe Rogério Shimura, a sumidade em conhecimento desta matéria. Ele me disse que o pão francês não é francês nem aqui e nem na china, a história é outra.




Reza a lenda que antigamente os brasileiros endinheirados da corte quando viajavam para França, voltavam encantados com a textura dos pães que lá encontravam e  seus cozinheiros tentavam reproduzir o pão pela maneira que eles descreviam, usando os ingredientes que aqui existiam, até que chegou ao resultado que hoje conhecemos.



Daí o nome Pão francês que na verdade acabou por nascer aqui a receita, só que com influências francesas. Mas para entender melhor aquilo que acabei de contar acima, pesquisei um pouco sobre a origem deste pão e a resposta mais plausivel que encontrei foi essa que vou postar logo abaixo.


Só sei que NAS COISAS SIMPLES DA VIDA é só olhar com um pouco de atenção ao que está a nossa volta e quando se descobre a origem , você notará  que os mesmos ingredientes terão um novo sabor.




O pão francês, pão Aguádo ou cacetinho é um tipo de pão caraterístico por sua casca dourada e o miolo branco. É muito popular no Brasil.


A receita do pãozinho hoje mais consumido no Brasil surgiu no início do século XX, provavelmente perto da Primeira Guerra Mundial, por encomenda de brasileiros endinheirados que voltavam de viagem a países da Europa.


Até o fim do século XIX, o pão mais comum no Brasil era completamente diferente, com miolo e casca escuros.


Na época, era bastante popular em Paris um pão curto com miolo branco e casca dourada - espécie de precursor da baguete, atual predileção dos franceses. Os viajantes de famílias ricas que voltavam de lá descreviam o produto a seus cozinheiros, que tentavam então reproduzir a receita pela aparência.


O resultado foi a invenção do pão francês brasileiro. Em algumas regiões do país ele se difere de sua fonte de inspiração européia, por poder levar um pouco de açúcar e gordura em sua composição. Com o tempo, o novo pão foi ganhando apelidos locais diferentes, como cacetinho (Rio Grande do Sul), média, filão, pão jacó (Sergipe) ou pão de sal, em diferentes cidades do Brasil.


Conforme a portaria 146 do INMETRO de 20 de junho de 2006, o pão francês só pode ser vendido por peso (no território brasileiro).




Segundo os historiadores o pão teria surgido juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia, onde atualmente está situado o Iraque. Supõe-se que a princípio o trigo fosse apenas mastigado.




Acredita-se que os primeiros pães fossem feitos de farinha misturada ao fruto do carvalho a que se chama bolota, landes ou noz. Seriam alimentos achatados, duros, secos e que também não poderiam ser comidos logo depois de prontos por serem bastante amargos. Assim, talvez fosse necessário lavá-los em água fervente por diversas vezes antes de se fazer as broas que eram expostas ao sol para secar. Tais broas eram assadas da mesma forma que os bolos, sobre pedras quentes ou embaixo de cinzas .




A fermentação é o segredo do pão. O pão levedado foi inventado no Egipto onde, há cerca de 6 mil anos seria descoberta a fermentação.


O ar contém uma quantidade enorme de microrganismos, nomeadamente esporos de fungos de levedura (Saccharomyces cerevisiae), que encontram nas massas de pão as condições adequadas para se alimentar do amido da farinha. Em consequência da acção desses microrganismos, o amido divide-se em anidrido carbónico (CO2) e álcool.






As bolhas do gás carbónico não conseguem escapar através da superfície e fazem inchar (crescer) a massa, tornando-a fofa. Durante a cozedura ácido carbónico e álcool conseguem escapar, mas o seu efeito fica, na porosidade, sabor e aroma do pão.


O primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso. Se uma massa (sem qualquer fermento adicionado) for deixada ao ar, ela irá levedar. Em função das condições de temperatura e umidade, o tempo necessário para a fermentação natural pode variar de entre 4 a 8 horas, mas a massa acabará por levedar. Se antes de cozer a massa se retirar uma porção da massa levedada, obtem-se o fermento para a próxima fornada. A esta forma de fermentação chama-se fermentação natural ou massa velha.


O pão fermentado com massa velha fica com um sabor e aroma característicos, às vezes com um ligeiro travo ácido ou avinagrado. Em Portugal ainda se produz muito pão de massa velha. O pão alentejano e muitas broas minhotas são exemplos disso. Nas grandes superfícies comerciais e nas casas de produtos naturais/saudáveis também se encontra pão de massa velha ou fermento natural.



