domingo, 19 de dezembro de 2010

CEIA DE NATAL - COMO SURGIU

A ceia de Natal no Brasil tem influência tipicamente européia. Assim como na maior parte do mundo, as ceias de Natal do Brasil constituem de grandes refeições geralmente tendo como prato principal o peru. Além do peru, constituem elementos típicos da ceia de Natal presunto, chester, pernil de porco, rabanada, bolinho de bacalhau e nozes. O panetone, de origem italiana, é outro item típico na ceia de natal brasileira.


Nos Estados Unidos os itens principais da ceia de Natal são o peru e presunto. Em Cuba, República Dominicana e Porto Rico o destaque da ceia de Natal fica com o pernil de porco. Na República Tcheca e Eslováquia a ceia de Natal contém sopa de peixe, carpa assada e salada de batata. Na Alemanha há muitas variações regionais, sendo alguns pratos que se destacam, dependendo da região, são carpa, batata de salada com salsicha, sopa de vegetais, pato, salsichas, batata cozida e ganso.


Já na França a ceia de Natal é uma grande refeição. A comida é geralmente de origem luxuriosa, podendo incluir lagosta, ostra, escargot e foie gras. Na França o peru também é um prato popular na ceia de Natal. Vinho de qualidade geralmente é consumido nas ceias de natal francesas, assim como champagne ou outro espumante.




Para muitas pessoas a ceia Natalina está ligada a última ceia de Jesus cristo ao lado dos seus discipulos, esta talvez seja uma resposta plausivel, mas a comemoração religiosa do Natal só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I levou a cabo um estudo intensivo sobre a data de nascimento de Jesus Cristo e acabou por estabelecer oficialmente o dia 25 de Dezembro para as celebrações.


"Durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal."



A festa do Natal foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã. Uma das tradições mais marcantes do Natal é a Árvore de Natal. O mundo inteiro comemora o Natal, sendo que todos possuem maneiras próprias de comemorar.


O Natal na Itália
SAUDAÇÃO: “Buon Natale".
O Natal na Itália é cheio de conhecimento ligado ao significado religioso. Quando acaba a ceia, as pessoas esperam a meia-noite jogando cartas, até o momento em que poderão abrir os presentes e ir à Missa da Meia-Noite. As festas se concluem com a "Epifania", dia 6 de Janeiro, dia em que os reis magos deram os presentes ao Menino Jesus.


O Natal na Suécia:
SAUDAÇÃO:"God Jul".
O Natal na Suécia é dos mais típicos e tradicionais, em especial porque o país está situado no extremo norte da Europa e sempre tem um Natal coberto de neve. Na Suécia é costume enterrar, no dia 25 de dezembro, uma semente de cevada. Quando chega a germinar, o que não é nada fácil, o acontecimento é considerado prenúncio de boas colheitas.




O Natal em Portugal:
SAUDAÇÃO:"Boas Festas".
O Natal é uma dos festejos mais importantes no país. Em Portugal, as celebrações têm um grande pendor religioso. No entanto, o aspecto mais importante e que predomina é da festa da família, ocasião para por as desarmonias de lado, voltar ao local de procedência e comemorar com os pais, avós e outros familiares. A comemoração religiosa do Natal começa à meia-noite do dia 24 de Dezembro com a Missa do Galo. O objetivo é festejar o nascimento de Jesus Cristo, que a Igreja Católica atribui a este dia. Os fiéis vão à Igreja para a cerimônia, voltando após para a sua casa onde se reúnem para a ceia e abrem os presentes. A denominação de Missa do Galo deve-se à lenda que afirma que um galo cantou nessa hora para anunciar o nascimento de Jesus Cristo.


O Natal na Espanha:
SAUDAÇÃO:"Feliz Navidad".
O verdadeiro Natal só começa no dia 22 de dezembro que é o dia em que se realiza o sorteio da Loteria de Natal. Este sorteio é o mais importante do mundo pela sua propagação em toda a Espanha. Esse é o ponto de partida do Natal. A tradição da Nochebuena (noite antes do Natal) é totalmente familiar, por costume, os bares e restaurantes não abrem nessa noite. Faz-se uma ceia em família, com menu variado, sendo o mais comum o marisco ou as aves. As sobremesas, são torrões e tortas, alguns doces de origem árabe com amêndoas e mel. Às 12 horas, os católicos praticantes, dirigem-se à igreja para a tradicional Missa do Galo.




O Natal na França:
SAUDAÇÃO: "Joyeux Noel".
Feirinhas natalinas, concertos nas igrejas, a espera de Papai Noel e os pratos peculiares são algumas das tradições natalinas francesas. Os franceses, como bons mestres da melhor cozinha, preparam com requinte a ceia de Natal. É comum comer patê de fígado de ganso, uma espécie de embutido de cor branca que se chama "boudin blanc” e peru assado. Como sobremesa, se serve “la bûche de Noël”, um pastel em forma de tronco recoberto de chocolate e recheio de creme ou trufa.


O Natal na Alemanha:
SAUDAÇÃO:"Frohliche Weihnachten".
A Alemanha é o país que, de acordo com os historiadores, viu nascer a árvore de Natal por volta do século VIII e, portanto os pinheiros adornados enfeitam praças e lugares em todas as cidades durante o mês de Dezembro.


O Natal na Grécia:
SAUDAÇÃO:"Eftihismena Christougenna".
As Festas na Grécia são comemoradas com sobriedade. O São Nicolau é importante na Grécia por ser o santo padroeiro dos Marinheiros e navegantes em geral.


