segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PICADINHO ULTRA-MEGA-SUPER ESPECIAL DA CARMEM EMÍLIA

O que pode ter num picadinho de tão especial?


O picadinho é um clássico da boemia carioca da década de 50. Sua fama extrapolou a divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo e hoje é presença marcante nos dois estados. Consta como prato executivo tanto no cardápio de restaurantes populares, quanto no das casas mais gourmets.



O prato inicialmente era servido nos bares da madrugada para aplacar a fome de quem varava a noite. E acabou chegando na charmosa Boate Meia Noite, do Hotel Copacabana Palace, onde tornou-se celebridade. Na época, metade do século XX, essa casa noturna recebia as mais diversas celebridades nacionais e internacionais como Edith Piaf, Nat King Cole, Tony Bennett, Louis Armstrong e Marlene Dietrich.


Na capital paulista, o picadinho também passou pelos bares e lanchonetes da boemia, como o tradicional Ponto Chic, tão conhecido pelo sanduíche bauru.De tão apreciado, o picadinho acabou entrando para o apetitoso menu dos pratos executivos, saciando a fome também dos trabalhadores de todas as classes.

O hábito de ter dias marcados para cada prato no almoço dos restaurantes de São Paulo, existe desde a década de 1930. Na época, a cidade estava crescendo e as pessoas não tinham mais tempo de almoçar em casa. Assim, acabavam comendo nos botecos, que para facilitar a vida, passaram a servir um prato a cada dia da semana.


Segunda, por exemplo, é dia de picadinho de filé mignon ou de virado à paulista; terça, dobradinha ou pastéis com arroz, feijão, couve e farofa; quarta, feijoada; quinta, macarrão com frango, rabada com polenta ou ainda carne-de-sol desfiada; sexta, pescada ou bacalhau. No sábado, o direito a repetir a feijoada. E no domingo, macarronada ou lasanha, influência da imigração italiana.


Essa tradição informal está presente em quase todos os pequenos e médios restaurantes e, às vezes, até nos mais sofisticados.


Este picadinho se torna especial por que é feito por uma jovem senhora que conheci numa determinada degustação de cachaça. E ontem, numa tarde maravilhosa acompanhado de pessoas agradáveis,  participei de um almoço regado a boas gargalhadas, cultura gastronômica, e muito, mas muito amor mesmo.


Estou falando do Picadinho da Carmem Emília, que por sua vez não me pareceu a primeira vista que gostava de cozinhar (Desculpe-me Carmem, mas não parece mesmo, você é muito chique!).


Carmen Emília Xavier Nunes, nascida em Goiânia, filha do advogado e deputado Lincoln Xavier Nunes e da educadora e escritora Maria Carmen Xavier Nunes.

Palavras de Carmem Emília:
"Fui criada na cidade de Anápolis onde passei toda infância colorida, pelos quintais, fazendas e jardins da família com meus irmãos, irmã, amigos, tios, tias, primos e primas. E um pedacinho de céu que era a casa da mãe Hilda (minha avó) e da avó Tina (minha bisavó) e do avô Divino, um homem lindo e elegante.(Ela fez questão de ressaltar!)


Os meus finais de semana, quando ia de charrete para este paraíso, eram recheados de brincadeiras de casinha, cozinhadinho, feito no meu fogão à lenha, e costurinhas, pois lá eram confeccionados os vestidos novos das minhas bonecas. Minha Bisavó com suas mãozinhas de fada me ensinou muito cedo toda arte que suas mãos produziam. Com 11 anos eu fazia os meus vestidos novos para ir à missa aos domingos.


Recebi a graça de ter pais que me deram além de muito amor, a oportunidade de estudar em boas escolas, aprender a tocar piano, aprender inglês e fazer um curso de desenho e pintura na Escola de Arte da Fundação Educacional e Cultural de Anápolis, caprichosamente fundada pela minha mãe, onde o professor pintor Osvaldo Verano formado pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, orientou-me nos primeiros traços e pinceladas.


Comecei a fazer aos 12 anos micro pintura em pecinhas e contas, e montava colares, pulseiras e brincos.


Tinha no quintal de casa um lindo viveiro de plantas com todo tipo de plantas, desde que florissem.


A minha adolescência cor de rosa também, passei em Anápolis onde me casei e recebi meu maior presente, meu filho Eduardo. E o curso da minha vida mudou e eu vim para o Rio. Aos pés do Cristo que esculpiu com maestria esta Cidade Maravilhosa que eu amo, estou há 25 anos ainda desenhando jóias, pintando, bordando, costurando... transformando, reciclando e restaurando... Ao longo dos anos ouvi elogios aos meus trabalhos sempre associados a um Dom. Que Dom que você tem para criar, realizar e fazer.


Os Dons são presente de Deus, do meu querido Cristo Redentor há 25 anos de braços abertos para mim.


E quando Nossa Senhora da medalha milagrosa, minha companheira de todas as horas, conduziu o Espírito Santo para a minha casa eu o acomodei em um oratório, com toda arte que acumulei em anos e, uma inspiração Celestial.


Assim nasceu Santo Dom, a minha arte evangelizadora de levar aos lares um lembrete de amor e fé,
através do meus oratórios."

