sábado, 5 de fevereiro de 2011

ORGÂNICOS - OPÇÃO DE VIDA OU MODISMO??? - 1º PARTE


Consumir produtos naturais e alimentos livres de agrotóxicos é uma opção das pessoas que buscam um estilo de vida mais saudável.

Mas como distinguir o verdadeiro produto orgânico, com algum certificado??? Ou apenas escutando alguém dizendo que o produto na feira é orgânico ??? Por que o Orgânico é ainda mais caro???? E se ele é benéfico a saúde por que o governo não faz algo a favor para que ele fique viável ao bolso dos consumidores???


Tenho certeza de que muitas das perguntas acima todos tem a resposta, porém cabe esclarecer algumas dúvidas que ainda pairam no ar.


Este tema é de extrema relevância e seria injusto deixar de passar algumas informações, portanto dividirei este post em 3 partes para assim você poder entender sem cansar sobre este assunto.



Adicionar legenda
 Saiba que todo alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.


Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras) para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.


Os produtos orgânicos chegaram para ficar e, apesar dos preços maiores do que o produto convencional, a produção e o consumo vem aumentando no Brasil, o que levará a preços melhores.


Entretanto, o que é mesmo um produto orgânico? Como diferenciar do convencional se até o preço mais elevado não chega a ser um critério tão confiável assim, pois, fraude não chega a ser uma novidade? Para orientar e esclarecer aos consumidores o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou uma cartilha – ilustrada por Ziraldo – "O OLHO DO CONSUMIDOR".


O seu lançamento serviria tambem para lançar o “Selo do SISORG” (Sistema de Avaliação de Conformidade Orgânica) que, infelizmente não chegou a ser distribuida por força de uma liminar que favoreceu a Monsanto, empresa norte-americana maior fabricante de produtos – alimentos –transgênicos e pesticidas ou defensivos agrícolas venenosos ao solo, aos alimentos, a saúde e a vida.


Mas, se quiser conhecer e se orientar, a cartilha está disponível para download, é só clicar no link: "O OLHO DO CONSUMIDOR". Vale à pena dar uma olhada!


Alimentos orgânicos são produzidos de acordo com certos padrões. Para a agricultura alimentos orgânicos significam que os produtos foram cultivados sem uso de pesticidas convencionais, fertilizantes artificiais ou dejetos humanos, além de serem processados sem radiação ionizadora ou aditivos.


A pergunta que o consumidor deveria fazer é "os alimentos orgânicos são significativamente melhores para compensar seu preço mais elevado?". Essa é uma área controversa, sem resposta conclusiva. As vantagens básicas dos alimentos orgânicos são: não toxidade, melhores para o meio-ambiente, melhor sabor e sem modificação genética. A produção, venda e consumo de alimentos orgânicos refletem tanto o preocupação com o meio-ambiente, quanto com a saúde humana.


Um estudo de 2001, feito por pesquisadores na Washington State University com um painel de degustadores, concluiu que as maçãs orgânicas são mais doces e têm melhor textura do as convencionais. Essas diferenças são atribuídas à melhor qualidade do solo resultante das técnicas orgânicas. Por outro lado, alimentos orgânicos geralmente custam de 10 a 40% mais do que os similares produzidos convencionalmente.


O preço dos produtos orgânicos tende a ser maior que o dos convencionais. No Brasil, por exemplo, os produtos orgânicos são, em média, 40% mais caros que os convencionais. Já o trigo chega a custar 200% a mais e o açúcar, 170%. De acordo com o site da Food and Agriculture Organization(em inglês) (FAO- organização de comida e agricultura) das Nações Unidas (ONU), isto ocorre porque:


• o fornecimento da comida orgânica é limitado se comparado à sua demanda;


• os custos da produção dos alimentos orgânicas, normalmente, são maiores devido ao grande trabalho exigido e ao fato de que os fazendeiros não produzem o bastante, de um único produto, para baixar seu custo de forma abrangente;


• o manuseio do período pós-colheita de quantidades relativamente pequenas resulta em altos custos, porque as produções orgânica e convencional precisam ser separadas para serem processadas e transportadas;


• o mercado e a cadeia de distribuição dos produtos orgânicos são relativamente ineficazes e os custos são maiores, devido aos volumes relativamente baixos.