O Natal na Polônia:
SAUDAÇÃO:"Boze Narodzenie".
Para os poloneses, a véspera de Natal é um momento do recolhimento e de harmonia com a família. Na Polônia, as tradições natalinas tem como maior característica a construção de presépios em casas, igrejas, em praças das cidades, e nas vitrines das lojas, assim como nos ambientes de trabalho, entre outros.


NATAL NA LAPÔNIA:
SAUDAÇÃO:"Hauskaa Joulua".
A região da Lapônia, na Finlândia, consta na história como a terra da lenda do velho Nicolau, o Papai Noel. O mais interessante é que o Papai Noel da Lapônia recebe aproximadamente 700 mil cartas por ano, de cerca de 150 países, com pedidos de presentes, principalmente brinquedos.




Em todo o universo constatamos que as festividades natalinas apresentam características próprias e culturais, porém eivadas do cunho mercantil. Cabe a nós, nestes dias de confraternização natalina abdicar dessa cultura mercantilista que nos foi imposta e pregar que Jesus não está indefeso numa manjedoura, mas que nasceu, cumpriu todo o propósito de Deus, morreu, ressuscitou e hoje reina sobre nossos corações e pensamentos pelo poder do Espírito Santo, que está em nós como Senhor de nossas vidas.

sábado, 18 de dezembro de 2010

FOGÃO SOLAR , SERÁ O NOSSO FUTURO????

Hoje muito se fala em cozinha sustentavél e existe um estudo profundo sobre este tema, ainda não consegui fazer a minha experiência com esse tipo de fogão, mas irei fazer,acho de extrema importãncia nos dias de hoje.


Leia o estudo do cientista  Mark Aalfs da  Solar Cookers International, é muito interessante.
Para falar com ele mande um e-mail para aalfs@yahoo.com.



Princípios dos Projetos dos Fogões Solares de Caixa

A proposta desse artigo é resumir os princípios básicos que são usados nos projetos de fogões solares de caixa.
As pessoas usam os fogões solares principalmente para cozinhar e pasteurizar água, embora outros usos estão sendo continuamente desenvolvidos. Numerosos fatores, incluindo acesso a materiais, disponibilidade de combustíveis tradicionais para cozinhar, clima, preferências culinárias, fatores culturais, capacidade técnicas, afetam a aproximação das pessoas ao cozimento solar.


Com o entendimento dos princípios básicos da energia solar e o acesso de materiais simples como papelão, folhas de alumínio e vidro, qualquer um pode construir um esquema de fogão solar eficiente. Este artigo lista os princípios básicos para o projeto de um fogão solar de caixa e identifica largo campo de materiais potencialmente úteis para a sua construção.


Estes princípios são apresentados em termos gerais de tal forma que eles possam ser aplicados em uma grande variedade de problemas de projetos. Seja a necessidade de pasteurizar água, cozinhar comida, secar peixe ou grãos; os princípios básicos de energia solar, da transferência de calor e aplicação de materiais. Nós aguardamos ansiosamente por informações sobre a aplicação de uma grande variedade de materiais e técnicas por parte das pessoas que fazem o uso direto da energia solar.


A seguir, os conceitos gerais que são relevantes para a modificação de um fogão solar de caixa:


PRINCÍPIOS DE AQUECIMENTO


O propósito básico de um fogão solar de caixa é aquecer as coisas: cozinhar comida, purificar água e esterelizar instrumentos - para citar poucos.


A caixa solar cozinha porque o interior da caixa é aquecido devido à energia do sol. A luz do sol, tanto direta quanto refletida, entra na caixa através do topo de vidro ou plástico. Ela se torna energia calorífica e é absorvida por um um prato preto absorvente ou vasilha de cozimento. Esse calor interno faz com que a temperatura dentro do fogão solar de caixa aumente até que a perda de calor dentro do fogão seja igual ao ganho. Temperaturas suficientes para cozimento de comida ou pasteurização da água são facilmente alcançadas.


Dadas duas caixas que têm a mesma capacidade de retenção de calor, aquela que tem maior ganho, devido à luz solar mais forte ou a luz solar adicional devido a um refletor, ficará mais quente lá dentro.


Dadas duas caixas que tenham igual ganho de calor, aquela que tiver melhor capacidade de retenção de calor - melhor isolamento na paredes, fundo e topo - , irá alcançar uma temperatura interior mais alta.




A. GANHO DE CALOR


Efeito estufa: Esse efeito resulta do aquecimento em espaços fechados nos quais a luz solar passa através de um material transparente tal como vidro ou plástico. A luz vísivel facilmente passa através do vidro e são absorvidas e refletidas por materiais dentro do espaço fechado.


A energia luminosa que é absorvida pela vasilha escurecida e pelo prato absorvente escurecido abaixo das vasilhas é convertida em energia calorífica, que tem que um maior comprimento de onda e que irradia do interior dos materiais. A maior parte dessa energia radiante não consegue passar de volta através do vidro e então fica presa no espaço fechado.


A luz refletida também é absorvida por outros materiais dentro da caixa ou, porque ela não mudou seu comprimento de onda, passa de volta através do vidro.


Decisivo para a performance do fogão solar, o calor que é coletado pelo prato absorvente de metal preto e as vasilhas é conduzido através desses materiais para aquecer e cozinhar a comida.


Orientação do vidro: Quanto mais diretamente o vidro estiver voltado para o sol, maior será o ganho de calor solar. Embora o vidro seja o mesmo na caixa 1 e na caixa 2, mais luz solar passa pelo vidro na caixa 2, porque ele está voltado mais diretamente para o sol. Note que a caixa 2 também tem uma maior área de parede através da qual o calor é perdido.