Feliz e com um altíssimo astral, assim defino esta mulher, que com um belo sorriso recebe seus amigos em casa.
Carmem, estou esperando a receita para postar no blog,
 mas ainda estou duvidando que foi você quem fez a receita, acho que as moiçolas aí do lado é que fizeram, hum! Acho melhor me convidar de novo!

domingo, 24 de outubro de 2010

HEIKO GRABOLE


Este chefe faz a diferença na região sul do País!
Radicado no Brasil, o chefe alemão Heiko Grabolle é dono hoje de um conhecimento gastronômico diversificado e multicultural. Com uma trajetória variada, que inclui passagens por restaurantes e hotéis em países como, Suíça, Itália, Espanha e Inglaterra, desde 1993 o chefe aprendeu a unir sua formação profissional com sua criatividade para inovar e experimentar novos sabores.

Hoje, Heiko Grabolle vive em Florianópolis, Santa Catarina, onde atua como consultor, chefe e professor de gastronomia, além de participar de diversos eventos nacionais e internacionais. É ainda membro da Abaga (Associação Brasileira da Alta Gastronomia) e VKD (Verband der Köche Deutschlands ou Associação dos Chefes Alemães).

Chefe de conhecimentos técnicos, Heiko Grabolle tem muitos anos de experiência. Ele trabalhou em vários restaurantes e Hotéis de renome na Europa e com o cruzeiro MS Bremen fez uma viagem ao redor do mundo.


Desde 2005 Heiko Grabolle trabalha também como Food Stylist. Sua formação profissional como chef e Instrutor é a base fundamental para a produção, refino e preparação de alimentos.


O chefe Heiko respeita a autenticidade do produto, bem como a sua origem. Seu objetivo é apresentar o melhor do alimento desde a textura à suculência.


Heiko Grabolle é conhecido pelo seu profissionalismo, dedicação e criatividade. Ele expressa a gastronomia fresca e saborosa através de imagens.


Educação em gastronomia
Desde 2003 mais de 2.500 alunos passaram pelas aulas de Heiko Grabolle em todo o Brasil, seja em cursos de bacharelado, tecnólogos, técnicos, de extensão, pós-graduação ou workshops. Entre as disciplinas lecionadas pelo chefe estão: Habilidades Básicas, Aula de Cortes, Aula de Novas Tecnologias, Cozinhas Européias, Cozinha Contemporânea e Gestão em Gastronomia, entre outras.


Rent a chef
Leve para casa o conforto e requinte de ter um profissional da gastronomia na sua cozinha. O chefe Heiko Grabolle e equipe preparam a comida em sua casa e você é o convidado.


Consultoria
Elaboração de cardápios, fichas técnicas e treinamento de equipe desde o armazenamento a preparação dos pratos. Além de treinamento administrativo, banco de dados, estoque, custo, lista de compras entre outros.

Mais informaçoes e contatos


www.heikograbolle.com.




sábado, 23 de outubro de 2010

COMEÇOU A FENAOSTRA

Ostra e cultura açoriana no cardápio da Capital
De hoje até o dia 31, o Centro Sul terá atrações gastronômicas e folclóricas, além de shows nacionais. Em seu 12º ano, a Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana, a Fenaostra, abre os portões do CentroSul para mais um festival que reúne, além de gastronomia, atrações folclóricas e culturais. O evento começa hoje às 18h e segue até 31 de outubro em Florianópolis.


Responsável por 95% da produção brasileira de ostras, Santa Catarina é destaque no cenário nacional da maricultura. Com papel econômico e histórico que reproduz a cultura Açoriana, a Fenaostra tem o objetivo, além da divulgação da ostra catarinense, de abrir novos mercados aos produtores do Estado.


O público poderá conferir as receitas exóticas desenvolvidas por chefs de pelo menos 20 restaurantes, além da culinária oferecida por outros estandes da feira. No pavilhão de artesanato, cerca de 80 quiosques poderão ser conferidos. A programação cultural abrange ainda shows nacionais, que terão palco na Passarela Nego Quirido.


Em seu terceiro ano de feira, o comerciante José Reinaldo Flemming, dono do restaurante Ostras e Ostras Coisas, que fica no Bairro Ribeirão da Ilha, pretende vender 3 mil dúzias nos 10 dias de festa. Sua produção, em cada ano da Fenaostra, aumentou 30% no faturamento.


Flemming diz que, por dia de festa, são vendidas em média 300 dúzias do molusco. As preferidas pela clientela são as mais tradicionais: ostra gratinada, ao bafo e in natura.


– É uma grande festa.
– É importante para divulgarmos nosso trabalho.
– É uma feira divertida, que reúne toda a cidade – conta o comerciante.

Nesta edição, a festa vem com novidade. Os catarinenses poderão acompanhar toda a movimentação da Fenaostra via twitter (www.twitter.com/fenaostrafpolis) ou pelo orkut (Fenaostra de 22 a 31 de outubro). Além disso, seguidores da feira podem obter mais informações, conferir vídeos e fotos no site http://www.fenaostra-floripa.com.br./


vanessa.campos@diario.com.br





RECEITA DE COZIDO PORTUGUÊS


O cozido é prato muito apreciado no Rio de Janeiro e acredito que no Brasil inteiro, eu particulamente adoro e sempre que posso preparo em casa para recebar familiares ou  amigos.

Parece ser uma receita complicada, mas não é não, o importante é respeitar o tempo de cozimento de cada carne e legume. A mistura de carnes com legumes variados é simplesmente maravilhosa, alémde ser uma receita super completa que dispensa o arroz para acompanhamento.