A FAO também observa que os preços da comida orgânica incluem não só o custo da produção, mas também uma escala de outros fatores que não existem no preço da comida convencional, como:


• melhoria e proteção ambiental e o fato de evitar futuras despesas com o controle da poluição;


• padrões melhores de bem-estar dos animais;


• prevenção de riscos contra a saúde dos fazendeiros devido ao manuseio inadequado de pesticidas, evitando futuras despesas médicas;


• desenvolvimento rural, gerando mais empregos nas fazendas e garantindo um rendimento justo e suficiente para os produtores.


A FAO acredita que, conforme a demanda da comida e produtos orgânicos crescer, inovações tecnológicas e economia de escala reduzirão os custos da produção, processamento, distribuição e comercialização dos produtos orgânicos.


Continua........

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UMA COZINHA EFICIENTE

Diferentes estratégias são necessárias para tornar cada parte da casa mais econômica, confortável e saudável.
As cozinhas são grandes consumidoras de energia e água. Também são as maiores fontes de resíduos nas casas. Assim, vale a pena dedicar um tempo à avaliação de sua rotina na cozinha e fazer algumas mudanças. Usar os recursos com inteligência, escolher eletrodomésticos eficientes e reciclar garantirão dividendos a você, à sua casa e ao meio ambiente.


Atenção!
Metade do lixo que jogamos fora são sobras de comida e podas de jardim, que podem ser recicladas para a produção de adubo.


Dez dicas para economizar
1.Geladeiras e freezers consomem muita energia. Por isso, na hora de comprar esses eletrodomésticos, escolha modelos econômicos. Isto lhe garantirá uma redução dos gastos a longo prazo.

2.Não mantenha uma geladeira velha de reserva a não ser que realmente precise dela. Os modelos antigos costumam gastar mais energia que os novos.


3.Ponha sua geladeira numa área fresca, longe de aparelhos que geram calor. Deixe um espaço de pelo menos 8 cm para as serpentinas na parte de trás da geladeira. A falta de espaço ou ventilação pode reduzir a eficiência em até 15%.


Dica
Evite as geladeiras com acessórios desnecessários, como máquina de gelo. Elas custam mais e consomem mais energia.


4.Não ajuste o termostato para uma temperatura muito baixa. O nível ideal para a geladeira é 3ºC ou 4ºC e para o freezer, –18ºC a –15ºC. Cada redução de 1ºC pode aumentar o consumo de energia em 5%.


5.Abra a porta o menos possível. Para cada minuto com a porta aberta, a geladeira leva três minutos para retornar à temperatura ideal.


6.Mantenha pelo menos dois terços do espaço da geladeira ocupado. Os alimentos retêm o frio melhor que o ar. Vazia, a geladeira precisa de mais energia.


7.Verifique regularmente as vedações. Para isso, feche a porta sobre uma folha de papel. Se conseguir puxar o papel com facilidade, é preciso apertar as dobradiças ou substituir as borrachas.


8.Degele o freezer a cada três meses, se o aparelho não tiver degelo automático. Nunca deixe uma camada de gelo superior a 5 mm.


9.Limpe anualmente as serpentinas na parte traseira para garantir um funcionamento adequado.


10.Caso se ausente por um longo período, esvazie a geladeira, desligue-a e deixe a porta aberta.


Senso no fogão
Também na hora de comprar fogões e fornos, é preciso seguir alguns critérios para fazer uma escolha ecologicamente correta.


Trocar um fogão elétrico por um a gás pode reduzir em meia tonelada a emissão de gases do efeito estufa.


