segunda-feira, 21 de março de 2011

BEM COMER - SAÚDE, BELEZA E ALIMENTAÇÃO POR CECI SANTIAGO

Nutricionista Ceci Santiago
O BEM COMER de hoje está mais do que especial, hoje temos a ajuda da Nutricionista Ceci Santiago que é  profissional com formação técnica em Nutrição e algumas especializações, docente do curso de Gastronomia da UNIRIO e de Pós Graduação da Gama Filho em Segurança Nutricional.
Saúde, beleza e se alimentar bem, este é o nosso objetivo de vida, afinal quem não quer? então preste atenção nas dicas que a Ceci nos oferece.
contato: cecisantiago@hotmail.com


SAÚDE, BELEZA E ALIMENTAÇÃO
O equilíbrio entre Saúde e Beleza, busca uma perfeita adequação do funcionamento normal do nosso organismo. Para isso a Alimentação do dia a dia, deve seguir alguns parâmetros básicos:
Fornecer energia em quantidade suficiente para permitir que o corpo
se mantenha aquecido, física e intelectualmente ativo e com capacidade para
realizar as funções necessárias à vida;

Fornecer todos os elementos essenciais ao crescimento, manutenção, renovação e reparação das várias células, tecidos, órgãos e sistemas;


Promover uma atividade digestiva normal;
Saciar a fome e a sede, ser agradável ao olfato e ao paladar, além de proporcionar bem-estar;
Não deve ser excessiva, nem conter elementos prejudiciais à saúde.

Todo esse conjunto pede uma alimentação saudável, que deve ter equilíbrio, variedade, boa qualidade e em quantidade adequada.


EQUILÍBRIO
Uma alimentação equilibrada contém os vários constituintes dos alimentos (proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas, sais minerais e fibras) numa correta proporção entre si.

VARIEDADE
Alimentação variada significa comer um pouco de tudo. Assim garantimos que não haja deficiência de nutrientes essenciais e, por outro lado, evitamos os excessos.

A variedade torna a alimentação mais agradável, menos monótona.


Nenhum alimento é proibido, embora alguns só devam ser consumidos ocasionalmente.


QUANTIDADE
A quantidade ideal de alimentos varia de acordo com biótipo, sexo, idade, peso, altura, atividade física, etc.
Podemos adaptar a quantidade de alimentos às nossas necessidades, respeitando sempre os limites aconselhados a cada grupo de alimentos, de forma a manter a harmonia alimentar.


A estabilidade do peso corporal é sinal de equilíbrio entre a quantidade de alimentos que comemos e as necessidades energéticas do nosso organismo.





QUALIDADE
Um alimento de boa qualidade é um produto natural, em bom estado de conservação ou maturação, não contaminado por microorganismos que possam ser prejudiciais para o homem além de estar livre de substâncias químicas e hormonais, agradável no aspecto, olfato e paladar.



  Busquemos sempre essa harmonia afinal
   

sexta-feira, 18 de março de 2011

A ARTE DE SER FELIZ - RECEITA THAILANDESA

A Thailândia sempre nos exerceu um fascínio grande e sua comida mais ainda. Já até temos grandes chefes de cozinha exercitado esta culinária. 

Marcos e Thiago Sodré
Mas vou citar um em especial do qual gosto muito que é o chefe Marcos Sodré e seu filho Thiago, juntos administram a cozinha do melhor restaurante de comida Thai que existe no Brasil o "Sawasdee Bistrô"

E descobri que "Sawasdee" significa “A arte de ser Feliz”.



Cecilia Meirelles
A Arte de Ser Feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meirelles

Nestas andanças pelo Brasil afora aprendi que: uma boa comida não necessariamente precisa ser complicada. Aprendi que cada prato precisa ter uma personalidade e resgatar na pessoa o que ela tem de melhor. Aprendi que ao alimentarmos procuramos um único sentimento: SER FELIZ.


Esta receita é de inspiração Thai ,além de ser fácil ela é um coringa na cozinha quando queremos impressionar alguém.