Cada pessoa tem sua receita e seu modo de preparar. Na Europa é muito conhecido, apesar de mudar o nome de alguns ingredientes conforme os hábitos e costumes de cada país, mas a essência é a mesma. Na Espanha, é chamado puchero ou cocido, sendo mais conhecido o cocido madrileño. O Puchero é a versão espanhola para o cozido português.

O puchero é uma preparação à base de carnes e embutidos, legumes, verduras, ovos cozidos e, às vezes, banana, que são cozidos juntos, e com temperos, na mesma panela. É uma preparação característica de vários países. Aqui no Rio de janeiro é costume ver este prato nas mesas dos restaurantes, cuja a influência é totalmente portuguesa.


Algumas receitas se mantêm através do tempo com a mesma configuração de ingredientes e preparo. É o caso, por exemplo, da massa à carbonara, do camarão à grega - não tem o que inventar. São receitas de cozinheiros e de restaurantes famosos, que devem permanecer idênticas para manter as expectativas dos apreciadores. Já outras receitas sofrem variações regionais, sazonais e de cunho incerto e não sabido. É o caso dos cozidos, pucheros e caldos mais audaciosos e consistentes, ideias para dia de frio, como os que temos tido nestas bandas do sul maravilha.


Fui procurar na web as diferenças entre cozido e puchero. O primeiro é nativo de Portugal, o outro, até pelo sotaque, é espanhol.

Os dois pertencem à categoria "noites geladas", compostos por carnes diversas, cruas e salgadas, de rês, frango ou porco; os embutidos e defumados são uma constante. Vegetais variados, em que a batata a cenoura e a abóbora formam a base; o tempero leva cebola, alho e cheiro verde, e verduras como couve, repolho, espinafre.

Em todos, prepara-se primeiro a carne, refogando no tempero, depois no caldo; os legumes entram por ordem de consistência e, depois, as verduras. Cozinhar bem até que todos se acostumem uns com os outros.

A diferença maior que percebo nos dois preparos (do cozido e do puchero) é a presença do grão de bico nas receitas do segundo, devidamente deixado de molho na véspera. Já o cozido é servido sem o caldo, os ingredientes são colocados de preferência inteiros em uma travessa, e o caldo é servido à parte - um pirão é também boa ideia.

E o sopão, pergunta o gaiato de plantão? O sopão é democrático e aceita influências várias e díspares, mas eu gosto mesmo é do sopão da feira, em que os componentes são garimpados com a sacola na mão e as ideias borbulhando na central de processamento mental.




Se você achar a receita do vídeo um pouco forte para o seu estômago, postarei aqui uma receita de cozido adaptado para o gosto do brasileiro. Mas siga seu coração na hora de preparar esta receita. Transforme esta receita na sua receita, mude, crie, invente, faça diferente.

Receita de Cozido Brasileiro
Ingredientes
• 1kg coxão duro em pedaços
• 2 unidade(s) dentes de alho espremidos
• Sal e pimenta do reino
• 1/2kg lombo de porco defumado
• 4 unidade(s) paios em rodelas
• 1/2kg linguiça curada (ou defumada) em pedaços
• 1 unidade(s) folha de louro • 1 unidade(s) pimenta vermelha picada • 1 unidade(s) maço de cheiro-verde amarrado • Cominho moido a gosto• 250g bacon em cubos


• 3 unidade(s) mandiocas em pedaços
• 5 unidade(s) batatas-doces em pedaços
• 5 unidade(s) bananas-da-terra
• 1 unidade(s) pedaço de abóbora madura em quadrados grandes
• 1 unidade(s) repolho pequeno cortado em quatro
• 5 unidade(s) cenouras em rodelas
• 2 unidade(s) nabos brancos em pedaços
• 1 unidade(s) couve-flor pequena separada em buquês
• Algumas folhas de couve-tronchuda
• 6 unidade(s) cebolas inteiras
• 5 unidade(s) ovos cozidos
• Azeite para regar


• Para o pirão:
• Caldo de cozimento
• Farinha de mandioca crua
• Sal e pimenta do reino


 
Modo de Preparo
Tempere o coxão duro, de véspera, com alho, sal e pimenta-do-reino. Em uma panela grande doure as carnes,  depois cubra com bastante água, leve para cozinhar o coxão duro, o lombo de porco, o paio e a linguiça. Tempere com sal. Acrescente o louro, a pimenta e o maço de cheiro-verde.

Junte o cominho e o bacon. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por cerca de 1h, até as carnes ficarem macias. Cozinhe separadamente a mandioca, a batata-doce e a banana-da-terra com a casca.
Junte à panela das carnes a mandioca, a batata-doce, a abóbora, o repolho, a cenoura, o nabo, a couve-flor e as folhas de couve-tronchuda. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo. Passados 10 minutos, junte a cebola. Em outra panela, posta em lugar aquecido, coloque os legumes que forem cozidos.
Para o pirão:
Coe um pouco do caldo cozido. Deixe esfriar um pouco. Leve ao fogo, juntando a farinha de mandioca aos poucos. Tempere com sal e pimenta do reino. Cozinhe, mexendo sempre, até engrossar.
Sirva o cozido separando as carnes com um pouco de caldo, os legumes, os ovos cozidos cortados ao meio e as bananas descascadas. Regue as carnes e os legumes com o azeite. Sirva com o pirão.





sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MERCADÃO DE SÃO PAULO - AROMAS E SABORES

Quem por sã conciência vai a São Paulo e não visita o Mercadão Municipal de São Paulo?

