sexta-feira, 10 de junho de 2011

RECEITAS - CARDÁPIO PARA O DIA DOS NAMORADOS

Dia 12 de junho é dia dos namorados do Brasil. E eu não ia deixar passar em branco, mas como também não quero complicar a vida de ninguém sugiro preparar este cardápio.
Uma dica para incrementar ainda mais a sua mesa é decorar os pratos com flores comestiveis e montar uma bela mesa  com louças maravilhosas. 
A  bebida também faz o diferencial, mas como o meu assunto é comida  segue um cardápio instigante, afrodisiaco e bem aromático.Ganhe seu namorado ou sua namorada pela boca. Eu ganhei a minha.....

Dhall

Entrada
DHALL
( SOPA INDIANA )
Ingredientes
2 batatas médias
1 xícara de ervilhas
1 colherinha de curry
1 colherinha de pimenta-do-reino
Manteiga, margarina ou azeite (como você preferir)

Modo de Preparo
1 - Deixe as ervilhas de molho de um dia para o outro.
2 - Cozinhe-as com sal a gosto.Cozinhe as batatas e quando estiverem cozidas junte as ervilhas e passe-as no liquidificador, vá adicionando água até que fique com consistência de sopa.
3 - Derreta uma colher de manteiga em uma frigideira e frite o curry e a pimenta do reino nela e logo após adicione a mistura na panela com a sopa.
4 - Leve ao fogo e acrescente água se necessário e deixe em fogo brando até ferver. sirva em pequenas taças de consomés.


Meat Korma
Prato Principal

Meat korma
(cozido de carne bovina)



Ingredientes:
300g de músculo bovino em cubos
2 colheres (sopa) de azeite
1/2 cebola ralada
100ml de polpa de tomate
2 colheres (chá) de alho e gengibre moídos
6 cravos
6 sementes de cardamomo
1 colher (café) de canela em pó
1 colher (chá) de coentro em pó
1 colher (chá) de curry em pó
1 colher (chá) de páprica doce
3 colheres (sopa) de leite de coco
1 x[icara (chá) de iogurte natural
1 1/2 xícara (chá) de creme de leite
Sal a gosto
1 xícara (chá) de água


Modo de Preparo:
1 - Aqueça o azeite e coloque o cravo, a canela e o cardamomo. Misture tudo por um minuto na panela. Acrescente a cebola e deixe fritar bem.
2 - Junte o alho e o gengibre, misturando bem até dourar. Coloque o músculo e também o coentro, o curry e a páprica doce. Refogue até apurar.
3 - Adicione a polpa de tomate, a água e o iogurte misturando bem. Cozinhe em fogo brando até a carne ficar macia. Acrescente o leite de coco e o creme de leite e mexa até o molho ficar cremoso. Sirva com arroz basmati.


Dica: substitua o musculo por carne de cordeiro, ou até mesmo de frango agora se for vegetariano substitua por legumes
Potinhos de Chocolate
Sobremesa
Potinhos de Chocolate

Ingredientes
-150 ml de creme de leite fresco
-100 ml de leite integral
-1 colher (chá) de essência de baunilha
-¼ colher (chá) de pimenta da jamaica
-200 g de chocolate amargo bem picado
-1 ovo


-8 potinhos de 60 ml


Modo de preparo
1 - Numa panela aqueça em fogo médio 150 ml de creme de leite fresco com 100 ml de leite integral, 1 colher (chá) de essência de baunilha e ¼ colher (chá) de pimenta da Jamaica, transfira para um liquidificador e acrescente 175 g de chocolate amargo bem picado e 1 ovo, bata bem até obter um creme.


2 - Distribua este creme nos 8 poinhos e leve para geladeira por no mínimo seis horas ou de um dia para o outro. Tire-os da geladeira 20 minutos antes de servir. O frio interfere na riqueza sedosa e na doçura do prato.

Sua sogra!!!!!!!