Hoje estou fazendo ela com carne de porco, mas pode ser feita com frango, camarão e o que mais a sua imaginação alcançar.
PASTA DE CURRY VERDE


INGREDIENTES
1 bulbo de capim limão picado
1 maço pequeno de coentro picado (com raiz)
50 g aproximadamente de gengibre sem casca fatiado
½ colher de cominho em pó
1 dente de alho picado
10 un de pimenta malagueta verde picada
50 g camarão seco sem casca
1 cebola roxa picada
2 folha de limão siciliano ou Kaffir
sal a gosto


MODO DE PREPARO
Para fazer o Curry verde
Amasse todos os ingredientes em um pilão de pedra ou bata no mixer até fazer uma pasta.
Dica: esta preparação pode ser congelada.


Porco ao Curry Verde
Ingredientes
-2 colheres (sopa) de óleo de gergilim torrado
-500 g de carne de porco (eu usei palheta) cortada em cubos pequenos
-1 colher (café) de açucar
-2 colheres (sopa) da pasta de curry verde
-200 ml de leite de côco
-2 colheres (sopa) de molho de peixe
-2 folhas de limão
-1 abobrinha pequena cortado em cubos
-10 um de tomate cereja
-1 bandeja pequena de shitake cortado em 4 partes
-1 cenoura pequena cortada em cubos e cozido
Modo de preparo
1 - Numa wok refogue em 2 colheres (sopa) de óleo de gergilim torrado 500 g de carne de porco (eu usei palheta) cortada em cubos pequenos com 1 colher (café) de açúcar. Junte 2 colheres (sopa) da pasta de curry verde, 200 ml de leite de côco, 2 colheres (sopa) de molho de peixe e 2 folhas de limão.

2 - Deixe cozinhar em fogo baixo por 8 minutos e acrescente 1 abobrinha pequena cortado em cubos, 10 un. de tomate cereja, 1 bandeja pequena de shitake cortado em 4 partes e 1 cenoura pequena cortada em cubos e cozido. Cozinhe por mais 5 minutos. Corrija o sal se necessário. Sirva com arroz de jasmim ou espaguete de arroz.

Bom Final de Semana e dá um pulo no Sawasdee, isto é, se você tiver preguiça de fazer a receita acima, mas tenho certeza de que você não vai se arrepender indo lá.
http://www.sawasdee.com.br/

Rua Dias Ferreira, 571 – Leblon
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 2511.0057

quinta-feira, 17 de março de 2011

NOSSA PANELA INDICA - FILME - SEGREDO DO GRÃO

Juntar o útil ao agradável, essa é a missão de hoje.

A NOSSA PANELA BRASIL também gosta de se diverti e um filme de vez em quando pra relaxar não é nada mal. E nada como falar de filmes relacionado a gastronomia( acho que tô ficando paranóico).

Então procurei na locadora um filme que tivesse alguma relação com gastronomia e achei o filme "O SEGREDO DO GRÃO", cuja a estrela maior é o grão de semolina.




Sim aquele que é usado para fazer o famoso Couscous Marroquino, nossa já até fiquei com fome.

Receitas de couscous tem um monte mas tem uma clássica que eu adoro que é com legumes.

Couscous Marroquino by Santos
Ingredientes
-1 1/2 xícara (chá) de caldo de legumes (se for usar cubo, dissolva apenas 1)
-talo de 1 capim limão
-1 xícara (chá) de cuscuz marroquino

-1 cenoura média cortada em cubinhos e cozida al dente
-1 abobrinha italiana (parte verde) cortada em cubinhos cozida al dente
-1/2 pimentão amarelo cortado em cubinhos
-1 cebola roxa picadinha
-1 tomate sem semente cortado em cubinhos
-1 casca (só a parte verde)de 1 limão cortado em micro cubinhos
-salsinha  e hortelã picada a gosto
-suco de 1 limão
-sal e pimenta do reino moida a gosto
-azeite de oliva 
Modo de Preparo
1. numa panela coloque o caldo para ferver junto com o talo de capim limão e deixe amornar com panela tampada.

2. Numa tigela grande, coloque o cuscuz marroquino e regue com o caldo morno de legumes com capim limão. Tampe a tigela com um prato para o cuscuz hidratar.  

3. Quando esfriar, solte o cuscuz com um garfo. Adicione os ingredientes restantes e misture bem. Sirva à temperatura ambiente ou leve à geladeira e sirva frio regado com bastante azeite.
Se prepare o filme vai começar, troque a pipoca por esta receita, confira a sinopse e o trailler.
 