Fogões a gás têm metade do custo de funcionamento dos modelos elétricos e produzem metade dos gases causadores do efeito estufa.


Não compre um aparelho maior do que o necessário. Em geral, quanto maior, mais energia utilizará.


Escolha um fogão com bocas de diferentes tamanhos, o que ajuda a controlar a energia utilizada.


Se decidir comprar fogão elétrico, lembre-se de que espirais tendem a ser mais baratas e eficientes do que placas sólidas ou de cerâmica.



Se optar pela eletricidade, considere usar placas de indução, que são 30% mais eficientes que as tradicionais. Cada placa de indução tem uma chave e uma espiral indutora eletromagnética. Quando uma panela é colocada sobre a placa, cria-se um campo magnético, que aquece a panela, mas não o fogão. O desperdício é pequeno, e o controle da temperatura é mais preciso.


Prós & contras - Na lava-louças ou na pia?


Lavar a louça na pia obviamente poupa energia e, se você tiver cuidado para evitar desperdícios, também pode ser a melhor opção em termos de consumo de água. No entanto, se você tiver uma lava-louças moderna e econômica, e usá-la corretamente – com carga máxima em modo econômico –, poderá gastar apenas 16 litros de água por lavagem. São 2 litros a menos em relação à média da lavagem manual. Comparando: um modelo antigo, da década de 1980, consome em torno de 36 litros de água.


Com auxílio de cientistas, o Greenpeace desenvolveu uma tecnologia de refrigeração chamada Greenfreeze, que usa hidrocarbonetos naturais.


Mais de 100 milhões de aparelhos Greenfreeze já foram vendidos no mundo, mas ainda não chegaram comercialmente ao Brasil.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

WANDA E VILA ISABEL, É TUDO DE BOM

O que o carnaval tem haver com culinária?

Estou aprendendo que tudo na vida tem haver com gastronomia. Para quem pensa que gastronomia é insumos caros como caviar, foie-gra, trufas, está totalmente enganado. A gastronomia está na sabedoria de um povo, na cultura e no nosso dia-a-dia.

Em minha cozinha de eventos conheci uma pessoa com um coração enorme e antes de tudo uma guerreira. Mais uma lutadora que não se deixa abater por tão pouco e assim como um dos componentes mais ilustres de sua escola de samba( VILA ISABEL)  vai levando a vida devagar...devagar...devagarinho, mas observando a vida com maestria e absorvendo o que é o bom.

Wanda uma negra senhora, com sorriso encantador, trabalha para minha amiga e excelente chefe de cozinha Alejandra Faúndez (AF GASTRONOMIA) e tenho certeza de que sugou ao máximo os conhecimentos que ela lhe proporcionou.

O bairro carioca de Vila Isabel nasceu em 3 de janeiro de 1872, quando o comerciante mineiro João Batista Viana Drumond comprou a então Fazenda dos Macacos e deu-lhe o nome em homenagem à Princesa Isabel.



Desde então, a vila foi palco de vários movimentos abolicionistas e até hoje guarda em suas ruas nomes de líderes importantes, como o senador Nabuco, Visconde de Abaeté, Souza Franco, Conselheiro Paranaguá e Torres Homem.



Wanda preparou o almoço do dia , uma simples macarronada mas com toque de mãe,Sabe aquele macarrão bem temperado, gostoso que nos faz lembrar diretamente da nossa mãe?, pois bem é este aí. Ela aprendeu a cozinhar com a vida.

Cheiro de alho tostado, linguiçinha fresca fritinha e molho saboroso por demais, sô!!!!

Wanda como toda carioca que se preze e morando na comunidade atua na escola de samba e ainda tem pique para ajudar a organizar a escola  de samba mirim, o nêga arretada !!!!.

O projeto sócio-cultural G.R.C.E.S.M. Herdeiros da Vila foi fundado em 23 de Julho de 1988, a partir da associação de um grupo de pessoas com um objetivo em comum - fazer a diferença.