Quanto a louça suja?? contrate a sogra pra fazer este serviço não é mesmo, afinal para que elas servem?????

quinta-feira, 9 de junho de 2011

NOSSA PANELA INDICA - LIBERDADE...LIBERDADE "ABRE AS ASAS SOBRE NÓS"

我々のパン示します -フリーダム...自由を'"ウィングス私たちで開きますQuem é de São Paulo sabe do que vou falar e tem muitos chefes amigos meus de outros estados que quando visitam São Paulo não deixa de fazer uma pequena incursão a este bairro que é famoso por suas iguarias. Eu emsmo morando hoje no Ri de Janeiro, toda vez que venho aqui não deixo de frequentar esta feira nos dias de domingos onde posso me deliciar e me fartar com tantas coisas inusitadas.




O que faz da Liberdade ser um centro Gastronômico da comida oriental, ainda conservando o seu tradicionalismo no preparo dos pratos, é o saudosismo dos imigrantes e seus descendentes, todos conservam as receitas da maneira que aprenderam para poder lembrar da sua  terra natal ou mesmo pelo gosto do sabor oriental.

Feira da Liberdade, na praça e bairro de mesmo nome, que é reduto da colônia japonesa na cidade, acontece há cerca de 30 anos, aos sábados e domingos, com mais de 200 barracas que oferecem bijuterias, almofadas, luminárias japonesas, bonsais, além de muitos outros artigos orientais. Há também várias barracas de comida, com verdadeiras delícias típicas, como yakisoba. Fiquei impressionado com a quantidade de barracas de comidas, a qualidade é o diferencial das outras feiras, o yakisoba custa aproximadamente R$12 e dizm que é uma delicia eu não experimentei até por que era cedo demais e estava sem fome, resolvi encarar o bolinho de feijão azuki.

Há uma verdadeira aglomeração entre a barracas de comidas, são pratos tradicionais rápidos no preparo. Para quem passa rapidamente talvez deixe despercebido, mas para um olhar mais atento notá-se que há uma espécie de linha de produção aos moldes orientais eficaz. A divisão das tarefas para a realização dos pratos, remetem ao preparo tradicional, um escolhe os alimentos, o outro molda ou monta, outro cozinha,o outro embala, cada um atento a sua função, a chamada disciplina oriental perpetuam até mesmo nesses ambientes em  que parece que há uma confusão de pessoas e pedidos. 


A Liberdade é um bairro turístico da cidade de São Paulo, localizado parte no distrito da Liberdade e parte no distrito da Sé. É conhecido como o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior colônia japonesa do mundo, fora do Japão.



A presença japonesa no bairro começa quando em 1912 os imigrantes japoneses começaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde na parte baixa havia um riacho e uma área de mangue.



Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todas tinha porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.



A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos o que fez com que o bairro não fosse apenas conhecido como o "bairro japonês", mas também como o "bairro oriental" de São Paulo.


Além de lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A Praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bon odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas japoneses passaram a receber também artistas e cantores japoneses.


Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas suzurantõ. Em 1973, a Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.


Em 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a caracterização do bairro oriental. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na Praça da Liberdade. No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil, iniciou-se a prática do Rádio Taissô, na praça da Liberdade. São dezenas de pessoas que fazem uma sessão diária de ginástica.



Nas décadas de 1980 e 1990, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro. Atualmente, o bairro é conhecido como um bairro turístico. A Rua Galvão Bueno, Rua São Joaquim e a Praça da Liberdade são pontos do bairro que transmitem melhor a presença japonesa. O bairro atrai muitos japoneses e nipo-brasileiros pelo comércio de roupas, alimentos, utensílios, festas típicas, entre outros, atraindo também não nipodescendentes.