Refletores, ganho adicional: Um refletor simples ou múltiplos refletores refletem luz solar adicional através do vidro e dentro da caixa solar. Essa energia solar adicional resulta em temperaturas mais altas.





B. Perda de Calor


A Segunda Lei da Termodinâmica diz que o calor sempre viaja do corpo mais quente para o corpo mais frio. O calor dentro de um fogão solar de caixa é perdido de três maneiras básicas: Condução, Radiação e Convecção


Condução:
O cabo de metal de uma panela em uma trempe acesa ou no fogo se torna quente devido à transferência de calor através do material da panela em direção ao material do cabo. Da mesma forma, o calor em uma caixa solar é perdido através das moléculas da folha de estanho, do vidro, do papelão, do ar, do isolante, até o ar fora da caixa.


O prato absorvente de calor solar conduz o calor para o fundo das vasilhas. Para prevenir a perda de calor por condução através do fundo do fogão, o prato absorvente é elevado usando um pequeno espaço isolante, como na figura 6.


Radiação: As coisas que são mornas ou quentes - fogo, fogão ou vasilhas com comida em um fogão solar - liberam ondas de calor ou irradiam calor nas suas redondezas. Essas ondas de calor são irradiadas a partir objetos mornos através do ar ou do espaço. A maior parte do calor irradiado liberado pela vasilha morna dentro da caixa solar são refletidos da folha e do fundo de vidro para as vasilhas e a bandeja do fundo. Embora os vidros transparentes façam uma armadilha para a maior parte do calor radiante, algum calor realmente escapa diretamente através do vidro. O vidro prende o calor radiante melhor do que o plástico.



Convecção: As moléculas de ar movem para dentro e para fora da caixa através das frestas. Elas sofrem convecção. As moléculas de calor aquecido dentro da caixa solar escapam, primeiramente através das frestas ao redor do tampa do topo, um lado da abertura da "porta do forno" ou por imperfeições na construção. O ar frio de fora também entra por estas aberturas.


C. Estocagem de Calor:
Como a densidade e o peso dos materiais dentro da armação isolada do fogão solar de caixa cresce, a capacidade do fogão reter calor cresce. No interior da caixa, a inclusão de materiais pesados tais como rochas, tijolos, panelas pesadas, água ou comida pesada tornam mais longo o tempo de aquecimento por causa da capacidade adicional de estocar calor. A energia que entra é armazenada como calor nesses materiais pesados, aquecendo lentamente o ar na caixa.


Esses materiais densos, carregados com calor, irradiarão o calor dentro da caixa, mantendo-o aquecido por um período mais longo no final do dia.


EXIGÊNCIAS DE MATERIAIS


Existem três tipos de materiais que são tipicamente usados na construção das caixas solares. Uma propriedade tem que ser considerada na seleção dos materiais: é a resistência à umidade.


A. Material estrutural
B. Isolamento
C. Material transparente
D. Resistência à umidade


A. Material estrutural
O material estrutural é necessário para que a caixa tenha e mantenha a forma dada e dure ao longo do tempo.


Os materias estruturais incluem papelão, madeira, compensado, alcatex, masonite, bambu, metal, cimento, tijolos, pedra, vidro, fibra de vidro, palha trançada, palha, plástico, papel machê, clay, terra batida, metais, casca de árvores, tecido engomado com cola ou outro material.






Muitos materiais que funcionam bem como estruturais são muito densos para serem bons isolantes. Para conseguir integridade estrutural e boas qualidades de isolamento, é necessário separar os materiais estruturais dos materiais de isolamento.


B. Isolamento
Para que a caixa mantenha as temperaturas interiores altas o bastante para o cozimento, as paredes e o fundo da caixa devem ter bom valor de isolamento (retenção de calor). Bons materiais isolantes incluem: folha de alumínio (refletor de radiação), penas (penas de baixo são melhores), fibra de vidro entrelaçada, lã de pedra, celulose, casca de arroz, lã, palha e jornal amassado.

Quando construir um fogão solar, é importante que o material cerque por todos os lados a cavidade de cozimento da caixa solar, com exceção do lado transparente – geralmente o topo. Materiais isolantes devem ser instalados de tal forma que permitam o mínimo de condução de calor do material estrutural da caixa interna para o material estrutural da caixa externa. Quanto menor a perda de calor, mais alta é a temperatura de cozimento.


C. Material transparente
Pelo menos uma superfície da caixa deve ser transparente e estar voltada para o sol para permitir a aquecimento pelo "efeito estufa". Os materias transparentes mais comuns são vidros e plásticos para alta temperatura, tal como plástico para assar em forno. Duplo envidraçamento usando ou vidro ou plástico afeta tanto o ganho quanto a perda de calor. Dependendo do material usado, a transmitância solar – ganho de calor – pode ser reduzida de 5 a 15%. De qualquer forma, a perda de calor através do vidro ou plástico é cortado pela metade e com isso o desempenho da caixa solar é aumentado.


D. Resistência à umidade
A maior parte da comida que é preparada no fogão de caixa solar contém umidade. Quando a água ou comida é aquecida na caixa solar, a pressão do vapor é criada, direcionando o vapor de dentro para fora da caixa. Existem várias maneiras que a umidade pode viajar. Ele pode escapar diretemante através das frestas e brechas da caixa ou forçar as paredes e fundo se não houver barreira para o vapor. Se a caixa é projetada com alta qualidade de vedação e barreira para umidade, o vapor da água pode ser retido dentro da câmara de cozimento. O projeto da maioria dos fogões solares de caixa, é importante que a maior parte da superfície interna seja uma boa barreira para o vapor. Esta barreira irá previmir que a água cause danos ao isolamento e à estrutura do fogão devido à lenta migração do vapor de água através das paredes e do fundo do fogão.