Mais que um ponto turístico, o mercadão nos leva a viajar pelos quatros cantos do mundo, pois no mercadão encontramos uma diversidade de pessoas, ingredietes, aromas e sabores.
Passear por suas ruas e parar apenas para observar os transeuntes, faz valer qualquer viagem gastronômica.
A minha relação com o mercadão já tem alguns anos. Antes mesmo de trabalhar num programa de televisão, sempre estava no mercadão a procura de ingredientes que me ajudavam a montar os cardápios para os restaurantes nos quais trabalhava.

Eu era assíduo em seus corredores, e quantas vezes me vi provando ou cheirando os ingredientes para escolher o melhor a fim de levar para o meu comensal.
Fiz alguns amigos que hoje não se encontram mais lá, e faço questão de ir sempre na banca do Levi para constatar que ele realmente não falta ao serviço.



- O que é aquilo!? O Levi não sai de jeito nenhum  de sua banca, faça chuva ou faça sol. Não tem uma vez que vou ao mercadão e o Levi não esteja sentado naquela cadeira, claro! contando o dinheiro.

O mercadão melhorou muito, está imponente, limpo e bonito. Vou lá desde antes da sua reforma, era bem diferente e realmente não era apetitoso como agora, claro todos tomaram conciência e hoje ajudam a preservar a memória  gastronômica da cidade de São Paulo, que é o Mercadão da Cantareira.

Agora ir ao mercadão e não comer o famoso sanduiche de mortadela é a mesma coisa que ir a Paris e não vistar a Torre Eiffel. São tantas bancas com profusão de insumos, que é dificil falar de alguma, nem sempre com preços convidativos é verdade, temos que pechinchar muito, por que a concorrência é grande.


Não deixe de experimentar os queijos e pedir algumas castanhas ou amendoins para provar.










HISTÓRIA DO MERCADÃO
Por iniciativa do então Prefeito José Pires do Rio, começou a ser construído em 1928 um importante edifício no estilo neoclássico de mais de 22.000m², requintado acabamento e coleção de belos vitrais, que demorou quatro anos para ser concluído e custou dez mil contos de réis. Assim nasceu o Mercado Municipal de São Paulo, berço da memória gastronômica paulistana.

Nessa época, o local não tinha perspectivas de sucesso devido à falta de meios de transporte na região. Nessa época surgiram os bondes "cara-de-pau", exclusivos dos comerciantes e suas mercadorias, e o "Trenzinho da Cantareira", uma composição que fazia o abastecimento de produtos diretamente no interior do mercado.

Atualmente o estabelecimento é uma referência nacional por sua diversidade de aromas, cores e sabores como os de frutas, verduras, legumes, vinhos, queijos, chocolates, carnes, peixes, frutos do mar, aves, embutidos, temperos, condimentos e outras opções encontradas nos empórios, proporcionando ao cliente, além de toda essa variedade, a oportunidade de provar os produtos e desfrutar do ambiente carregado de história que o prédio oferece, já que antes de ser um mercado, o complexo serviu, entre 1927 e 1933, como quartel para a Revolução de 32. Além disso, a arquitetura do prédio, concebida pelo conceituado escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, é estudada por universitários e pesquisadores.

O mercado é famoso pelo pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela, que já viraram referência.

Abaixo estou colocando três receitas das quais gosto muito, desenvolvidas pelos donos das bancas.
FRANGO CAIPIRA COM QUIABO
Ingredientes
- 1 Frango Caipira picado em pedaços
- 500g de Quiabo
- 1 colher (sopa) de Molho de Tomate
- Sal
- Alho
- Salsinha
- Cebolinha
Modo de Preparo
Tempere o Frango Caipira de véspera com bastante alho e sal, vinagre, salsinha e cebolinha. Lave bem os quiabos, enxugue-os um a um com um papel toalha para evitar a baba que solta. Corte-os ao meio e em rodelinhas deixando-os reservados. Em uma panela com óleo, frite os pedaços de frango caipira, escorra-os e reserve.
Na mesma panela com o mesmo óleo, frite os quiabos. Mexa de vez em quando até terminar a baba. Quando o quiabo já estiver mole, junte então o frango e despeje 1 copo de água quente com 1 colher (sopa) de molho de tomate. Ferva por 5 minutos.

Avícola Suzi
Rua B - Box: 45/46/40
Tel.: (11)3228-0777/ 3228-2635

BOLINHO DE MANDIOCA
Ingredientes
- 1Kg de Mandioca
- 2 Litros de Água
- 300g de Manteiga
- 1Kg de Farinha de Trigo
- 1Kg de Carne Seca desfiada refogada c/ 100g de Salsinha
- 100g de Azeitona picada
- 200g de Cebola Roxa picada
- 100g de Alho picado
Modo de Preparo
Descansar, tirar o fio do meio da mandioca e cozinhar em 2 litros de água, junto com a manteiga. Tirar a mandioca da água, amassá-la e colocá-la novamente na água. Ir despejando a farinha de trigo na água até a massa ficar concentrada. Deixar descansar por 15 minutos.

