Hoje levei a familia num restaurante tipico nordestino aqui perto de minha casa e cada um pediu o cardápio executivo e pasmem por R$10,00, até pensei que viria aquele PF que costumamos ver por aí , até que pra minha surpresa vei um PF bem ajeitado e bem farto, apenas a minha filha pediu o famoso bife, feijão e arroz, os demais resolveram comer um baião de dois com carne de sol. Estava uma delicia
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JOÃO RURAL E SEU FUSCA |
É só escrever para ele joaorural@bol.com.br, o custo é de R$ 13,00 mais despesas de correio (não esqueça de mandar seu endereço para ele calcular o frete).
Segue abaixo texto do João rural
Desde que comecei a pesquisar as aventuras dos tropeiros, pelos idos de 1980, quando não se achava quase nada, sempre me intrigava as poucas receitas com carne seca, onde a informação de todas era que a carne tinha que ficar de molho em água por um dia. Então eu ficava encafifado, pensando com meus neurônios. E como fazia o tropeiro que usava muita carne seca?
1-Deixava de molho em uma água e depois voltava no outro dia? Não dava.
2-Pedia pra tropa da frente deixar a carne de molho pra ele comer no outro dia? Não dava certo.
3-Levava um balde, patrona, sei lá o que com a carne na água pra comer no outro dia? Não era possível.
Então, andando pelas serras em busca de histórias, encontrei o velho tropeiro Vardão, que me deu o pulo do gato.
Você conhece isso? Mexeu bem e deixou falando, agora é só esperar que a carne avisa quando sair o sal.
Como assim? Simples, disse ele, quando a água começar a se mexer, formando uma espuminha, é o aviso que vai começar a ferver. Então rapidamente mexa bem a carne e jogue a água fora. Pronto está sem sal. Será meu Deus? Ele fez e mostrou a mágica, que não soube explicar de onde vinha isso.
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SERRA DA BOCAINA |
Falei pro dono da casa porque não tinha tirado o sal antes, pra podermos comer o torresmo. Não tem problema, é pra já, faço sem o sal, disse ele. Cortou os torremos, colocou numa panela de ferro, encheu de água e enfiou a mão numa lata cheia de sal e despejou no torresmo. Dai a pouco estava jogando a água fora e deixando fritar o torresmo que saiu no ponto.
Bom, resumindo que a conversa tá longa, cheguei à conclusão de que era pura química dos alimentos e mais recentemente lemos em algum lugar. Como o sal que está na carne seca é bem fraco, devido ao tempo, o sal novo com todas as suas propriedades "chama o sal da carne pra água".
E aí deu-se a mágica química. Já fiz feijão tropeiro pra 500 pessoas, usando o jeito e deu certo. É lógico que o cozinheiro tem que pegar o jeito, assim como muitas receitas, dependem de quem faz. Simples, não?
Um abraço, João Rural , Agora é só você testar e depois me dizer se deu certo ou não.
Já o nosso Baião-de-Dois é um prato típico da região Nordeste do Brasil, oriundo do Estado do Ceará.Também é bastante apreciado nos estados de Rondônia e Acre. Consiste num preparado de arroz e feijão, de preferência o feijão verde ou feijão novo. É frequente adicionar-se carne-seca (charque).
O termo baião, que deu origem ao nome do prato, designa uma dança típica do nordeste, por sua vez derivada de uma forma de lundu, chamada "baiano". A origem do termo ganhou popularidade com a música Baião de Dois, parceria do compositor cearense Humberto Teixeira com o "Rei do Baião", o pernambucano Luís Gonzaga, na metade do século XX.
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CÂMARA CASCUDO |
O baião, por ser uma mistura de dois elementos da culinária brasileira apreciados e de fácil acesso, o arroz e o feijão, é muito comum em áreas rurais do Nordeste. É possível perceber que ele é feito principalmete à noite para que seja aproveitado o restante do feijão cozido durante o dia.
Para fazê-lo, deve-se cozinhar o arroz cru no feijão com caldo já cozido e demais temperos como cebola, tomate, pimentão e especiarias como o coentro e a cebolinha. Queijo e nata costumam também ser adicionados.
Na Paraíba, é conhecido como rubacão No sertão nordestino, principalmente, é bastante apreciado.
BAIÃO DE DOIS
Ingredientes
1 kg de feijão de corda
200 g de lingüiça calabresa
300 g de queijo coalho
250 g de arroz pronto
1 maço de coentro
1 maço cebolinha
250 g de carne seca cozida e desfiada
Manteiga de garrafa a gosto
200 g de bacon
4 dentes de alho
1 cebola grande
Sal a gosto
Modo de Preparo
Coloque o feijão para cozinhar em água, quando estiver cozido tempere com bacon, alho, cebola e manteiga de garrafa. Frite em uma frigideira a lingüiça já picada. Vá acrescentando arroz, feijão (sem o caldo), carne-seca, queijo coalho, manteiga de garrafa e por último coloque o coentro e a cebolinha.
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