O Herdeiros da Vila consiste no desenvolvimento de ações específicas da prática do coletivismo em prol do fortalecimento da cultura, esporte, cidadania e do bem comum com crianças e adolescentes na comunidade do Complexo do Morro dos Macacos, Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, sua área primária de abrangência.


A escola se encontra em uma nova fase, uma fase de renovação e reestruturação, e para isso mais uma vez a escola mãe, o Grêmio Recreativo de Escola de Samba Unidos de Vila Isabel vem para somar como nosso principal parceiro, nos cedendo espaço para ensaiarmos todas as crianças da comunidade e montarmos a nossa sede.


Hoje Vila Isabel tem uma vida noturna com bares onde é comum encontrar músicos de repertório eclético: de rodas de samba a grupos de rock, de trios de forró pé-de-serra à MPB voz e violão. Há até lugares sem música alguma, mas que fazem o dever de casa com um chope gelado e comida honestíssima. E isso a meio caminho tanto da Zona Sul como da Zona Norte. Como já disse Noel, quem é da Vila não vacila.



Nada é como antes, mas uma nova história está começando em Vila Isabel. Como cantou o mestre Noel, A Vila “Tendo nome de princesa / Transformou o samba / Num feitiço decente / Que prende a gente”.


Parabéns Wanda,  agora vamos combinar aquele caldinho de mocotó que você falou.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ANGU À BAIANA: MEMÓRIAS E IDENTIDADES NO RIO DE JANEIRO

Estou lendo muito sobre a história da alimentação e gostaria de compartilhar alguns trabalhos realizados por alunos.

Por Joana Muller de Carvalho

A reunião em torno de um prato possui certos sentidos, acompanhados de uma forma de preparo, de comensalidade e de consumo específicos. O motivo pelo qual cada grupo se apropria do angu à baiana nos revela traços de pertencimento* ao mundo, de negociação com as condições de existência e de sentidos de sociabilidade. As características, os símbolos e as ocasiões de consumo nos apontam diferentes formas de representação cultural e identitária no contexto urbano carioca. O objetivo desta monografia é entender de que maneira as representações sobre o angu à baiana revelam formas de identidade na cidade.



*Pertencimento - ou o sentimento de pertencimento é a crença subjetiva numa origem comum que une distintos indivíduos1. Os indivíduos pensam em si mesmos como membros de uma coletividade na qual símbolos expressam valores, medos e aspirações. Esse sentimento pode fazer destacar características culturais e raciais.





O angu à baiana é um prato tradicional no Rio de Janeiro, de consumo bem marcado em algumas regiões periféricas e no centro da cidade. Composto de angu acrescido de um condimentado caldo de miúdos, não se encontra a tradição do consumo deste prato no estado ao qual seu nome faz referência. A partir do relato de Debret sobre as negras vendedoras de angu na Praia do Peixe no século XIX, este trabalho tenta percorrer a história do prato na cidade que das mãos e temperos de baianas e negras quituteiras chega aos carrinhos de Angu do Gomes passando como elemento indispensável nas rodas de samba e festas em casas de bamba.






A associação simbólica deste prato ao contexto urbano carioca da virada do século XIX para o XX servirá de base para considerações atuais sobre o imaginário de grupos identitários ligados a ele. Para essa relação, é indispensável considerar que vinculada à imagem de negras vendedoras de rua, bastante presentes no mercado de trabalho carioca, também se constatou uma mística da negra baiana ligada a um fascínio e autenticidade, que os anos 30/40 divulgaram pelas composições da Rádio Nacional e que sacramentou um certo perfil de baiana na então capital nacional. Nesse processo, uma “culinária baiana” se reinventa no Rio de Janeiro tendo nos seus ingredientes e forma, claras associações ao que se destacaria na imagem da baiana idealizada.