Recheio
Refogar a carne seca com a salsinha picada. Colocar as azeitonas verdes a cebola, alho e o azeite. Refogar tudo muito bem. Misturar com a massa da mandioca até ficar consistente, sem grudar na mão. Faça os bolinhos e frite sempre em óleo a 150°C.

Tigrão Lanchonete
Rua K/L - Box: 26/19
Tel.: (11)3326-6775 (Loja 1)


CABRITO À CAÇADORA
Ingredientes
- 1 Cabrito (cortado à caçadora)
- 1 Litro de Vinho Banco
- 1/2 copo de Vinho Tinto Seco
- Pimenta do Reino e Folhas de Louro à gosto
- Sal à gosto
- Alecrim
- 1 Cebola Picada
- Salsinha Picada
- 6 Tomates Picados
- 1 Lata de Massa de Tomate pequena
- 1 cx. de Molho de Tomate
- 1 colher (sopa) de Mostarda
- 1 colher (sopa) de Molho Shoyo

Modo de Preparo
Temperar o Cabrito com Sal, pimenta do reino, louro e vinho branco e deixe descansar por 2 horas. Depois frite o cabrito e coloque-o em uma outra panela para cozinhar junto com os outros temperos que serão preparados separadamente.
Para 1Kg de cabrito usar 1 cebola picada, 6 tomates picados, 1 lata de massa de tomate pequena, 1 folha de louro, sal, alecrim, 1/2 copo de vinho tinto seco, 1 colher de mostarda, 1 colher de molho shoyo, salsinha picada e 1 caixa de molho de tomate.
Deixar tudo cozinhando e mexa sempre para não pegar no fundo da panela.

Carnes Especiais Santa Adélia
Rua E - Box: 32
Tel.: (11)3228-9494/ 3227-6906

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

VAMOS COMER SALSICHA?

Minha missão de hoje é descrever um casal pra lá de especial.

Sempre que tenho um tempinho sobrando, folgado como só, ligo pro Harry e falo: "Estou indo!"
Adoro ficar na sua pousada e comer sua salsicha, peraíiiiiii não confundam alhos com bugalhos. Por quê??? vocês nunca comeram uma salsicha????

E por que eu não posso comer a salsicha do meu amigo? Quanto preconceito seus maldosos! hum hum! Pois eu gosto de comer sua salsicha e o chucrute de sua mulher tá!


- Você iria a algum restaurante para comer SALSICHAS?  Pois é, não é que em Campos do Jordão - São Paulo. Existe um restaurante super premiado cujo cardápio literalmente é composto por SALSICHAS, e veja bem, não chegue lá pedindo linguiça tá! O homem fica nervoso.


"A salsicha é um produto de alimentação. É feita a partir de carne crua, gordura animal, ervas e especiarias e outros ingredientes. Normalmente, a salsicha obtém seu formato por conta de sua embalagem comestível, historicamente feita dos intestinos de animais, e, mais modernamente, fabricada de forma sintética; devido a isto, são classificadas como produtos embutidos ou enchidos, não podendo alimentos como patê, por exemplo, serem confundidos com salsichas, pois, apesar de serem também feitos a partir de carne e temperos, não são embutidos."



Pois bem, o alemão mais paulistano que conheço Harry Pisek (se pronuncia /RARI/ e não /RÉURI/, ele também fica uma arara) trouxe da Alemanha as receitas que produz em seu restaurante. Aos 18 anos, foi para o país estudar a produção de embutidos. De volta ao Brasil, trabalhou em grandes frigoríficos antes de abrir a própria casa. Mas ele foi esperto em casar com a minha digníssima amiga Miriam Pisek, uma cozinheira de mão cheia (Na verdade o sucesso está nas mãos dela, ele que não leia este post!). Desta forma juntou-se a corda e a caçamba e deu no que deu, um maravilhoso restaurante que atrai pela diversidade de sabor.


Considerado o melhor restaurante alemão pelo guia "Mar, Vale & Montanha", publicado pela revista Veja, e pelo guia quatro rodas a casa tem como especialidade as salsichas, preparadas em uma cozinha que fica à vista dos clientes.


"No momento de sua fabricação, com o intuito de que se obtenha uma maior preservação da salsicha, ela pode ser curada ou até defumada. O preparo da salsicha é uma técnica antiga de preservação de alimento. As salsichas podem ser classificadas de diversas maneiras, por exemplo, pelo tipo de carne da qual ela é feita e outros ingredientes que ela contém, ou pela sua consistência. A classificação mais popular é pelo tipo de preparação; entretanto, até este tipo de classificação sofre diferentes opiniões em cada região."


Os principais ingredientes das receitas de seus embutidos são paleta suína, coxão duro e toucinho. Os mais de trinta tipos de salsicha são obtidos alterando-se as proporções de cada carne e as especiarias. O salsichão branco, por exemplo, é feito apenas com carne suína. Para os temperos, há opções como azeitona, pimenta, champignon e o queijo suíço emmenthal.


Além de provar as receitas no restaurante, o cliente pode levar o produto para casa (eu levo sempre, e ai dele falar alguma coisa!). O tempero mais tradicional, a mostarda - em versão tradicional e com mel, também é feito de forma caseira pela mulher de Harry, Miriam Pisek (isto é o manjar dos deuses). No cardápio, extremamente original, (no formato de uma salsicha) estão os nomes de grandes amigos dele e é claro quem está lá? Eu mesmo podem crer. Só assim pra vocês me comerem tá????