Então coloque no seu roteiro de viagem bairro da Liberdade em São Paulo
                                                             
                                                                                                                 ありがとうございました

quarta-feira, 8 de junho de 2011

NOSSA PANELA ENTREVISTA - JORNALISTA WAGNER STURION - LA GUSTU

Não vou dizer há quanto tempo conheço este profissional, por que senão entregaria a minha idade e velho infelismente está ele, não eu. Mas é uma grata satisfação em tê-lo no meu rol de amigos, posso dizer que ele é meu amigo de infância mesmoooo. Ele cada vez mais vem contribuindo com a cultura gastronômica deste país e talvez ele nem se dá conta disto. 
Dotado de uma inteligência inegualável e de uma perseverança incrivel. Pode até se abalar por alguns momentos, mas ele sacode a poeira e dá a volta por cima. Confesso que fiquei com medo de entrevista-lo, por que?? oras bolas sou apenas um chefe de cozinha brincando de ser jornalista. Conheça a trajetoria deste profissional que juro se fosse mulher casaria com ele, rsrsrsrs.....


Wagner Sturion é formado em Comunicação Social, com graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba. É pós-graduado em Gestão de Negócios em Serviços de Alimentação (GNA), com Docência para o Ensino Superior, pelo Senac, SP. Iniciou na área de foodservice como diretor de redação da revista Cozinha Profissional, pela Editora Banas, em 2003, sendo o responsável pela criação dos projetos editorial e gráfico da publicação.  Antes, na mesma editora, trabalhou para a revista Pack e foi redator-chefe da revista Banas Qualidade.
Na Brazil Trade Shows (BTS), em 2008, foi editor-chefe de cinco publicações: Revista Gourmet & Food Service; Revista Nacional da Carne; Leite & Derivados; Aquicultura & Pesca; Alimentos & Tecnologia. Também organizou e apresentou, em 2009, o Talk Show Gourmet & Food Service, na Fispal Food Service, em São Paulo; e comandou a Arena Gourmet, na Fispal Bahia, ambas feiras da BTS. Em 2010, organizou e apresentou todos os eventos da Arena Multifuncional da Fispal Food Service.

Elisa Guedes, Fernanda Lage, sócias da la gustu e Wagner Sturion
Até janeiro de 2011, foi editor-chefe da Revista Gourmet & Food Service, título licenciado da Brazil Trade Shows e publicado pela Editora Gastronomia Empresarial. Atualmente, ministra a disciplina de Hospitalidade no Centro Universitário Senac para alunos de GNA. Como professor e palestrante, tem focado seu trabalho em marketing, empreendedorismo, comunicação empresarial e atendimento ao cliente.  É diretor de conteúdo da la gustu assessoria de imprensa e consultoria de comunicaçãowww.lagustu.com.br

Preste bem atenção nas respostas e aprenda mais um pouquinho do nosso universo da gastronomia.

Wagner Sturion, o chef Jorge Monti de Valsassina, da Abaga; o chef Allan Vila Espejo e o chef Roberto Ravioli, na Arena Show da Fispal Food Service 2010
1 - A gastronomia está aliada ao foodservice e vice-versa? 
Com certeza. Assim como também estão inseridos os setores de panificação, confeitaria e bebidas. Há uma correlação muito estreita entre todas as áreas que cuidam da alimentação fora do lar: satisfazer as necessidades e os desejos ditados pelo apetite e até pela gula do cliente. Talvez devêssemos passar a observar o foodservice com uma visão muito mais macro do que vem sendo tratado, pois ele abrange amplamente o mercado de A&B, e ainda há muito espaço para se conquistar e se percorrer.  
Se a preparação da comida pronta para o consumo não fosse algo lucrativo, por que razão os supermercados montariam lanchonetes, restaurantes ou padarias? Qual a razão das lojas de conveniências servirem lanches e até alguns pratos mais rápidos? Há até livrarias que montam cafeterias em seus interiores! Por que as praças de alimentação de shopping centers foram parar também nas rodoviárias e aeroportos? Qual o motivo de algumas casas noturnas já apresentarem um cardápio, mesmo que compacto, aos frequentadores de suas baladas? Resposta: o ser humano tem fome. E ele quer conforto na hora em que seu estômago avisa ao cérebro: está na hora! Ou seja, as pessoas querem algo próximo quando bate aquela vontade de se alimentar bem. Os empreendedores estão percebendo cada vez mais essa necessidade de praticidade e aconchego e têm descoberto maneiras diferentes para apresentar seus produtos.
Pensar em foodservice não é tão fácil quanto parece, mas também não é tão complexo quanto se imagina. Quando um consumidor precisa apenas de uma refeição rápida, procura um self-service; se o propósito é uma reunião de negócios ou um almoço mais demorado em família, com certeza, será a vez do à la carte; quando um casal de namorados pretende tomar um café da manhã diferente quem ganha é a padaria; se o executivo saiu correndo de manhã e não teve tempo de tomar um café em casa, a cafeteria passa a ser seu foco principal; agora, se o encontro é entre amigos à tarde pode ser feito em uma doçaria, ou quem sabe, em uma sorveteria; também há opções de happy hours em bares e botecos de ruas ou de shoppings; de um sanduíche rápido em uma lanchonete ou conveniência etc. Há público-alvo para todo tipo de negócio, seja ele temático ou não. O que falta muito no mercado é consciência dos investidores em perceber que o lucro também vem a partir de uma equipe bem treinada e preparada.