PROJETO, DIMENSÃO e OPERAÇÃO


A. Tamanho da caixa
O fogão de caixa solar deve ser dimensionado considerando os seguintes fatores:


O tamanho deve ser suficiente para caber a maior quantidade de comida cozida comumente;


Se a caixa precisar ser movimentada freqüentemente, o fogão não deve ser muito grande para não dificultar essa tarefa;


A caixa deve acomodar os utensílios de cozinha que estão disponíveis e que são normalmente utilizados.


B. Razão entre a área de coleta e o volume da caixa
Com todas as outras características permanecendo iguais, quanto maior a área de coleta da luz solar da caixa em comparação com a área de perda de calor na caixa, temperaturas mais altas de cozimento serão alcançadas.


Dadas duas caixas que tenham as áreas de coleta da luz solar de igual tamanho e dimensão, aquela que for de menor profundidade ficará mais quente porque ela tem menor área de perda de calor.


C. Dimensões da caixa solar
Um fogão de caixa solar virado para o sol do meio dia deve ser mais comprido em sua dimensão leste-oeste para fazer um melhor uso do refletor durante um período de várias horas. Como o sol atravessa os céus, essa configuração resulta em uma temperatura de cozimento mais constante. Com fogões quadrados ou aqueles tem mais dimensão norte-sul, uma maior porcentagem da luz solar do começo da manhã e do final da tarde é refletida do refletor para o chão, não atingindo a área de coleta de luz da caixa.


D. Refletores
Um ou mais refletores são empregados para refletir luz adicional na caixa solar de maneira a aumentar a temperatura de cozimento. Embora seja possível que o fogão solar funcione sem refletores em regiões equatoriais, onde o sol está mais elevado, os refletores solares aumentam significantemente a temperatura nas regiões temperadas do mundo. Veja Refletores - figura 4.


OPERAÇÃO DO FOGÃO DE CAIXA SOLAR
Uma das belezas dos fogões de caixa solar é sua facilidade de funcionamento. Para cozinhar ao meio-dia na latitude de 20° N - 20° S, o fogão de caixa solar sem refletor precisa de um pequeno reposicionamento para ficar voltado para o sol enquanto ele se move através do céu de meio-dia. A caixa com a face voltada para cima e o sol está alto no céu por boa parte do dia. As caixas com refletores podem ser posicionadas em direção ao sol da manhã e da tarde para fazer o cozimento nestas partes do dia.


Fogões de caixa solar com refletores nas zonas temperadas realmente trabalham em temperatura mais alta se for reposicionado em direção do sol a cada uma ou duas horas. O ajuste de posição torna-se menos necessário quando a dimensão leste-oeste da caixa é relativamente maior do que a dimensão norte-sul.


FATORES CULTURAIS
Além dos aspectos técnicos básicos do projeto do fogão de caixa solar, fatores incluindo cultura, tecnologia apropriada e estética tem um papel maior no sucesso da transferência da tecnologia da caixa solar de cozimento.


Através dos séculos, o poder do sol tem sido explorado de numerosas maneiras. Com o cozimento solar, assim como com outros esforços, algumas abordagens funcionam melhor do que outras. A tecnologia que é projetada para eficientemente executar uma determinada tarefa quando atende certos padrões ambientais, sociais, culturais, estéticos e de uso é freqüentemente chamada de "tecnologia apropriada."


Infelizmente, o campo de cozimento solar tem sua parte de estratégias que falham em testes técnicos e sociais básicos. Por exemplo, os fogões parabólicos podem cozinhar comida, mas quando comparados com o método da caixa solar, eles são mais difíceis de construir, necessitam de material especial e precisam ser constantemente reposicionados, podem queimar a comida e não são plausíveis de serem aceito na maioria dos contextos sociais e culturais. De fato, por causa da boa divulgação de falhas nos inventos feitos na maioria dos projetos desenvolvidos nos anos 60, muitas ainda acreditam que a cozinha solar não é viável.


Quanto mais determinado projeto de fogão solar se aproxima de um critério tecnológico apropriado, mais provavelmente ele será aceito por aqueles que vão usá-lo. Uma aproximação de baixa tecnologia é simplesmente cavar um buraco raso no chão, isolar o fundo com grama ou folhas secas, colocar comida ou água em um recipiente escuro e colocar um vidro tampando o buraco. Já em uma aproximação de alta tecnologia, os mesmos princípios podem ser usados com material de construção e isolamento e envidraçamento de baixa emissividade, integrando o fogão solar na arquitetura do lado sul da cozinha contemporânea. A porta do forno solar pode ser na parede a uma altura conveniente, próxima ao forno de microondas.




Fogões solares de caixa feitos de papelão são apropriados para muitas culturas porque os materiais são abundantes e baratos. Mas as desvantagens do papelão incluem susceptibilidade a danos causados pela umidade e uma falta de durabilidade comparada com muitos outros materiais.


Estética é freqüentemente importante. Culturas que tem formas arredondadas como norma podem rejeitar todo o conceito de cozimento solar porque a caixa é quadrada. E certas camadas sociais podem rejeitar o papelão porque ele é um material muito barato para eles usarem.


É importante que os princípios básicos do projeto solar não sejam rejeitados por causa da falha de um invento solar em particular ou por causa de método de transferência de tecnologia!