O SEGREDO DO GRÃO

Slimane Beiji (Habib Boufares) é um emigrante do norte da África, na casa dos sessenta anos, recém despedido do estaleiro onde trabalhou durante 35 anos na cidade pesqueira de Sete, no sul de França.

Separado da mulher Souad (Bouraouia Marzouk), Slimane partilha a vida com Lilia (Leila D’Issernio), dona de um pequeno hotel, e a sua filha Rym (Hafsia Herzi).

Todos os domingos, a numerosa família de Souad se reúne para comer o seu delicioso “couscous” de peixe (daí o título original do filme: o grão e a tainha).

Diante do desânimo, por sentir-se incapaz de prover as necessidades dos seus familiares, Slimane decide refazer a sua vida transformando um velho barco num restaurante que servirá o “couscous” de peixe como especialidade.

O filme ganhou em 2008 quatro prêmios (melhor filme, melhor diretor, melhor roteirista e melhor revelação feminina) do 33º César, o Oscar do cinema francês.

Ficha técnica
Gênero: Drama
Título original: La graine et lê mulet
Ano: 2007
País de origem: França
Idioma: Francês
Duração: 151 min
Direção: Abdel Kechiche
Elenco: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Faridah Benkhetache, Abdelhamid Aktouche, Bouraouia Marzouk.



quarta-feira, 16 de março de 2011

NOSSA PANELA ENTREVISTA - ALEXANDRE RÉVÉSZ - A EXPERIÊNCIA DE UM BRASILEIRO NO EXTERIOR

Quando nos entendemos por gente e começamos a trabalhar primeira coisa que pensamos é:

- Vou para o exterior ganhar dinheiro,quero ter um nova experiência, Será??

O que realmente aprendemos lá fora?? A trabalhar ou a Viver?
Viver com a dificuldade de aprender o novo?
Viver com a saudade da nossa terra, da nossa gente?
Trabalhar para sobreviver apenas para fazer uma poupança forçada, para depois voltar e gastar tudo aqui?

O que existe no mercado profissional fora do País que atrai tanto os Brasileiros?
- É a grana?
- Ou é apenas vaidade de dizer que está fora do país?
- Ou realmente o desafio de enfrentar novos desafios?
-  Ou por quê o mercado Brasileiro apenas dá valor ao profissional que tenha experiência fora?


Viu, são tantas perguntas que a NOSSA PANELA BRASIL foi conversar com um seguidor e  amigo que está fora do País, mas precisamente na Capital Mundial da Gastronomia: A França.
Ele nos conta um pouco de sua experiência de como é trabalhar fora do nosso País. 


Chefe Alexandre Révész







O então hoje Gerente de A&B Alexandre Révész começou a carreira num dos Hotéis mais famosos do Brasil o Sheraton Mofarrej em São Paulo e teve como mestre nada menos nada mais que o Chefe Cristhophe Besse.Já foi professor da Faculdade Uniso de Sorocaba e é formado em Hotelaria e Recursos Humanos, nada mal não é mesmo para um Chefe de Cozinha???


Assim como muitos Brasileiros , ele foi passar apenas uma temporada fora do País , mas assim a vida quis que ele fincasse raíz em outro território mas precisamente na cidade Francesa de Thionville. Casou com a Francine (mulher de sorte, pelo menos não vai pra cozinha como a minha) e cuida de uma horta orgânica que trata como filho. Tem como hobby caminhar pelo lago que tem na cidade ( que chato não???)

Mas antes de tudo conseguiu seu espaço no concorrido mercado Gastronômico Francês e hoje imprimi tudo que aprendeu no Hotel Amnéville Plaza.

Essa é uma boa leitura para quem está começando e quer tentar a carreira fora do país, aprenda um pouco com um chefe Alexandre Révézs que nunca disse não para si mesmo e nem para vida.