2 - Como surgiu a la gustu assessoria de imprensa e consultoria de comunicação?
Sempre fui procurado para prestar serviço de assessoria de imprensa e dar consultoria na área de atendimento, hospitalidade, comunicação e marketing para empreendimentos de foodservice. Já estudava a possibilidade desde o ano passado. Com o encerramento da revista Gourmet & Food Service, no início deste ano, a ideia de oferecer um serviço de comunicação ao mercado de alimentação fora do lar reascendeu. Por coincidência, a Fernanda Lage, que foi editora da revista Food Service News, já estava assessorando algumas empresas da área e, quando soube do meu projeto com a Elisa Guedes, se interessou muito. Então surgiu a la gustu: la de Lage; gu Guedes e stu de Sturion. A junção de nossos sobrenomes fez nascer a marca.

3 - Quais os objetivos da la gustu?
Nossa principal meta é atender bem os nossos clientes. Queremos crescer no mercado, mostrando um trabalho realmente benfeito, com conteúdo sério e criativo na assessoria de imprensa. E também apresentar boas propostas na área de treinamento.

Wagner no santiago Grill no Chile
4 - Se você fosse escrever um livro, qual título ele teria?
Felicidade possível. Acredito que todo ser humano foi criado para ser feliz. A alegria cura todas as dores, afasta os falsos amores, destrói a hipocrisia, combate o falso moralismo, elimina os preconceitos etc. Demonstraria nesse livro como é possível estar feliz constantemente. Como as pessoas podem compartilhar coisas boas e multiplicar a alegria de viver.

5 - O que mais te preocupa no setor da alimentação?
O despreparo de muitos profissionais que trabalham na produção dos pratos. A falta de treinamento de quem está à frente do atendimento. Preocupa-me muito a falta de incentivo e investimento com a mão de obra que trabalha no segmento de foodservice.