Após uma primeira experiência de observação participante na Praça XV de Novembro, em julho de 2006, no centro do Rio de Janeiro, foi evidente nos relatos dos transeuntes locais uma forte memória e identidade ligadas ao angu à baiana, especialmente conectadas ao legendário Angu do Gomes, que dos anos 1930 aos 1980 foi vendido em carrinhos de rua distribuídos pela região central da cidade. Neste contexto de consumo se faz necessária a discussão dos conceitos de tradição e autenticidade, associando este Angu do Gomes a algo que se perdeu, que definia uma certa culinária carioca, e um perfil de sociabilidade boêmia e trabalhadora na cidade.




Portanto, a pesquisa se divide em percorrer os caminhos históricos do angu na cidade e perceber como os complexos alimentares balizadores da pesquisa se utilizam do angu à baiana para marcar laços de pertencimento à cidade. São estes, o complexo da rua (com a atividade das barracas de angu do Gomes, essencialmente na Praça XV do centro da cidade) e o da festa (reuniões gregárias em torno da comida e da música, em redutos de escolas de samba e agrupamentos em torno desse gênero musical). Esses contextos serão analisados através de tipos ideais de consumidores como o do sambista, do transeunte da madrugada e o da cozinheira.

domingo, 30 de janeiro de 2011

COMENDO FORMIGAS

Hoje como de costume fui assistir o Globo rural e vi uma matéria super interessante sobre uma cidade do Amazonas, onde se tem costume comer formigas. Hoje parece estranho para o pessoal de cidade grande, mas lembro que quando pequeno, tinha uma data no ano em que aparecia muita formia tanajura e iamos a caça desa formiga para fazer a famosa farofa de bunda de tanajura.


TANAJURA
 A gente cresce e alguns costumes se vão, mas esta matéria me fez voltar ao passado e ver que a gastronomia vai mais além do que uma simples culinária francesa ou italiana, vai do costume de um povo, da nossa herança cultural. 


ANTONIO CARLOS RIBEIRO
 O texto abaixo é de autoria do Jornalista ANTONIO CARLOS RIBEIRO.


SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA -AM
 O assunto da primeira reportagem é a comida típica do estado do Amazonas. Em São Gabriel da Cachoeira, o Globo Rural descobriu que, além do peixe, da mandioca e da pimenta, a culinária amazonense inclui uma iguaria bem menos comum. A formiga!



Começar uma reportagem sobre a culinária do Amazonas na Ponte Estaiada, um cartão-postal de São Paulo, parece estranho.


É que ao lado da ponte, passando pela sede da TV Globo fica um hotel luxuoso, que todo ano recebe chefes de cozinha do mundo inteiro interessados na culinária brasileira. Neste encontro, uma dupla que veio do Amazonas roubou a cena.



DONA BRASI E ALEX ATALA
 Josefa de Andrade, mais conhecida como Dona Brasi, é índia, dona de casa e cozinheira. Conde Aquino, apelido do chef Salomão de Aquino, é dono de restaurante. Quem os apresenta é um chefe de cozinha de renome mundial: Alex Atala. “A Dona Brasi me encantou com o jeito dela ser e com uma cozinha estupenda”, comentou.


Na bagagem, Dona Brasi e Conde trouxeram peixes, pimentas e até formigas, que geralmente são consumidas in natura.


O uso de formigas na receita dominou a atenção da plateia. “O Alex está falando que esse cheiro de gengibre que tem na formiga é dela mesmo!”.


“Todo mundo me elogiou, me cumprimentou. Para mim, isso não tem dinheiro que pague”, disse Dona Brasi.


O Globo Rural foi conhecer o trabalho dela em São Gabriel da Cachoeira (AM), perto da fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Só se chega ao local de barco ou avião.




Um passeio rápido pela cidade e uma constatação: São Gabriel da Cachoeira, assim como a culinária do Amazonas, é essencialmente indígena: 95% da população é formada por índios.