Chefe Christophe Besse
1 – Alexandre, quando você se viu um chefe de cozinha? E o que mais te instiga na profissão?
Em primeiro lugar é preciso amar o que se faz para poder ai sim poder evoluir profissionalmente. Eu desde pequeno sempre gostei de cozinhar em casa, sobretudo por ter dentro de minha própria família uma mistura de historias, temperos e culturas (Origem Francesa, Húngara e Portuguesa). Em segundo lugar depois da paixão pelo que faço, foi ter tido um grande mestre ainda no Brasil, e a pessoa que me abriu as portas para começar profissionalmente em uma cozinha; Chef Christophe Besse, que quando eu tinha 17 anos me permitiu iniciar meu estágio em suas cozinhas no Hotel Sheraton Mofarrej em São Paulo (na época o melhor 5 estrelas).
Depois desta experiência que durou três anos, e que no momento de minha partida estava atuando como sous-chef, decidi que deveria continuar me aperfeiçoando, e por isso busquei além da cozinha aperfeiçoar a parte administrativa e gestão em Alimentos e Bebidas para que pudesse complementar minha base acadêmica. Já havia cursado Hotelaria e ainda me formei em recursos humanos.


2 - O que te levou a sair do País para tentar a carreira e por quê?
Em 2001, decidi sair pela primeira vez do pais e fui por 1 ano trabalhar nos Estados Unidos em Orlando, e fiz um rápido tour por alguns hotéis da região para poder conhecer um pouco mais a Hotelaria e Gastronomia na terra do Tio Sam.
Acredito que a contendo consegui realizar o que havia planejado aperfeiçoar a língua inglesa, e adquirir maior experiência em catering e banquetes, que são o grande diferencial do profissional que se formava na época nos EUA.
Quando retornei em 2002 recebi um convite de uma amiga minha, Professora Ms. Raquel D’Alessandro Pires (atualmente Coordenadora do Curso de Gastronomia da UNISO) que me convidou para lecionar no Curso de Hotelaria da Universidade de Sorocaba (UNISO), as matérias relacionadas com Alimentos e Bebidas, desde Introdução a Culinária até Confeitaria.
Foi um excelente momento, pois além de poder continuar trabalhando dentro das cozinhas e laboratórios de alto padrão tecnológico, pude também iniciar este belo trabalho, que é o da formação acadêmico profissional de novos profissionais do setor de hotelaria e gastronomia.
No ano de 2004, fui convidado para participar de um grupo de professores que iriam desenvolver e criar o Curso de Gastronomia da UNISO, passamos quase 1 ano desenvolvendo e pesquisando tudo aquilo que acreditávamos para o momento ser fundamental para a formação de um Tecnólogo em Gastronomia, e que pudéssemos lhe dar as bases para que pudesse ingressar nesse fantástico mundo de cores e de sabores.

No Ano de 2006, eu que sempre estou em busca de novas descobertas profissionais decidi mais uma vez sair do Pais, dessa vez vindo ao Velho mundo a aterrando em terras francesas com malas, facas e panelas na bagagem.Vim para uma região muito rica culturalmente pois estou próximo a Luxemburgo, Bélgica, Alemanha e claro França (pais que resido há quase 5 anos).


3 - Como foi a adaptação fora do País, teve muita dificuldade?
Minha adaptação durou um pouquinho, como é normal, pois uma mudança de ares mesmo que seja programada não é rápida, pois existe toda a parte burocrática a regularizar, depois encontrar moradia, e conhecer um pouco melhor a região para ai sim estar bem ambientado. Mas como já havia morado outras vezes fora do país, acredito que estou me saindo bem...


4 - O Estrangeiro valoriza a mão de obra do Brasil?
A mão de obra brasileira coma a ser bem vista fora do pais devido ao espaço que o Brasil passou a ocupar nos últimos anos na mídia, e também pelo trabalho que alguns chefes brasileiros tem feito no exterior.


5 - Como é o mercado de trabalho para o setor, existe diferença?
O mercado de trabalho é completamente diferente com o brasileiro que alem de tudo utiliza na maior parte do tempo métodos gerencias provindo de grandes redes e empresas americanas, e na Europa as coisas são mais burocrática, e ainda falta certa visão do futuro, que aos poucos estão aprendendo a ter.


6 - Qual consumidor mais exigente: Brasileiro ou Francês?
O consumidor mais exigente! Vou dizer que são os dois, pois cada qual dentro de sua realidade sempre quer ser bem servido e dentro das regras e arte da gastronomia, mas o consumidor brasileiro acaba sendo mais exigente, pois aqui na Europa o acesso a alta gastronomia é mais fácil a classe media, coisa que no Brasil não, portanto por pagarmos um alto preço acabamos exigindo mais. E aqui na Europa, a variedade e a facilidade de acesso a determinados produtos que no Brasil não temos tão facilmente permite a disseminação de uma boa cozinha em quase todos os lares franceses.