Uma classificação aparentemente bem aceita entre os países cujo idioma é o inglês distingue as salsichas cozidas, as salsichas frescas e as salschichas secas:


• Salsichas cozidas são feitas com carne fresca e depois cozidas. Devem ser comidas logo após o preparo ou refrigeradas para melhor conservação. Exemplos incluem braunschweiger e salsichas de fígado.


• Salsichas cozidas e defumadas são cozidas e depois defumadas ou cozidas na fumaça. São consumidas frias ou quentes, mas precisam ser refrigeradas quando guardadas. Exemplos incluem a salsicha de hot dog, kielbasa e mortadela.


• Salsichas frescas são feitas com carne que não foi previamente curada. Elas precisam ser refrigeradas e bem cozidas ou assadas antes do consumo. Exemplos incluem boerewors, salsicha italiana e salsicha de carne crua.


• Salsichas frescas e defumadas são salsichas feitas de carne fresca e depois defumadas. Elas devem ser refrigeradas e bem cozidas ou assadas antes de serem comidas. Exemplos incluem mettwurst e salsicha romena.


• Salsichas secas são feitas de carne fresca e depois são secas com, por exemplo, adição de sal. São geralmente consumidas frias e se mantém por um longo tempo. Exemplos incluem salame e droë wors.


Outros países, entretanto, usam diferentes sistemas de classificação. A Alemanha, por exemplo, que ostenta mais de 1200 tipos de salsicha, apresenta uma classificação entre salsichas cruas, salsichas pré-cozidas e salsichas cozidas.


• Salsichas cruas são feitas com carne crua e não são cozidas. Elas são preservadas por fermentação de ácido lático, e podem ser secas, curadas ou defumadas. A maior parte das salsichas cruas dura bastante tempo. Exemplos incluem cervelat, mettwurst e salame.


• Salsichas pré-cozidas são feitas com carne cozida e podem incluir carne de órgãos crus. Elas podem ser aquecidas após terem sido ebutidas e irão durar apenas por alguns dias. Exemplos incluem saumagen e blutwurst.


Salsichas cozidas podem incluir água e emulsificantes e são sempre cozidas. Elas não duram por muito tempo. Exemplos incluem jagdwurst e weißwurst.


Certos países classificam as salsichas de acordo com a região na qual a salsicha foi originalmente produzida:


• França: Montbéliard, Morteau, Strasbourg, Toulouse, ...

• Alemanha: Frankfurt, Turíngia, Nuremberg, Pomerânia, ...

• Áustria: Viena, ...

• Itália: Merano, ...

• Inglaterra: Cumberland, Chiltern, Lincolnshire, ...

• Eslovênia: Kranjska (klobasa), ...

• Espanha: botifarra catalana, chorizo riojano]], chorizo gallego]], chorizo de Teror, longaniza de Aragón, morcilla de Burgos, morcilla de Ronda, morcilla extremeña, morcilla dulce canaria, salchichón de Vic, fuet d'Olot, sobrasada mallorquina, botillo de León, longaniza de Valencia, farinato de Salamanca, ...


• Polônia: kielbasa krakowska (estilo Kraków), toruńska (Toruń), żywiecka (Żywiec), bydgoska (Bydgoszcz), krotoszyńska (Krotoszyn), podwawelska (literalmente: "de debaixo de Wawel"), zielonogórska (Zielona Góra), rzeszowska (Rzeszów), śląska (Silésia), ...


• Hungria: kolbász gyulai (por causa da cidade de Gyula), csabai (por causa da cidade de Békéscsaba)


Algumas receitas podem ser conferidas através do link abaixo:


http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM477578-7822-N-BOLO+DE+CARNE+ALEMAO,00.html


Mas estou postando a sua receita aqui para não haver dúvidas quanto ao seu sucesso.

BOLO DE CARNE ALEMÃO

Ingredientes

- 500g de carne suína moída (pernil ou palheta)

- 500g de carne bovina moída (coxão duro ou acém)

- 250g de toucinho fresco (sem o couro) moído

- 1 colher (sopa) de sal

- 1 colher (sobremesa) de sal de cura

- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino preta em pó

- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino branca em pó

- 1 colher (chá) de noz-moscada em pó

- 1 colher (chá) de gengibre em pó

- 1 colher (chá) de curry

- 1 colher (chá) de glutamato monossódico

- 1 colher (chá) de páprica picante

- 1 colher (sobremesa) de açúcar

- 250g de gelo triturado


Modo de Preparo

Numa tigela, misture a carne suína moída, a carne bovina moída, o toucinho fresco moído, o sal, o sal de cura, a pimenta-do-reino preta em pó, a pimenta-do-reino branca em pó, a noz-moscada em pó, o gengibre em pó, o curry, o glutamato monossódico, a páprica picante e o açúcar.


Divida a massa acima em duas partes. Num processador, coloque uma parte da massa e ligue. Adicione, aos poucos, o gelo triturado. Desligue o processador e transfira esta mistura para uma tigela.


Repita a operação, colocando a outra parte da massa no processador e, aos poucos, coloque gelo triturado. Transfira esta mistura para a tigela. Com as mãos, misture bem a massa e transfira para uma forma de bolo inglês (24cm x 10cm x 6,5cm), untada com manteiga. Leve para assar em banho-maria a 150ºC por 2h30min.