SAUVA
 Todas as manhãs, agricultores e pescadores trazem seus produtos para a única feira da cidade. Nas barracas, os dois tipos de formiga: a saúva e a maniwara. É nesse lugar tão cheio de cor que reencontramos o Conde Aquino e a Dona Brasi.



TUCUPI
 O Conde nasceu em Mato Grosso do Sul, vive em São Gabriel há 23 anos e tornou-se fã ardoroso dos sabores típicos da região. Um de seus preferidos é o tucupi preto, derivado do tucupi amarelo, que é um caldo extraído da mandioca. “Os indígenas, há muitos anos, já faziam a redução do tucupi fresco até o ponto de quase um melado, para que ele possa ter uma vida longa. Ele é o tucupi amarelo, só que com muitas horas de fogo até reduzir”, contou o Conde.




MANIWARA
 Antes de conhecer as receitas da Dona Brasi e do Conde, vamos atrás das formigas! Comer formiga é tradição em São Gabriel da Cachoeira. Entre as etnias indígenas que vivem no município, uma delas ficou famosa pela habilidade em capturar essas formigas: os baniwas. Para coletar as formigas, o Globo Rural entrou na mata acompanhando uma família baniwa, que entende do assunto.


Além do Seu Luís da Silva, foram com nossa equipe de reportagem, a filha dele, Cristina Silva, o neto Denisson, a mulher Luzia Inácia e o sobrinho Tito. A bióloga Rosimar Fernandes também acompanhou.


Assim que começa a ver ninhos da maniwara na mata, a família afia um galho de árvore e fura o chão. Quando o galho afunda um pouco mais fácil, é sinal de que ali pode passar uma galeria do formigueiro. Daí é so cavar.


A família se divide. Enquanto Dona Luzia e Seu Luís seguem para procurar outros ninhos, Cristina, Tito e Denisson desfiam a folha de bacaba, uma palmeira da região, para começar a coleta.


As maniwaras mordem o ramo e ficam presas. O Tito vai colocando tudo na panela. “Come a formiga sozinha ou com beiju, com pimenta”, disse a índia.


Enquanto eles terminam de esvaziar o ninho, uma revelação: a famosa formiga maniwara não é uma formiga, é um cupim. “O cupim tem a cabeça mais separada, a formiga tem o corpinho como se fossem três partezinhas juntas”, explicou Rosimar.


A saúva, sim, é formiga de verdade! Seu Luís e Dona Luzia localizaram os ninhos, mas capturá-las é tarefa muito mais penosa.


As saúvas são muito mais rápidas e agressivas. Seu Luís espeta um galho no formigueiro. Elas sobem. Em instantes, o estrago: ele é mordido pela formiga.


A saúva capturada vai ser o almoço da família Silva. Seu Luís é o cacique da aldeia onde vive. Mora numa maloca bonita com toda a família. Lá, a saúva é socada no pilão com farinha d'água, sal e pimenta. O almoço está servido!


Deixamos a aldeia e seguimos para a casa da Dona Brasi.



PIRAIBA
 Numa panela grande, Dona Brasi coloca uma colher e meia de azeite, meia cebola grande picada, três copos de água, sal e um quilo de piraíba, só o filézinho. O peixe cozinha até ficar bem macio.


“Eu vou amassando com o garfo até ficar bem amassadinho. Daí que eu vou colocar outros temperos”, explicou Dona Brasi.


Tomate e pimentas de cheiro, cebolinha, coentro. Depois, farinha de mandioca branca umedecida, para ‘engrossar a sopa’.





MURUPI
 Para preparar o molho, Dona Brasi amassa uma pimenta amazônica chamada murupi, muito ardida. Depois, coloca tucupi preto, cebolinha, bastante formiga saúva e mais um pouco de tucupi. “Formiga vai bem com tudo”, garante ela.