7 - A França qualifica sua mão de obra, antes de entrar na cozinha?
Sim, aqui há a formação de aprendizes desde a idade de 14 anos permite que esses jovens durante os estudos secundários possam já ir adquirindo as bases da cozinha, e quando ingressam no curso tecnólogo e depois nas especializações do setor, já possuem no mínimo 10 anos de cozinha, coisa que no Brasil ainda não existe. Quem sabe um dia possamos difundir isso no Brasil Juntos não é Marcio.

8 - A profissão de chefe de cozinha na França tem o mesmo glamour que existe hoje aqui no Brasil?
Sim e não, vou explicar, existe o glamour para os Grandes Chefs, que trabalham em grandes Hotéis ou palácios, pois tem realmente a possibilidade de fazer um trabalho que será visto em toda França ou Europa, se não no mais ser Chef, nada mais é do que atingir o grau superior dentro da profissão de cozinheiro.

Na cozinha do Mofarrej 1996
9 - O que os Franceses aprenderam com o chefe Alexandre Révész?
Antes de qualquer coisa só estou aqui hoje falando contigo porque faço o que amo, e, portanto nós brasileiros, com um coração generoso que temos quando estamos trabalhando acaba cativando as pessoas e nosso trabalho acaba se sobressaindo.
Eu em primeiro lugar procuro sempre trabalhar com produtos sazonais e que me permitam tirar o melhor sabor de cada ingrediente, mas antes de qualquer coisa, o que acredito que tenham aprendido é que uma boa cozinha sem organização, sem padrões técnicos e operacionais de grande precisão, continuara sendo sempre uma cozinha tradicional, e o que busco em meu trabalho é fazer algo que as pessoas guardem para elas uma marca daquilo que fiz.


10 - O Francês é bairrista ou é aberto a novas experiências?
Os mais jovens são abertos a novas descobertas gastronômicas, mas aqueles com os quais já trabalhei e que possuíam maior rodagem que a minha ainda preferem a tradicional cozinha francesa com um toque da nouvelle cuisine.


11 - Você acha que o mercado Brasileiro só dá valor ao profissional que tenha experiência fora do país?
Ainda sim, mas essa historia tem mudado, pois os grandes profissionais que há 20 anos chegaram ao Brasil trouxeram na bagagem tudo aquilo que o brasileiro precisava para poder ter grandes mestres e exemplos que possamos seguir. Hoje já possuímos um grande numero de profissionais que representam muito bem a Gastronomia Brasileira por onde quer que passem. Por isso sei que a tendência é uma maior valorização do profissional nacional.
Mas não deixo também de dizer que um bom cozinheiro precisa ter rodagem e bagagem cultural e gastronômica para poder ser considerado Chef, por isso não se pode ter medo de fazer as malas e buscar conhecer o que o mundo tem a nos oferecer em matéria de cores, sabores e aromas.

12- Como você enxerga o mercado de chefe de cozinha hoje no Brasil?
Não só o mercado do Chef de Cozinha, mas o mercado gastronômica esta passando já há 10 anos um processo de expansão e grande desenvolvimento. Acredito que os níveis de exigência dos empregadores e das grandes redes hoteleiras aumentaram e por isso também a concorrência passara a ser grande para aqueles que querem se sobressair no mercado.
Não se pode dizer que um bom Chef não precisa de formação continuada, mas que ele deve ter visão para prosseguir sua formação para poder dentro de sua evolução profissional atingir por que não a posição de Gerente o Diretor de Alimentos e Bebidas.


Échalot
13- Comer na França é comer...? e qual o ingrediente que não sai da sua cabeça?
... Como no Brasil, comer na França antes de qualquer coisa é comer Pão e Queijos que são maravilhosos... Depois em cada cidade, em cada região teremos sabores e pratos típicos que possuem toda a história da região nos aromas e texturas dos pratos... Um ingrediente que não sai da minha lista de compras pode parecer bobagem é a cebola tipo échalote (de cor arroxeada, menor e de sabor indiscutivelmente mais fino).
Mas eu como apaixonado pelo que faço não deixo de ir às feiras e mercados regionais para encontrar novos produtos para utilizar em minhas receitas...