Restaurante Harry Pisek
Av. Pedro Paulo (Estr. do Horto), 857 (Jd. Embaixador), 3km

tel.: (12) 3663-4030


http://www.harrypisek.com.br/

harrypisek@bol.com.br



MAIS UMA DO MEU AMIGO DALTON RANGEL!




Depois de viajar pelo mundo atrás de temperos e fórmulas para o preparo dos mais diversos pratos, Dalton Rangel, de 23 anos, ingressa agora no universo da Expedição AIRCROSS. De 10 de novembro a 10 de dezembro, o chef, formado em gastronomia pelo Senac e proprietário do restaurante Yuca Gourmet, em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, carregará na bagagem a expectativa – e o objetivo – de surpreender o exigente paladar da equipe de aventureiros da viagem. Durante os cerca de oito mil quilômetros da viagem, que passará por dez Estados mais o Distrito Federal, Rangel utilizará as mais apuradas técnicas culinárias para transformar simples refeições em banquetes carregados de história e, é claro, de sabor.



“Meu projeto está baseado na utilização dos principais ingredientes dos destinos que visitaremos para rebuscar pratos típicos ou até mesmo criar novas combinações, sempre com um toque gourmet”, conta ele, revelando que a princípio, será bastante influenciado pela cultura indígena. “A ideia é aplicar o que eu aprendi fora do País, utilizando ingredientes da nossa terra”, afirma. Apesar de já ter participado de trabalhos em países como Camboja, Malásia e Tailândia, Rangel confessa que está ansioso para descobrir as várias faces do Brasil. “Não conheço muitos dos lugares que visitaremos. Andei estudando um pouco e já pensei em fazer um doce à base de farinha de tapioca e frutas vermelhas, mas não vou detalhar ainda. Quem for para a viagem terá a oportunidade de experimentar.”


Entre os ingredientes que Dalton Rangel pretende utilizar para a elaboração dos pratos, o destaque fica por conta dos frutos do mar, já que a expedição passará por cidades como Paraty (RJ) e São Sebastião (SP), e de ingredientes da culinária portuguesa, devido à forte influência dos colonizadores em boa parte dos cerca de 30 destinos que serão explorados.




HISTÓRICO PROFISSIONAL


Apaixonado por gastronomia desde criança, e inspirado pelo trabalho de sua mãe, a Chefe Mônica Rangel, Dalton Rangel se formou em gastronomia pelo Senac de Águas de São Pedro e decidiu percorrer o mundo em busca de conhecimento. Iniciou sua jornada por Portugal, onde esteve aos cuidados de Vitor Sobral, responsável pelo restaurante Terreiro do Paço. Em seguida, partiu para a Irlanda. Na Europa, dedicou seu tempo a estágios e cursos. No continente asiático, mais precisamente na Tailândia, participou de um curso no renomado hotel Blue Elephant. Camboja, Malásia e Filipinas foram as últimas paradas do profissional antes do regresso a Visconde de Mauá (RJ), sua terra natal.


No currículo, acumula um segundo colocado no concurso “Super Chef Mais Você” (Rede Globo), reality apresentado por Ana Maria Braga, e hoje participa da segunda temporada do programa “Homens Gourmet”, do canal Fox.


Em julho do ano passado, Rangel inaugurou o seu primeiro restaurante, o Yuca Gourmet, em parceria com a chef Mariana Palmeira. O estabelecimento é especializado em cozinha brasileira contemporânea e está localizado em Visconde de Mauá (RJ).


Em fevereiro deste ano, o profissional foi um dos responsáveis pelo catering do show das musas Beyoncé e Ivete Sangalo e suas respectivas bandas, realizado em Salvador, na Bahia.


SOBRE A EXPEDIÇÃO

A Expedição AIRCROSS acontecerá de 10 de novembro a 10 de dezembro e tem como proposta fazer um verdadeiro inventário antropológico e cultural do Brasil. O material dará origem a um reality de 13 episódios, que será transmitido pelo Multishow, e em 2011, a um documentário sobre a beleza e diversidade brasileira. Os expedicionários viajarão por mais de oito mil quilômetros, para regiões pouquíssimo exploradas, perfeitas para prática de esportes radicais como escalada, rapel, montanhismo, ciclismo, trekking, parapente, entre outros.


A viagem remonta as experiências de André Citröen, fundador da companhia, que entre as duas guerras mundiais, fez três grandes expedições: uma ao Deserto do Saara – viagem que deu origem ao Paris Dakar – outra à África e uma última à Ásia Central. Em todas elas, levava consigo uma equipe para registrar os traços culturais das regiões pelas quais passava. Na versão brasileira, os expedicionários poderão participar de uma festa tipicamente germânica em uma comunidade alemã no município de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, de um luau na Juréia, no litoral de São Paulo, de um acampamento em uma aldeia Xavante, e de quebra, escalar o Pico da Neblina e ver o sol se pôr na Serra do Roncador, santuário metafísico dos esotéricos.





terça-feira, 19 de outubro de 2010

QUAL É O PREÇO DE UMA AMIZADE

Cada viagem que faço procuro sugar o máximo da cidade visitada e não poderia ser diferente quando visito São paulo, só com uma diferença: São paulo é a minha cidade de coração e lá tenho vários amigos. O dificil é se dividir entre tantos amigos, pois com a agenda curta não dá pra agradar a Gregos e Troianos, mas faço questão de agradar uma familia de Armênios que me recebe com muito carinho.