Certamente, uma das vantagens das pessoas projetarem seus próprios fogões solares de caixa é que elas aplicarão os princípios solares usando seus próprios materiais e senso estético. As pessoas que constróem suas casas em mobília de madeira ou bambu, é possível que incluam esses materiais nos seus projetos solares. A decoração da superfície das caixas solares usando várias pinturas e texturas também ajudam a integrar os fogões a dadas culturas. Existem muitas formas que podem servir à função solar.


A localização do fogão solar e da atividade de cozimento, permanência ou portabilidade do fogão solar, período do dia quando ele é usado e importância do cozimento como atividade social são outros fatores que irão afetar os projetos de fogões solares.


O projeto de fogão solar no Himalaia indiano, patrocinado pelo Projeto Indo-germano Dhauladhar, é uma aplicação bem-sucedida dos princípios do cozimento na caixa solar nas necessidades de uma cultura particular. Um fogão não-portável é construído na terra duplamente envidraçado com vidro. Um forno interno de estanho é fabricado com o uso de recipientes de manteiga ou óleo. Casca de arroz possibilita o isolamento ao redor do forno de estanho.


"Materiais são derivados da economia de mercado, (vidro, tinta preta, pregos, etc.), da economia local (trabalho, madeira), e da economia de subsistência não-monetária (tijolos de barro, bambu, tecido). Usando materiais e habilidades locais fica fácil de treinar construtores e ajuda as pessoas a manterem seus fogões."2


Os participantes do Projeto Dhauladhar Project, além da adaptação dos conceitos da cozinha solar às necessidades e costumes locais, demonstraram um processo efetivo de transferência de tecnologia.


Embora esteja de certa forma além do objetivo dessa discussão, outros fatores podem ser críticos para uma implantação da cozinha solar bem-sucedida e merecem ser observados.


De modo a transferir a tecnologia da cozinha solar com sucesso de uma cultura para outra, uma ponte durável e de longa duração é um ponto crítico. Indivíduos de ambas as culturas devem formar uma ponte. Pessoas da cultura transferidora devem ter um elevado grau de sensibilidade e fazer um tempo significativo de comprometimento. Sucesso é mais provável se cultura implementadora são líderes nas suas próprias comunidades. Comunidade é, por definição, uma rede de atividades interconectadas. Para que o cozimento solar se torne parte de uma cultura local, ele deve ser considerado no contexto das atividades comunitárias tais como economia local, trabalho, saúde, atividades sociais, fontes de energia, desmatamento, educação, infra-estrutura e outros.


O cozimento solar de caixa já tem sido praticado em variadas culturas. Mas nós temos apenas arranhado a superfície. O dramático benefício potencial destes recursos em termos da fome mundial, saúde, desmatamento, ainda, está para ser realizado.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A ARTE DE AGRADECER - FELIZ NATAL

                                                     



Bem, chegamos em mais um final de ano. Presentes, cabelos feitos, unhas feitas, roupas novas, enfim, tudo de bom para nos sentirmos leves e atraentes.


Muitos encomendam a ceia, só para não fazer nada na noite de Natal e seguindo, com outras coisas deste gênero.


Falamos tantas coisas neste ano, criamos tantos pratos dos mais variáveis, salgados e doces, enfim, nos sujamos muitas das vezes de farinha de trigo, em sons e tons de alegria e até porque, fazemos tudo com amor.


Cozinhar não é apenas uma arte, cozinhar é antes de tudo um dom, diria com tom maior e é neste tom que transmito para você que me segue toda a semana, que me escreve enviando as suas críticas, mas acima de tudo, me conforta com a sua sinceridade.


Olha tudo isto será completo se você, com as suas mãos fizer a receita que vou te indicar:




01 colher de sopa de sorriso
02 tabletes de abraços apertados

06 pitadas de carinhos

08 gemas de amor


Coloque tudo em uma panela de prata, deixe o fogo baixo, do tipo morno, só pra dar um gostinho.

01 garrafa de vinho doce, não muito doce, até porque ele pode não gostar.
 300 gramas de pão fresquinho, aquele francesinho que voce adora.
 Abra o pão, apague o fogo, já virou uma espécie de creme e passe no pão e parta no meio.


Tire o aniversariante da cruz, mostre a sua casa para ele, mostre a sua mesa, com esta receita que lhe passei.


Ah! Ia esquecendo o castiçal com a vela, acenda e cante um “Parabéns Pra Você”.


E independente qual seja a sua religião, olhe para ele e diga TE AMO JESUS, PARABÉNS PELO DIA DE HOJE.

São os Votos de Natal e um Feliz Ano Novo da


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DESCOMPLICANDO O NATAL

Natal chegando, e todo mundo quer perder tempo em shoping para fazer compras , mas ninguém quer ficar dentro de uma cozinha preparando uma ceia demorada, mas se você quer arrasar no seu Natal experimente estas receitas que irei preparar especialmente para esta data e ao qual prepararei na cidade de Foz do Iguaçu.










ENTRADA

ENROLADINHO DE TENDER COM CHUTNEY DE ABACAXI
Ingredientes
1 colher (sopa) de manteiga
Meia cebola roxa picada
1 dente de alho picado
Meia colher (café) de pimenta vermelha picada
1 colher (chá) de gengibre ralado
Meia colher (chá) de curry em pó
suco de 1 limão grande
Meio pimentão vermelho picado
Meio pimentão verde picado
2 maçãs sem casca em cubinhos
1 abacaxi sem casca em cubinhos
Meia xícara (chá) de uvas-passas brancas
3 quartos xícara (chá) de açúcar
sal a gosto


Tender bolinha (com +/- 1 kg) cortado em fatias finas
20 g de manteiga gelada cortada em cubinhos


Modo de Preparo
1º - Numa panela em fogo baixo derreta 1 colher (sopa) de manteiga e doure a cebola roxa picada, 1 dente de alho picado, a pimenta vermelha picada e 1 colher (chá) de gengibre ralado.