14 - O Francês gosta da gastronomia brasileira e quais os pratos que eles conhecem?
Gostam sim, mas não compreendem muito nossas misturas de ingredientes... Mas por falar nisso para o primeiro aniversario de abertura de nosso Hotel & Cassino estou planejando um Festival de Cozinha Brasileira (quem sabe você não vem aqui nos dar uma mãozinha?!).


Salario do Chefe Alexandre, rsrsrsrs
15 - O salário corresponde? É bem remunerado assim como no Brasil? (rsrsrsrsrsrs, piada)
Hahahaha... Bem remunerado, não vou dizer isso, por que profissionalmente sempre queremos evoluir, os melhores países com níveis salariais atualmente é a Suíça e o Luxemburgo, que possuem um nível de vida melhor e com isso mais dinheiro disponível para a parte de remunerações. Eu como aceitei um desafio de fazer a abertura de um Hotel há seis meses como Gerente de Alimentos e Bebidas ainda estou a cada etapa negociando novos trabalhos e na expectativa que todo o trabalho que venho desenvolvendo desde meados de 2010 se realize para ai sim poder renegociar... hehehe


16 - Como foi o seu primeiro dia de trabalho num estabelecimento fora do País?
Vou contar a experiência America e depois a européia. Nos EUA antes de iniciar o trabalho a gerencia de RH me proporcionou um dia de integração ao estabelecimento para poder saber aonde eu estaria iniciando minhas atividades e quem eram as pessoas de todos os setores que faziam parte da equipe do Hotel.
Já aqui na Europa as coisas não são assim, conhecesse o ambiente e as pessoas à medida que você vai trabalhando e com isso por vezes não sabemos quem são as pessoas ou o que fazem... e isso pode ocasionar situações engraçadas ou por vezes desagradáveis. Eu consegui implantar dentro do setor de alimentos e bebidas no hotel essa cultura de apresentar aqueles que estão vindo integrar a equipe esse processo de integração ao hotel e as cozinhas, e dessa maneira o desenvolvimento de cada um se torna mais fácil.

17- O que você encontra no Brasil e que não encontra na França, e vice-versa?
Aqui se encontra com mais facilidade produtos utilizados na realização de receitas sofisticadas a preços mais acessíveis, mais falta mesmo é o calor humano e o sentimento que o brasileiro passa por onde vai que tudo vai dar certo sempre ... Basta aquele jeitinho e muito trabalho.

18 - E por que tantos estrangeiros estão vindo para o Brasil, será que o mercado aqui também não é promissor e nós é que não enxergamos?
Como já disse o Brasil não é de hoje esta virando uma das novas potências mundiais, aonde estamos conseguindo já há duas décadas receber Mao de obra estrangeira que vem trabalhar em redes hoteleiras internacionais, e que depois de um tempo de tão familiarizados e apaixonados que ficam pelo Brasil, decidem não mais irem embora. Precisamos agora assumir essas cozinhas, e aproveitar que estaremos no mínimo ate 2016 na vitrine esportiva mundial e ai sim marcarmos nosso lugar dentro da Alta Gastronomia.


19 - Pretende ainda voltar para o Brasil e continuar sua carreira e qual a maior saudade que você tem do Brasil?
Pretendo sim, mas sinceramente, não sei quando... Portanto vou buscando o aperfeiçoamento contínuo, e abraçando as oportunidades que vão aparecendo em minha estrada profissional.


20 - Um conselho para quem está querendo cursar ou para quem está em inicio de carreira e quer tentar a profissão fora do País?
Seja no Brasil ou no exterior, nós brasileiros começamos com uma defasagem de quilometragem na cozinha com relação aos europeus que iniciam muito cedo a vida entre as panelas. Então o principal é não querer, ao sair de um curso de tecnólogo ou formação de chefe de cozinha achando que o titulo acadêmico é o passaporte profissional para assumir o comando de uma cozinha.
É não ter pressa, e galgar cada etapa profissional estando ciente que conseguiu aprender o máximo e o melhor possível com cada experiência. Como eu que durante um ano fui estagiário, e depois aos poucos fui galgando os diversos níveis hierárquicos em uma cozinha, o principal é subir no trem e descer em cada estação e em cada uma aprender, aprender e aprender... E assim seguir em frente.
O principal nessa viagem, que é o percurso profissional, é acumular bagagem: conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer culturas diferentes, historias e sabores...