6 - Você acha que as publicações sobre gastronomia estão preocupadas em ensinar ou apenas em ganhar dinheiro?
Vou responder com aquele velho ditado sobre a existência de bons e maus profissionais. Iniciei no segmento foodservice como diretor de redação da revista Cozinha Profissional, sendo responsável pelo seu projeto editorial e gráfico. Eu vi essa publicação nascer e transformar a maneira de comunicação do setor. Na época, era editada pela Editora Banas, empresa a que devo parte do meu aprendizado como jornalista. Em nenhum momento, vi a preocupação apenas em se ganhar dinheiro com a compra do título, mas em pelo menos pagar os custos mensais nos primeiros anos de sua existência. O que sempre observei na Banas foi a preocupação com a imparcialidade, o respeito ao leitor e ao cliente anunciante. Tenho muito orgulho de ter trabalhado nessa empresa e para essa revista.
Não é fácil levar uma publicação adiante. Normalmente, as empresas querem espaço para releases, mas não investem em anúncios. Muitas delas se esquecem de que a revista é importante para a divulgação do mercado em que atuam. O empreendedor que entra na área editorial, achando que vai ficar ter lucro no primeiro ou segundo ano, irá se decepcionar. Aquele que pensa em enriquecer, com certeza, vai desistir da revista. Fui editor-chefe de cinco publicações na Brazil Trade Shows, organizadora e promotora da Fispal Food Service, entre elas a Gourmet & Food Service. Sempre lutei pela imparcialidade juntamente com os outros jornalistas e posso dizer que vencemos todas as batalhas. Claro que o investimento estrangeiro cobrava o retorno das revistas, mas nem por isso deixamos de informar bem e com responsabilidade porque a revista tinha de ser lucrativa.
Temos boas publicações no mercado. Algumas são bem focadas no setor, outras ainda acho que engatinham, pois não possuem profissionais que realmente entendam do setor. Mas no geral, todas lutam para sobreviver e fazer com que os empresários percebam a importância da mídia para o crescimento e desenvolvimento do setor. Não acredito que elas só se preocupem em ganhar e não em orientar, pois a realidade da maioria é a luta diária para se manter viva no setor.

7 - Você é jornalista de profissão certo? O que te levou ao segmento da alimentação?
Quando fui chamado para assumir o título da revista Cozinha Profissional, havia acabado de me desligar da revista Banas Qualidade. A linguagem empregada na publicação era bem empresarial, com foco voltado aos sistemas de gestão da qualidade, meio ambiente, responsabilidade social etc. De certa maneira, consegui transportar essa linguagem empresarial para o universo dos restaurantes comerciais, inserindo, inclusive, a questão da qualidade, mas faltava minha aproximação com os profissionais desse setor.
Então, busquei uma pós-graduação no Senac, intitulada Gestão em Serviços e Negócios da Alimentação, curso em que atualmente leciono a disciplina de Hospitalidade, na Unidade Aclimação. O contato com os profissionais da área me fez perceber que estava no lugar procurado e com as pessoas certas. Conheci parte dos consultores que escreveram para as revistas que gerenciei e que ainda trabalham comigo na la gustu a partir desse curso.

8 - Quais os critérios para criação de uma pauta?
Só existe um critério, em minha opinião: foco nos interesses dos leitores.

9 - No seu trabalho, a crítica faz parte?
Não. Meu trabalho é de orientação ao proprietário de estabelecimentos foodservice. Tanto nas revistas por que passei quanto no site da la gustu, os textos são para auxiliar o proprietário na gestão. Tenho sido sondado por um investidor para voltar ao mercado editorial no futuro. Caso isso aconteça, meu trabalho continuará bem longe das críticas gastronômicas.
Quando tenho de fazer alguma observação, com certeza, é para o dono do empreendimento e em particular. Jamais escreveria algo que pudesse descaracterizar ou denegrir a imagem de um local, pois sei o quanto é difícil manter as portas abertas em um setor extremamente concorrido como o nosso.

10 - Como você enxerga os críticos gastronômicos?
Como pessoas corajosas e de opinião. Se certa ou errada, cabe ao cliente ir até o local para conferir. Eu não deixo de visitar uma casa ou saio da minha residência para ir a um restaurante só porque um crítico falou mal ou bem. Sou uma pessoa curiosa, determinada, gosto de descobrir pessoalmente se o lugar é bom ou não. Nada contra, respeito todos os críticos e acho interessante ler o que pensam para comparar depois.

11 - Todo mundo fala em tecnologia na alimentação, em sua opinião, o Brasil está à frente do seu tempo?
Não sei dizer se à frente do seu tempo. Mas acredito que está bem servido, sim. O que falta é conhecimento de muitos novos empreendedores sobre a necessidade de planejamento e de um projeto arquitetônico benfeito antes de sair comprando equipamentos que jamais utilizará no ambiente de suas cozinhas.