2º - Acrescente o curry em pó e suco de 1 limão grande. Junte o pimentão vermelho picado, o pimentão verde picado, as maçãs sem casca em cubinhos, 1 abacaxi sem casca em cubinhos, uvas-passas brancas e açúcar. Misture muito bem e continue cozinhando com a panela tampada (em fogo baixo) por uns 25 minutos, até que todo o líquido tenha evaporado. Retire do fogo e deixe esfriar.


3º - Faça a montagem da seguinte forma: Pegue cada fatia de tender, coloque um pouco de chutney de abacaxi no centro e enrole como um canudinho. Faça isso com todas as fatias do tender e vá transferindo os canudinhos para uma fôrma de bolo inglês forrada com papel alumínio, preenchendo toda a fôrma. Quando terminar o último canudinho, coloque 20 g de manteiga cortada em cubinhos por cima e leve ao forno pré-aquecido a 180º C por 20 minutos.


Desenforme no prato de serviço e sirva quente ou frio.




PRATO PRINCIPAL


PERU FESTIVO
Ingredientes
3 litros de caldo de galinha
100 g de gengibre picado
1 pimenta vermelha inteira
200 ml de vinho branco seco
1 talo de alho poro cortado em rodelas
1 colher (sopa) de sal
1 ramo de cada erva ( tomilho e alecrim)
1 peru inteiro
4 colheres (sopa) de mel

Para crosta
1 ½ xícara (chá) de broa de milho salgada
1 colher (sopa) de farinha de trigo
100 g de manteiga gelada cortada em cubinhos
50 g de farofa de bacon
1 colher (sopa) de tomilho picado


Modo de Preparo
1º - Numa panela grande coloque 3 litros de caldo de galinha, 100 g de gengibre picado,1 pimenta vermelha inteira, 200 ml de vinho branco seco, 1 talo de alho poro cortado em rodelas, 1 colher (sopa) de sal, 1 ramo de cada erva ( tomilho e alecrim) , leve ao fogo alto até ferver.


2º- Amarre as coxas do peru, e prenda as asas de modo que não se soltem, coloque o peru inteiro dentro do caldo e cozinhe por aproximadamente 1 hora em fogo baixo e com panela tampada. Retire o peru da panela e coloque sobre uma grade para escorrer bem.
Dica: Reserve o caldo de cozimento para cozinhar o arroz crocante.


3º - Numa tigela misture com as mãos 1 ½ xícara (chá) de broa de milho salgada, 1 colher (sopa) de farinha de trigo, 120 g de manteiga gelada cortada em cubinhos , 50 g de farofa de bacon e 1 colher (sopa) de tomilho picado


4º - Pincele o mel sobre todo o peru cozido e salpique a farofa por todo o peru. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por aproximadamente 1 hora.


Obs.: tenha cuidado para que o forno não esteja alto demais e queime a crosta do peru.


Sirva o peru com arroz crocante


SOBREMESA


TORTA DE RABANADA
Ingredientes
6 pãezihos amanhecidos
1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite
1 vidro de 200 ml leite de coco
4 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
50 g de uva passa sem caroço
100 g de Coco ralado seco
Canela em pó para polvilhar.


Modo de Preparo
1º - Corte os pães em rodelas grossas.
2º - Forre uma assadeira redonda untada com manteiga e disponha uma camada de pães
3º - No liquidificador bata 1 lata de leite condensado, a mesma medida de leite, 1 vidro de 200 ml leite de coco, 4 ovos e 1 colher (sopa) de fermento em pó

4º - Regue a forma redonda untada com manteiga  com a mistura batido no liquidificador e polvilhe a metade da uva passa sem caroço e metade do coco ralado seco.


5º - Faça uma outra camada de pão e repita novamente o processo. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por uns 30 minutos. Desenforme depois de frio e polvilhe canela em pó.

FELIZ NATAL A TODOS

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

VOCÊ É AQUILO QUE COME. ATENÇÃO

Realmente é para prestar atenção neste video e prestar atenção naquilo que ingerimos na rua.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

GOSTO COM MUITO GOSTO - DON FABRIZIO - UM CARCAMANO MANO

Pessoas em nossa vida vem e vão, este carcamano  Mano , realmente veio para ficar. 

Fabrizio é daqueles chefes italianos autenticos, defende suas raízes com unhas e dentes e sempre procura inovar naquilo que faz, não é a toa que seu restaurante DON FABRIZIO se destaca em Arrail D'Ajuda, na Bahia. 











Nascia em Palermo, Sicília, a 150 anos atrás a paixão da família Abbate pela Culinária. Esta paixão pelos aromas e sabores do Meditarrâneo vem sendo passada de pai para filho, sempre enrriquecido pelas novidades culinárias que a todo momento desembarcavam naquele centro de comércio mundial.




Na década de noventa, Fabrizio, 5ª geração do velho Abatte, já cansado de andanças pelo velho mundo em busca de novidades, se aventura pelo Brasil. Ancioso por novas experiências, inicia um giro de 3 anos, indo desde São Paulo e Ribeirão Preto, até as matas do Pará e até o sertão Paraibano (onde nasceu o pequeno Jóshua).






Decide então fincar pé em terras tupiniquins, criar sua família e explorar as riquezas tropicais que a nova terra oferecia.