Até breve... E obrigado pela oportunidade de compartilhar histórias...


terça-feira, 15 de março de 2011

ESTRELA DO DIA - AZEITE PARA AZEITAR A VIDA

Hoje vou falar de um produto que até pouco tempo atrás era tido como ouro liquido de tão caro que era.









“NÃO COMPREENDO”
Não, não compreendo.
Porque me pagas com água
O que te dei em azeite.
Água é do que sou feita!
Tive de ir à prensa pelo azeite!
Esse azeite que te dei
Foi prensado de mim
Mas nunca teriam fim
As vezes que à prensa fosse
Ainda que já só saísse
Algo mais amargo que doce
Ainda era azeite de mim
Prensada até ao fim.
Não, não compreendo
Essa paga que me dás.
Achas que azeite é água?
Águas te dão jorrando as fontes
Águas te dou eu aos montes
Também jorrando de mim
Sem passar pelo Getsêmani !
Poema Luzitano

E não é de hoje que já encontramos um azeite aceitável nas prateleiras dos supermercados com um custo beneficio bacana. Normalmente, os azeites mais leves e doces são mais próprios a serem usados em saladas, legumes e carnes brancas. Os mais acentuados são melhor aproveitados se usados em carnes vermelhas e cozidos.No Nordeste é conhecido como azeite doce.


O nosso azeite é importado, o Brasil ainda não detem a cultura das oliveiras,por isso somos o sétimo maior importador mundial, mas há quem diga que numa cidadezinha no interior de Minas gerais, mas precisamente em Maria da Fé, está acontecendo uma revolução, parece que já se colheu e se prensou o primeiro azeite brasileiro. 
Leia a nota abaixo:


A EPAMIG- Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais é pioneira nas pesquisas sobre à oliveira desde 1986, especialmente na seleção de variedades mais adequadas às condições brasileiras de clima e na produção de mudas de qualidade. As pesquisas sobre as oliveiras estão concentradas na Fazenda Experimental de Maria da Fé, uma pequena cidade do Sul de Minas Gerais, com resultados muito promissores para o desenvolvimento da cultura no Brasil.


No dia 29 de Fevereiro de 2008, foi realizada com sucesso a primeira extração de azeite de oliva em terras brasileiras, e na análise de laboratório, o óleo extraído foi classificado como extra-virgem, comparável aos melhores do mundo, com índices de acidez entre 0,3 a 0,7.


Então a estrela do dia será dedicado ao azeite, um produto que cada vez mais, está na mesa dos brasileros , proporcionando bem estar e saúde.

"Azeite Seu Coração com Azeite de Oliva Espanhol. E viva!!".

Manoel Belzega - Teresina/Piauí


O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das oliveiras. Trata-se, pois, de um alimento antigo, clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas.


Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares.


A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco.


Você sabia
São necessárias de 1.300 a duas mil azeitonas para produzir 250 mililitros de azeite. O azeite da oliveira deve ser produzido somente a partir de azeitonas e não podem ser denominados desta forma óleos extraídos por solventes ou re-esterificação, nem misturas com outros tipos de óleo.
Azeite de Argan

O azeite mais caro é o “Azeite de Argan”. A garrafa de um extra virgem de 20 cl pode atingir 17 €. A Argan é uma árvore que se encontra em Marrocos e tem até 10 m de altura. O fruto tem a dimensão de uma noz e a grande curiosidade é que é apanhado pelas cabras, que o comem e logo cospem as sementes dos frutos, que o pastor recolhe. O azeite de Argan é o mais caro do mundo por que também é chamado de ouro líquido de Marrocos.  



Na atualidade, os métodos tradicionais de processamento da azeitona deram lugar a processos modernos de extração, utilizando variação de pressão e temperatura. Com isso, o método tradicional de prensagem a frio quase não existe mais e classifica-se o azeite segundo seu processo de produção da seguinte forma:


Azeite de oliveira virgem, obtido por processos mecânicos. Dependendo da acidez do produto obtido, este azeite pode ser classificado como sendo do tipo extra, virgem ou comum. O azeite virgem apresenta acidez máxima de 2%.