12 - Dá para praticar sustentabilidade na área de foodservice?
Sim. Entretanto, não sei o quanto os proprietários estão preparados para desenvolver projetos sustentáveis, quando suas equipes não se sustentam nem na cozinha e nem no salão. Primeiro, é preciso criar um projeto sustentável de carreira dentro dos restaurantes. Oferecer oportunidades e cobrar resultados. Mudar o ambiente dos colaboradores. Mostrar que é possível crescer profissionalmente, pois esse desenvolvimento traz produtividade e lucratividade ao negócio. Depois, sim, é possível se planejar a sustentabilidade do empreendimento a partir de ações que envolvam economias com reaproveitamento da luz natural, por exemplo.

13 - O foodservice chegou ao seu limite ou ainda tem muito que se aprender?
O conhecimento é contínuo. Não dá para parar de estudar nunca. O foodservice tem muito espaço para se desenvolver ainda.

14 - Você realmente acredita nas matérias que são publicadas nas revistas do setor?
Nas matérias sérias, que respeitam suas fontes, são bem editadas e, principalmente, revisadas, sim, acredito. Já, em algumas pesquisas divulgadas ao mercado, não.

15 - Qual a importância das feiras do setor de alimentação?
Elas servem como ponto de encontro dos profissionais do setor. Compartilhar conhecimento é sempre muito interessante. Inteirar-se das tecnologias e dos serviços oferecidos pelo mercado é imprescindível.

16 - Uma feira do setor que te surpreendeu e por quê?
Fiquei surpreso com a Fipan, no ano passado. Achei a feira muito bem montada e organizada. Realmente, ofereceu soluções interessantes ao mercado de panificação.

17 - Falamos muito em qualidade do serviço, mas por onde se anda, só escutamos reclamações. Quais são os erros mais básicos de donos de restaurantes?
Economizar em treinamento e com isso investir na rotatividade da equipe.

18 - Para você, a capacitação de um profissional começa onde?
Nas escolas técnicas, nas universidades. Sei que há muito profissional que começa na prática e que é só no ambiente da cozinha e do salão que se percebe a complexidade do trabalho em um empreendimento foodservice. Mas a teoria é necessária para todos os profissionais, pois ela consegue provocar a reflexão contínua.

19 - O que é mais difícil na área do foodservice?
Para um jornalista? Com certeza, manter-se em uma revista. A falta de reconhecimento do setor pelos seus bons títulos faz com que ele desapareça do mercado. Muitos jornalistas competentes já se afastaram dessa área por falta de oportunidade, infelizmente.
Já para o operador do foodservice, com certeza, é encontrar mão de obra especializada. Só há um remédio para isso: investir em treinamento. A consciência coletiva de que se todos treinarem seus colaboradores, ao procurarem novos profissionais no futuro, encontrarão trabalhadores aptos para a função. Isso precisa ser difundido urgentemente. Eu treino o meu. O meu vizinho de restaurante treina o dele. Se o meu colaborador sair daqui e for para o dele, estará treinado. Se eu contratar o que vem do vizinho, também me darei bem. É preciso afastar do mercado o pensamento egoísta de que não se treina porque o colaborador vai embora pela oferta de 10 reais a mais.

20 - Livros de cabeceira de Wagner Sturion?
Tenho vários da área de foodservice e gastronomia de que gosto muito, entre eles: Arte e ciência do serviço, da Editora Anhembi Morumbi; Restaurantes – controlando custos e aumentando lucros, de Célia Silvério Vaz; Sabor & Saber, de José Carlos Iglesias, Editora Singular; Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Dolores Freixa e Guta Chaves, Editora Senac.

                                                                           Até a próxima entrevista.....

terça-feira, 7 de junho de 2011

ESTRELA DO DIA - ALCAPARRAS

No Império Romano, o povo gostava muito de alcaparras, e os soldados as espalharam por toda região do Mediterrâneo onde vêm sendo cultivadas até hoje.


Os romanos costumavam conservá-las em sal ou vinagre, um método ainda utilizado. Já na Idade Média, utilizavam-se as alcaparras para mascarar o sabor rançoso das carnes passadas.