O resultado é a sutíl mistura da cozinha tradicional do Meditarrâneo com toques de tropicalidade, que nos leva a um passeio pelos prazeres de uma culinária de classe mundial. Restaurante Porto Seguro Don Fabrizio.



Este carcamano já rodou quase o Brasil inteiro em busca de ingredientes que podia agregar valores ao seu trabalho , mas foi na região de Porto Seguro que ele se encontrou. Melhor do que ele  na cozinha como chefe é o seu filho Jóshua, que dá um banho, detalhe ele apenas tem 12 anos. Se cuida carcamano!!!!!










Receita de Don Fabrizio

Role' de Berinjela Recheado de Spaghetti

Ingredientes:
Para 2 pessoas : 1 berinjela , 100 g de parmesao , 2 xicara de molho de tomate fresco bem temperado , 1 xicara de molho branco , 100 g. de mussarella de bufala , Manjeriocao de folha larga.200g. de Spaghetti


Modo de Preparo
Cortar a berinjela em fatias , frita-la . Guardar . Cozinhar a massa por 5 minutos , escorrer e mistura-la com um pouco do molho de tomate e um pouco do branco, mussarella cortada em cubos e manjericao.Em seguida deitar as fatias de berinjela em um plano , colocar em cima de cada uma um pouco dos Spaghetti e fechar em role'.Dispor em uma travessa e levar ao forno bem quente 200 graus por 5 min .Esquentar o resto do molho branco e separatamente o resto do molho de tomate, jogar em cima de cada role' assim que sai do forno ,cortar o restante da mussarella de bufala para guarnir o prato.
Servir com mais quejo ralado em cima e BUON APPETITO !


Informações sobre este Prato
Este prato e' tipico da Sicilia " Involtini di Melenzane " . As variantes sao centenas .Aqui' escolhi um recheio di Spaghetti , mas pode soltar a fantasia e colocar qualquer coisa que achar bom. Nao esquece que tratando-se de um prato que vai no forno temos que colocar sempre um creme o um molho que ajude o prato a nao ficar seco .

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

AS COISA SIMPLES DA VIDA - ALHO VILÃO OU MOCINHO

O chefe alemão mais brasileiro(Heiko Grabolle)que conheci mandou este video, ele é bom no que faz . Quero ver ele aturar a minha Sogra por 10 segundos, aí ele vai ver o que é tarefa dificil.




As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos, ou até mais, se pensarmos na visão maometana de Satã a ser expulso do Paraíso, com cebolas a brotar da pegada direita e alho da esquerda.


Em verdade, há imprecisão e controvérsias na definição de sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, que tenha sido levado para o Egito por tribos asiáticas nômades, dali tenha seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa.

Para todas as culturas, seja a indiana, a egípcia, a grega, a hebraica, a russa ou a chinesa, o alho era um elemento quase tão importante quanto o sal. O que ditou a diferença de importância foi a rejeição pelas classes mais altas, em razão do odor da planta. Nos cultos de alguns deuses gregos era vetada a entrada de pessoas recendendo a alho. Mais tarde, continuaria rejeitado pela aristocracia e, em alguns casos, pelo clero, o que fazia deste vegetal um indicador de classe social. Era entusiasticamente apreciado como alimento e medicamento pelas massas, o que fez com que o escritor francês Raspail o apelidasse de “cânfora dos pobres”, esnobismo que se provaria equivocado ao longo do tempo.


É infinita a utilização do alho na culinária. 


As cabeças de alho devem ser redondas, formes e cheias, e com a parte exterior intacta e sem manchas. Os dentes devem ser firmes, graúdos e unidos. Evite comprar cabeças de alho cujo dentes estejam soltos, moles e murchos.


Embora sejam decorativas e bonitas, as réstias de alho não devem ficar muito tempo penduradas na cozinha, pois correm o risco de secar sobrando apenas cascas. Guarde o alho em lugar fresco, seco e levemente arejado. Se for mantido em lugares úmidos e quentes, vai mofar rapidamente e murchar.

Uma boa maneira de armazenar uma cabeça de alho inteira é colocá-la num recipiente de cerâmica com orifícios para a ventilação. Desde que tomados os devidos cuidados na compra, é possível armazená-lo por até um mês. Se as condições do ambiente forem adequadas pode chegar até dois meses. Outra forma de armazenamento é esmagar o alho e colocá-lo num vidro bem limpo e seco na geladeira. Grandes quantidades de dentes de alho, podem ser descascados e guardados com óleo num vidro na geladeira ou congelado. Nunca consuma alho guardado em óleo fora da geladeira, pois em temperatura ambiente ele pode desenvolver bactérias nocivas à saúde, sendo uma grande fonte para o botulismo. Outra forma para armazená-lo seria picá-lo ou triturá-lo e secá-lo. Existem muitos produtoas à venda no mercado, onde encontramos o alho já pronto para ser utilizado, porém para obter melhores resultado recomendamos apenas o alho fresco.

Existem muitas formas de preparar o alho, mas primeiro é necessário descascá-lo. Para descascar o alho é necessário somente, dar uma leve pancada com a parte achatada da faca sobre o alho, assim a sua casca sai mais facilmente. Para descascar grande quantiades, cubra os dentes com um pano de prato e de pancadinhas com uma panela pesada. Também é possível cortar as pontas dos dentes e descacar um por um. As vezes é necessário manter intacta a forma do alho, para isso existe um descascador de alho.

Existem pessoas que aquecem o alho no microondas por um minuto, sua casca sai facilmente, mas o alho perde um pouco do seu sabor. Deixar os dentes de molho na água, também ajuda a retirar a sua casa e em certas religiões, como no candomblé, o alho só pode ser descascado assim.