Azeite de oliva refinado, produzido pela refinação do azeite virgem, que apresenta alta acidez e incidência de defeitos a serem eliminados na refinação. Pode ser misturado com o azeite virgem.


Azeite extra-virgem. O azeite não pode passar de 0,8% de acidez (em ácido oléico) e nem apresentar defeitos. O órgão que os regulamenta e define quais defeitos são catalogados é o Conselho Oleícola Internacional.


Azeite de oliva comum é obtido da mistura do azeite lampante, inadequado ao consumo, reciclado por meio de processos físico-químicos e sua mistura com azeite virgem e extra-virgem. O azeite de oliva comum não possui regulamentação.


Importante Saber

Ao consumir o produto, é aconselhável que se verifique sua acidez e data de validade. Normalmente o azeite deve ser consumido em 12 meses. Antigamente era possível encontrar no comércio azeites de primeira e de segunda prensagem mas atualmente o processo é único e o azeite é prensado uma única vez a frio ou pela variação de pressão e temperatura.


É muito mais comum encontrar os azeites extra-virgens engarrafados sendo aconselhável que se procure azeites engarrafados em embalagens mais escuras, já que a incidência de luz cataliza a oxidação do produto. Já aos óleos de oliva é muito mais comum que sejam comercializados em lata. Para estes, o ponto de solda da lata pode em algumas vezes oxidar o produto.


Ao estocá-lo, leve em conta que a luz, o calor e o ar são altamente prejudiciais ao produto, que deve ser armazenado em locais frescos, com pouca ou nenhuma incidência de luz. Pode-se evitar a ação da luz ao se embrulhar o azeite com pano ou guardanapo. Apesar de comumente usados os bicos dosadores também podem facilitar a oxidação e devem ser evitados. É aconselhável que se consuma o azeite o mais rápido possível após sua abertura, e portanto é melhor que se armazene-o em embalagens menores, que sejam consumidas tão logo sejam abertas.


A cor do azeite algumas vezes pode indicar nuances em seu sabor. Normalmente os azeites mais verdes tem aromas e sabores mais frutados. Quando degustado, normalmente são utilizados frascos pequenos e de tamanho específico, de cor azul cobalto que evitam que o profissional seja influenciado pela cor do líquido. Antes de degustado o copinho é aquecido por alguns segundos na palma da mão, de modo a provocar a libertação do aroma do sumo. O degustador em seguida absorve um pouco do líquido da mesma forma que faz uma degustador de vinho, puxando-o através do ar e espalhando-o com a língua por toda a boca para que se possa sentir o sabor.


O aroma do azeite não deve indicar a presença de defeitos como ranço ou mofo. O seu gosto deve ser frutado e pode conter outros aromas como o de ervas, plantas ou pasta de azeitona, pode ainda conter alguns traços importantes, tais como gosto amargo ou levemente picante, indicando a presença de polifenóis. Elementos como sabor metálico, avinagrados ou acidez perceptível são fatores negativos ao paladar e indicam um azeite de baixa qualidade.


Benefícios do azeite para a saúde


O óleo de oliva possui várias substancias benéficas à saúde. Ele pode reduzir a quantidade de LDL (mau colesterol) do organismo, devido a sua grande quantidade de gordura monoinsaturada, o fator importante é que essa gordura não se transforma em colesterol. Esse fator reduz o risco de infarto ou AVC, uma vez que o consumo regular do óleo de oliva reduz a formação de placas de ateroma nas paredes dos vasos sanguíneos.


Outro fator importante para a saúde é que o óleo de oliva previne oxidações biológicas porque é rico em polifenóis, que reduzem a formação de radicais livres. Os radicais livres são muito nocivos à saúde pois são responsáveis pelo envelhecimento, e doenças degenerativas, como o câncer por exemplo.


Cientistas observaram que os povos das regiões do mediterrâneo tem vida mais saudável com baixo nível de infarto e câncer, por esses povos serem os maiores consumidores do óleo de oliva, e outras substâncias de uma dieta saudável, como peixe e verduras.

Então bom proveito e mais azeite pra você.

 
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