A mujeca sozinha é uma sopa de peixe bastante saborosa, onde se destaca mesmo o sabor do peixe. O molho tem o ardido da pimenta e um gostinho de menta, hortelã. A saúva tem um sabor bastante diferente da maniwara. A maniwara tem um gostinho de terrra e a saúva tem um ardidinho, um saborzinho de menta.


É só à noite que se pode visitar o restaurante do Conde, onde ele costuma servir pratos mais elaborados, sempre com toque regional. O prato mais famoso da casa é o “ralo baniwa”, o mesmo que o Conde apresentou no evento em São Paulo.


“O ralo é um instrumento que as populações indígenas usam para ralar a mandioca. Um ralador. Os baniwas têm um acabamento mais interessante, me chamou a atenção. Por isso eu coloquei o nome do prato ralo baniwa”, explicou.




O filé de piraíba, empanado na farofa que leva castanha, ganha a aspereza do ralo. Para acompanhar, molho de tucupi preto e formiga saúva. Além do molho, acompanham o prato, um purê de banana pacovam e araçá, frutas comuns na região e uma farofinha de maniwara. O prato fica enfeitado. É bonito de ver! E de comer?


É um mundo de sabor e textura. Tem o adocicado do purê, o agridoce com o toque de menta que a formiga saúva dá, a crocância e a maciez do peixe. É uma coisa muito diferente e saborosa.


Esse gosto da saúva que alguns acham semelhante ao do gengibre, do cravo, ou parecido com a menta ou a hortelã, se deve ao ácido fórmico presente no corpo das formigas.

GLOBO RURAL - MATERIA SOBRE CULINÁRIA COM FORMIGAS 


 



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PLANEJANDO UMA FESTA

Planejar um evento requer tempo e cuidados, seja ela receber os amigos em casa, um grande evento como um casamento ou até mesmo uma confraternização na sua empresa.

Se vocês vão dar uma festa devem começar a pensar em seu planejamento, os que irão casar terão que ver os serviços de Buffets com a mesma antecedência que a Igreja, pelo menos oito meses antes da data. As opções são bastante variadas. Vocês podem contratar um buffet, um "promoter" que irá assessora-los integralmente, ou, deixar algum parente incumbido de cuidar de tudo, como contratar mão de obra diretamente de agências.



É de "bom tom" todos os convidados para a cerimônia serem chamados, também, para a festa. Cuidado com os penetras.


Para todos os tipos de festas existem os seguintes tipos de serviço de buffet:


À Francesa - Os convidados são servidos nas mesas pelos garçons (o ideal é um profissional para cada oito convidados) que montam os pratos nas próprias mesas, ou em aparadores próximos. Originalmente ocorria da seguinte forma: o serviçal aproximava-se da anfitriã com as bandejas acondicionando as matérias primas, ela, montava os pratos e o serviçal servia aos convidados.

À Brasileira: Pratos e travessas ao centro da mesa. Todos os convidados se reúnem em uma mesa grande e comem juntos.


À Americana: Jantar informal onde a comida é colocada em uma grande mesa. Na ponta são colocados os talheres. Usado normalmente quando não há lugar à mesa para todos os convidados. Cada pessoa se serve, senta onde houver lugar ou come em pé. Nunca deve ser usada a mesa principal, pois estará personalizada pelos noivos.


À Inglesa:


Direto – O garçom traz a travessa e serve a pessoa diretamente.
Indireto – O garçom faz o prato do convidado em mesa auxiliar e serve.


Franco-Americano: A comida é colocada em rechauds em uma mesa e os convidados podem se servir à vontade dos pratos quentes. Os garçons servem somente o coquetel.



Self-Service (buffet): Arrumação em forma de buffet, em que cada convidado se serve sozinho.

Finger Food: Ideal para casamentos mais modernos e dançantes, estimulando o encontro e a interação dos convidados. Pequenas porções de mini wraps, canapés sofisticados, sticks e muitas miniaturas servidas em pequenos bolws, onde os próprios convidados se servem. Aposte em um cardápio variado e na decoração da mesa (o ideal é o auxílio de um garçom quando a festa reunir mais de 20 convidados).