No entanto, a industrialização trouxe formas mais rápidas de produzir pão. O fermento de padeiro, que na grande maioria é utilizado para a fermentação do nosso pão, é um concentrado de leveduras. Como concentrado que é, torna a fermentação mais rápida e mais intensa. No entanto, os mais atentos ao paladar do pão detentam a falta dos sabores e aromas que o fermento de padeiro não consegue "imitar".


As vantagens da fermentação e o consumo do pão mais semelhante ao que comemos hoje, era utilizada pelos egípcios há 4.000 anos a.C. No Antigo Egito, o pão pagava salários, e os camponeses ganhavam três pães e dois cântaros de cerveja por dia de trabalho.


O sistema de fabricação dos egípcios era muito simples – pedras moíam o trigo que adicionado à água formavam uma massa mole – e foram mostradas em pinturas encontradas sobre tumbas de reis que viveram por volta de 2.500 a.C.


As primeiras padarias surgiram em Jerusalém, após o contato com os egípcios, com quem os hebreus aprenderam melhores técnicas de fabricação e obtiveram a receita. Pouco tempo depois, já existia na cidade uma famosa rua de padeiros.


O pão também teve sua história na Grécia e em Roma.


Na Grécia ocorreu na mesma época que no Egito, já em Roma foi bem mais tarde (800 anos a.C.), porém com grande importância.


Foi em Roma, por volta de 500 a.C. que foi criada a primeira escola para padeiros, tendo se tornado o principal alimento daquela civilização preparado em padarias públicas.


Pode-se dizer que, com a expansão do Império Romano, o hábito de consumir pão foi difundido por grande parte da Europa.


Com o início da Idade Média, por volta do ano 476 da era comum, as padarias acabaram e a produção de pão voltou a ser caseira. Assim, as pessoas voltaram a comer pão sem fermento.


A partir do século XII, na França, a panificação volta a ser como antes.


No século XVII, a França torna-se um destaque mundial na fabricação de pães, desenvolvendo técnicas aprimoradas de panificação.



O aparecimento da máquina ocorre somente no século XIX, com amassadeiras (hidráulicas ou manuais), com um custo muito alto e também com grande rejeição. Os consumidores mostraram-se “hostis” com o pão feito mecanicamente. Pouco tempo depois surge o motor elétrico e a reclamação passa a ser dos padeiros. Cada máquina substituía dois padeiros.


Hoje o trigo é tratado em moinhos, é lavado, escorrido e passado por cilíndricos que separam o grão da casca.


O pão é muito simples de fazer. Podem utilizar-se as seguintes proporções básicas: 40% de peso em água; 58% de peso em farinha (este pode-se desdobrar em 75% de farinha de trigo+25% de farinha integral à escolha); 1% de peso em fermento de padeiro; e 1% de peso em sal. Amassa-se tudo e deixa-se levedar durante 2 a 3 horas num local ameno, coberta com um pano, e vai ao forno.


As condições ideais para fermentar a massa são 26 °C (24 a 27 °C) de temperatura e uma umidade relativa do ar entre 70 a 75%. Com ar mais seco, forma-se uma crosta sobre a massa fermentada prejudicando a fermentação e reduzindo a qualidade do pão.


A temperatura de referência para cozer pão é de 240 °C. No entanto, a temperatura deverá ser ajustada em função do tamanho dos pães a cozer. Pães grandes com temperaturas altas irão formar uma côdea espessa antes de cozer o interior. Uma temperatura mais baixa (200 °C) permite cozer mais uniformemente. Pães pequenos com temperaturas altas perdem toda a água e o pão fica seco como as "carcaças".