"Dada a geografia e a historia do país, a culinária arménia é uma representatividade da culinária mediterrânea e caucasiana, com fortes influências da Europa Oriental e do Oriente Médio com pequeno alcance dos Bálcãs. Os arménios têm influenciado as tradições culinárias de seus países vizinhos ou cidades, como Alepo. A culinária arménia caracteriza-se pelos recheios, purês e coberturas na preparação de um grande número de carnes, peixes e legumes."

Você já comeu ARAIS ???  ou Basturmálan??, curioso não ???


Eu também fiquei quando os conheci mais ou menos há quatro anos. Hoje eu conheço as iguarias e ainda criei um vínculo de amizade com esta família maravilhosa.
-Estão curiosos para saber quem são????

Pois é,  estou falando do Restaurante Carlinhos  que fica na Av Rio Bonito no Pari.

O que é aquilo!? Não há uma vez que os visite e a casa não está lotada. Também não é por menos , posso dizer que sou o controle de qualidade deles, pois pelo menos uma vez por ano ou sempre que vou a São Paulo não deixo de visitá-los para experimentar aquela picanha fatiada, nossa! só de falar me dá água na boca.... hummmm!!!! Só quem já experimentou, sabe do que estou falando.

E já fazem 36 anos que o Sr. Carlinhos  é consagrado como o Rei da Picanha fatiada, só pra vocês terem idéia esta carne recebe um corte totalmente artesanal, feito pelo próprio dono que não abre mão de estar à frente da cozinha desde a sua abertura, eu é  que o diga, pois foi dificil tirar aquele homem da cozinha para receber um prêmio no programa de final de ano do Mais Você.





Seria injusto dizer que só ele faz a diferença no Restaurante não é mesmo Sr.Carlinhos? o que posso dizer do Fábio, seu filho, que cuida dos Arais, ele é o cara. E do Fernando que cuida do atendimento. Tudo impecável. 
 
Agora o sucesso está sem dúvida atrás do balcão, é a esposa dele que a cada ano  parece remoçar, está linda (com todo respeito).


Estima-se que há na cidade  de São Paulo mais de 20 mil representantes desta cultura e eu pergunto: Quem não estudou ou não conhece ou não tem amizade com alguém cujo sobrenome termina em "ian" como Avedissian, Karabachian, Ghazarian ? Pois é, são todos Armênios, inclusive o Sr. Carlinhos cujo nome verdadeiro é Missak Yaroussalian, e nem precisa dizer o por que do apelido que ele adotou.



Estas pessoas, na sua grande maioria, são extremamente simpáticas, cativantes e fazem questão de perpetuar sua cultura. 

O basturma, o sujuk versão vermelha ou preta e a linguiça síria, todos eles preparados com carne de vaca, pois daquele lado do mundo predomina-se a religião muçulmana, onde é proibido o consumo de carne de porco. (apesar da religião predominante na Armênia ser o cristianismo).


O basturma (pronuncia-se bastermá) é o símbolo da gastronomia Armênia. Ele foi criado quando nos primórdios da civilização os guerreiros e viajantes penduravam um pedaço de carne salgada no lombo dos cavalos para secar e conservar por longos períodos. Na cidade de Kayseri, importante entreposto de distribuição das especiarias, foi onde o tempero, uma mistura de ervas secas chamada Tchemen, foi adicionado à carne conservando a aparência e o sabor com que são feitos até hoje. Existem aproximadamente 23 tipos de Basturma feito com cavalo, carneiro, cabrito e aves em geral entre outros.


BASTURMÁLAN
 O que é encontrado por aqui é feito com coxão duro desidratado, prensado e curado por uns quinze dias, com a tradicional camada de especiarias, o Tchemen, onde predomina o sabor do tempero feno grego. A peça que lembra um presunto cru deve ser fatiada em lâminas muito finas, quase transparentes e na tradição armênia é consumido com ovos, ou seja, em uma frigideira refogar as lâminas de Basturma com um pouco de manteiga por um minutinho, para soltar os sabores das especiarias, em seguida adiciona-se os ovos crus que podem ser finalizados no modo estalados ou mexidos.





O mais gostoso deste encontro é que pude ter a orpotunidade de juntar velhos amigos e fazer uma bela confraternização, estou falando dos meus grandes amigos aos quais admiro muito. Amizade não se explica, simplesmente acontece. O mais duro é deixar se perder por tão pouco.







Agora vocês podem até fazer a receita do arais abaixo, mas o que vale a pena mesmo é ir lá e dar um abraço no Sr. Carlinhos e em toda sua família.

ARAIS
RECEITA DO ARAIS DO Sr. CARLINHOS
Ingredientes
- 1/2 kg de patinho moído 2 vezes
- 200 g de cebola picada
- salsinha picada e sal a gosto
- água suficiente para dar liga

- pão sírio
Outras opções:
Acrescentar 2 colheres (sopa) de alho picado e frito ou queijo parmesão ralado

Modo de Preparo
Numa tigela misture patinho moído 2 vezes, cebola picada, salsinha picada, sal a gosto e água suficiente para dar liga. Misture tudo muito bem. Reserve.
Abra o pão sírio e coloque uma porção da mistura de carne (reservada acima). Feche o pão e leve para uma chapa bem quente. Deixe 1 minuto de cada lado até a carne começar a suar.

Tenho a certeza de que você não mais vai querer parar de comer....




 
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