A Alcaparra  é uma planta originária da Ásia. Na antiguidade, as alcaparras faziam parte da mesa das classes altas. Os botões são colhidos e colocados em conserva e quanto menores eles forem, serão mais caros e mais apreciados. Uma vez colhida a alcaparra, esta é exposta ao sol durante um dia, para perder um pouco de água. A floração sempre se dá nos ramos do ano, provavelmente em cultivos comerciais se proceda a poda para estimular a produção de ramos novos.



Logo após as alcaparras são colocadas em uma vasilha e cobertas com vinagre, na proporção de 1 kg de alcaparras para 1 litro de vinagre de boa qualidade.


Deve-se colocar uma placa na superfície e colocar um peso em cima, isto para manter as alcaparras submersas no vinagre. Algumas pessoas gostam de adicionar um pouco de sal no vinagre para acentuar o sabor.


 As alcaparras tem gosto picante e perfume característico. São ótimas para temperar molhos, peixes, carnes e filés de anchova. Indispensáveis no tão conhecido "molho tártaro" Uma vez colhida a alcaparra, esta é exposta ao sol durante um dia, para perder um pouco de água.


Na França, são amassadas para aromatizar o molho branco. Utilizada como salmoura, além de acompanhar guarnições, molhos, saladas e carnes. Possui sabor forte, portanto, deve ser usada com moderação.


É muito empregado em pratos de peixe ou uma carne de sabor mais suave. Podem ser cozidas ou utilizadas da forma que se adquire no mercado. Pode ser utilizada em saladas, maioneses, e molhos e é fundamental no molho tártaro. Podem ser utilizadas tanto inteiras salpicadas já nos pratos prontos quanto picadinhas e incorporadas nos alimentos. Não combina com pimentas, e nem com condimentos mais pungentes.


São utilizadas, em geral, na forma de conserva em vinagre. Acrescentam sabor em molhos simples, como molho branco. Ingrediente indispensável no "steak tartare", para os amantes da carne crua. As alcaparras são também utilizadas em molhos frios, carnes frias, peixes cozidos e saladas. Para os molhos, as mais valorizadas são as de tamanho pequeno, que não precisam ser picadas.


Quanto menor a alcaparra, melhor é o seu sabor. No comércio às vezes encontramos alcaparras enormes, e a um preço bem mais barato.
Os romanos costumavam conservá-las em sal ou vinagre, um método ainda utilizado.


Ao contrário da maioria dos temperos, as alcaparras guardam seu aroma e seu sabor depois do cozimento e se misturam muito bem com a cebola e azeitonas para caracterizar os pratos mediterrâneos.Não se recomenda colocar as alcaparras no início do cozimento, pois seus sabores se perdem.


A alcaparra conservada no sal, antes de ser usada nas receitas, deve ser lavada sob o risco de salgar os pratos. Como aperitivo, a alcaparra deve ser lavada para retirar o sal.


O princípio ativo mais importante da alcaparra é o ácido cáprico, que possui uma ação estimulante do apetite além de auxiliar a digestão. Pessoas hipertensas devem consumí-las com moderação, por ser conservada no sal. Observação importante: Qualquer uso terapêutico deve sempre ser acompanhado por um médico.Os botões de suas folhas são ricos em cálcio, ferro e fósforo.100 gramas de alcaparra fornecem 35,2 calorias.

A planta prospera muito bem em encostas ensolaradas nos países do sul da Europa, sendo espontânea onde existe muito calor e sol. Prefere regiões áridas, em solo calcário e terra nunca ácida. Pode-se cultivar em solo pedregoso e pouco profundo.


Nas informações de literatura obtidas, informa-se que a multiplicação da alcaparra é muito fácil, pode ser realizada via semente, estaquias e por brotos que surgem ao redor da planta mãe. Como no Brasil a planta da alcaparra é muito rara, fica difícil comentar se nas nossas condições esta planta também se comportaria desta forma. A informação é que é uma planta perene e pode viver até por 30 anos.




                                                                                                          Fonte: www.fleischmann.com.br

 
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