Mais recentemente surgiram no mercado máquinas caseiras de fazer pão. Elas amassam, levedam e cozem o pão, sozinhas e permitem programar a hora de pão quente. A preparação leva menos de 5 minutos, o tempo necessário para a colocação dos ingredientes. O processo automático de amassar, levedar e cozer pode levar cerca de três horas. As máquinas de fazer pão são um pequeno electrodoméstico com uma forma amovível revestida a material antiaderente. Essa forma tem uma ou duas pás no fundo (amovível revestida a antiaderente) para baterem a massa. No interior da máquina há uma resistência eléctrica para cozer o pão. Têm ainda um relógio para programar a hora de pão pronto.

domingo, 5 de dezembro de 2010

UM ITALIANO CHAMADO CAESAR E UMA SALADA PARA NINGUÉM COLOCAR DEFEITO


Hoje fiz um almoço  de aniversário, onde o cardápio era extenso, e um dos pratos que chamou atenção talvez devido ao calor que estava fazendo, foi uma salada Caesar. Mas o que tem de especial nesta receita que habita os restaurantes pelo Brasil inteiro? e cada um com uma receita diferente?. Eu particulamente aprendi  esta tempo atrás, e é claro que já dei o meu toque pessoal.
Mas nos dias quentes de verão nada como uma saladinha para saciar a fome, não é mesmo? por isso fui a caça deste que se diz o criador desta salada, mas há controversias. Pelo sim pelo não quem ganhou fomos nós.




Caesar Cardini (nascido Cesare) (24 de Fevereiro de 1896 - 3 de Novembro de 1956) foi um chefe de cozinha italo-mexicano, proprietário de um hotel-restaurante no seu país e que imigrou para Tijuana, no norte do México. Supõe-se que tenha sido ele que no dia 4 de Julho de 1924 inventou a popular e hoje mundialmente famosa salada César que se tornou um prato na moda em Hollywood entre as celebridades, em especial de ter mudado as instalações do seu hotel uns quarteirões para um novo edifício construído em 1929 (hoje chamado Hotel Caesar's).








Outra versão se diz que foi criada em uma das cidades de Tijuana ou Ensenada (México) pelo chef Livio Santini de origem italiano no final da década de 1930, na cozinha do restaurante do Hotel Caesar's, propriedade de Caesar Cardini.


Esta versão narra como uns pilotos norte-americanos chegaram ao hotel e pediram uma simples salada, e a falta de tomates ou outros ingredientes típicos, o chef Santini seguiu uma velha receita familiar com a que sua mãe os alimentava no sul da Itália em tempos difíceis; uma salada romana, ovos, pequenos pedaços de pão fritos com azeite, queijo seco, azeite de oliva, umas gotas de molho inglesa e suco de limão. A salada foi todo um sucesso e foi denominada inicialmente como "salada dos aviadores", e com o tempo César Cardini registrou-a como própria e a internacionalizou.


Com o tempo a receita tem sido modificada para degustá-la com frango, anchovas, pão frito, bacon, camarões e muitos outros ingredientes que a enriqueceram.


A Caesar salad, conhecida em Portugal como salada César, é uma variante de salada realizada com alface romana e croûtons temperados com azeite de oliva, ovo, suco de limão, molho inglês e pimenta preta.


SALADA CAESAR MINHA VERSÃO
Ingredientes
Para os croutons:
- 2 colheres (sopa) de manteiga derretida
- 2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
- 1 colher (chá) de sal
- 1/4 de colher (chá) de paprica picante
- 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
- Pão italiano cortado em quadradinhos



Para o molho da salada:
- 2 dentes de alho
- 4 filés de anchovas
- 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
- 1 colher (sopa) de suco de limão espremido na hora (nos EUA, usa-se limão siciliano)
- 1 colher (sobremesa) de molho inglês (worcestershire)
- 1 colher (chá) de mostarda dijon
- 1 gema de ovo (pode substituir por 1 colher de sopa de maionese)
- 1/3 de xícara de azeite extra virgem
- 1 xícara de queijo parmesão ralado grosso 
- 1 maço de alface romana ou alface americana( mais fácil de encontrar)



Modo de Preparo
Numa tigela misture a manteiga, o azeite, o sal, a paprica picante e a pimenta do reino moida na hora. Coloque por cima dos cubos de pão na assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 25 minutos e mexendo vez em quando para tostar por todos os lados. Reserve.

Corte grosseiramente as folhas de alface romana com as mãos e coloque numa travessa.


Para o molho:
Amasse os filés de anchovas com o garfo e misture com alho até ficar uma pasta. Vá misturando a pimenta, o suco de limão, o molho inglês, a mostarda e a gema de ovo. Por último, misture o azeite. Se ficar grosso, vá adicionando azeite até ficar um líquido cremoso. Despeje o molho sobre as folhas só na hora de servir. Misture bem e espalhe o queijo ralado e os croutons.

 
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