Menu volante (degustação): Incentiva a mobilidade dos convidados, dispensando as mesas, que são substituídas por lounges. Os cardápios são personalizados e o serviço é modernizado, destacando pequenas porções de salgados e petiscos, servidos em esquema de jantar degustação, com itens servidos volantes em mini cumbucas e panelinhas, de diversos materiais e cores, como porcelana branca, vidro e prata. As porções costumam ser servidas de forma que os convidados possam comer em pé, não sendo necessário o uso de facas.


Brunch: Intimista e bem familiar, é servido geralmente entre 11 e 14 horas, oferecendo um clima despojado e casual. Servido durante o dia, normalmente reúne café-da-manhã e almoço com pratos quentes e frios, bebidas frescas e sucos de frutas, além das bebidas alcoólicas. Oferece uma riqueza de itens: tortas doces e salgadas, quiches, bolos, muitas frutas, frios, diversidade de pães e frios. O menu ainda pode acompanhar saladas servidas em taças e também massas.


Coquetel: Servido normalmente à tarde, entre 15 e 18 horas, o serviço disponibiliza salgadinhos frios e quentes em diversas mesas espalhadas pelo salão. Suco de frutas, batidinhas de diversos sabores, com e sem álcool, refrigerantes e água devem ser servidos à vontade. É uma opção mais econômica que pode ser oferecida para recepções mais simples, seguida pelo corte do bolo e brinde com champagne


Outros conselhos:


Alguns Buffets proporcionam aos noivos a indicação de profissionais que conciliam outros serviços e necessidades, tais como, Igreja, música, foto e filamgem, decoração floral, trajes, locação de veículos, "Vallet Service", etc. Em uma minoria, os eventos são coordenados pelo próprio promoter que lhe atendeu. Mas certifique-se disto.


É possível contratar "Promoters" independentes que lhe podem fornecer todos estes itens e coordena-los no decorrer do evento. Mas tome o cuuidado para que nada seja feito sem seu consentimento.


Se esta posssibilidade lhe agrada, opte sempre por contratar um profissional que além de lhe fornecer toda a infra estrutura, coordene tudo durante seu evento, inclusive serviços de Buffet até que o último convidado vá embora. São pouquíssimos profissionais com esta capacidade.


A correria durante todo o período de preparação de sua festa foi grande e neste dia tudo deve estar organizado de forma que você, o noivo, seus pais, venham ao evento como fossem meros convidados, para aproveitarem a festa e não ficarem com a estigma de anfitriões preocupados com o decorrer do evento.


Alguns cuidados devem ser tomados, além da qualidade dos profissionais a serem contratados. Faça sempre uma pesquisa, a priori, do CNPJ, CPF, dos prestadores de serviços, buffets, decorador, fotógrafos e outros; para evitar futuros aborrecimentos.


Foto e Filmagem, certifique-se que o profissional contratado pode atuar na Igreja e ou no Buffet.


Música ! imprecindível para a animação de sua festa. Porém tenha cuidado, muitos estipulam horários de término. Veja se esta dentro de sua expectativa. Veja os trajes com que irão se apresentar. Veja a alimentação dos profissionais, se será fornecida como cortesia pelo Buffet ou se será cobrada a parte.


Decoração Floral, normalmente estes profissionais atendem a vários eventos no mesmo dia. Certifique-se que tenham estrutura para atender a sua festa. Com relação aos arranjos, peça sempre uma amostra antecipadamente e descreva no contrato, se possível, as flores que serão utilizadas.


"Vallet Service" , se houver, questione se possuem "seguro" para que possa cobrir quaisquer eventualidades e danos aos veículos, evitando maiores aborrecimentos ao seus convidados.

Depois de todas estas informações , tenham um boa festa.
e consulte a minha empresa PITADA BRASIL.

pitadabrasil@hotmail.com

 
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