Para utilizar o alho em suas receitas, você pode picá-lo, amassá-lo, fatiá-lo, cortá-lo em pedaçõs, ralar em ralador e até utilizá-lo inteiro. O dente inteiro deixa um sabor mais suave. Fatiado ou picado o seu sabor fica mais presente e amassado fica mais forte, devido a liberação da alicina.


O aroma do alho é um dos mais exitantes da cozinha, mas se for cozinhado de forma errada, pode estragar um prato. O erro mais comum é cozinhar o alho em fogo alto, pois ele queima rapidamente e seu gosto torna-se amargo. Quando for sautear, fritar ou refogar o alho, deve se tomar sempre bastante cuidado para o alho não queimar.


Dar uma fervura no alho, preserva a sua forma e o sabor fica mais delicado. Nesse caso não é necessário tirar a casca, pois ela sairá facilmente e se quiser fazer um purê de alho é só continuar o cozimento até que os dentes estejam bem macios para serem amassados.


Assar o alho no forno é uma forma de potencializar o seu sabor e aroma e dar uma cor de caramelo ao alho (forma mais utilizada para fazer bruschettas). Você também, pode assar o alho com aguá, assim ele será cozinhado ao mesmo tempo e terá um resultado com sabor mais ameno.


Outra forma de utilizar o alho seria grelhando-o: grelhar os dois lados do dente, virando quando um dos lados estiver marrom. Usar como se fosse assado, mas o sabor fica mais marcante.

O alho também é utilizado para fazer a Vinha D’alho, mais conhecida como marinada e que tem a finalidade de conservar e dar gosto especial a certos tipos de carne.

Para evitar ficar com cheiro de alho nas mãos, algumas pessoas esfregam as mãos no sal, no limão ou na salsa. Dizem que esfregar as mãos nas costas de uma colher de metal também adianta, mas existem um útensílio de metal, á venda em mercados, que promete tirar o cheiro de alho das mãos e parece funcionar. Também, existem sabonetes que ajudam a tirar o cheiro.









Para não ficar com bafo de alho, recomenda-se chupar limão ou cravos da índia, mascar uma semente de anis ou um raminho de salsa, beber um copo de vinho ou de extrato de clorofila. Mas a melhor solução seria oferecer alho às pessoas a sua volta, assim ninguém notará o cheiro.
Eu prefiro ficar bebendo vinho, por que os demais engordam,eu adoro alho e na minha cozinha não falta de jeito nenhum. E você o que prefere???

AGORA SE VOCÊ NÃO QUER PASSAR POR NENHUM DESSES ESTRESSE PEÇA O ALHO PICADO DO PITADA BRASIL, ALHO FRESCO E GARANTIDO SEM NENHUM CONSERVANTE ARTIFICIAL.

domingo, 12 de dezembro de 2010

CENTÉSIMO POST - REALIDADE GASTRONOMICA DO BRASIL

Nossa!!!!!!! cheguei ao centésimo post, parece que foi ontem que comecei a blogar colocando aqui o que sinto em relação a nossa gastronomia.



Não imaginava virar um blogueiro, e nem tão pouco chegar no Nº100, agora está no sangue e está dificil parar e não quero parar.

No meu centésimo post quero compartilhar um texto de um Grande chefe de cozinha que além de tudo é meu amigo , ele fez uma viagem maravilhosa recentemente como chefe esepcialista da Expedição Citroen.

Dalton Rangel sintetizou muito bem sa realidade gastronomica do nosso Brasil.



TEXTO DO CHEFE DALTON RANGEL


O Brasil é um País rico em culturas e ingredientes para a gastronomia, mas infelizmente todo esse potencial não é traduzido em fartas opções de restaurantes tipicamente brasileiros e, mesmo regionalmente, é possível perceber que não há devida valorização aos produtos locais. O brasileiro tem como tendência a apreciar mais os produtos estrangeiros do que os que são produzidos na nossa terra e também a trazer ingredientes de regiões distantes, desperdiçando alguns produtos locais.


Se pegarmos o exemplo da França, cada região do país é caracterizada por fazer um tipo de produto com Excelência como, cassis, dijon, champagne… Estudando profundamente essas regiões concluímos que o trabalho que eles fazem é fruto de muita cultura e apreciação dos produtos produzidos por eles mesmos.



BARU
 Pegando o exemplo do Brasil, temos muitas regiões com produtos fantásticos e nem sempre bem aproveitados e usados para fazer uma gastronomia sustentável e de qualidade. No cerrado encontramos o pequi, jatobá, baru, cagaita,cajazinho,mangaba, entre outras muitas opções. No Matogrosso, a carne bovina, a carne de caca e os mais diversos peixes de água doce. Em minas o Ora-pro-nobis, a galinha caipira, o fubá feito artesanalmente. No Paraná, o pinhão. E por aí vai uma lista interminável de exemplos.


Nos 30 dias viajando com a Expedição AIRCROSS, constatei que o Brasil é muito carente de identidade gastronômica e de chefs ou cozinheiros capacitados. Encontrei muita dificuldade, na maioria das regiões visitadas, para descobrir os pratos típicos da região e sua procedência. Fiquei muito triste ao ver que os moradores de cada local não se importam com a cultura gastronômica de seus antepassados, deixando assim se perder grande parte da história gastronômica da região em troca de novas tendências modernas impostas pela cultura local.




PANTANAL
Foi triste ver que no Quilombo de Petar, onde há muita história e tradição de pratos com pescados da região serem substituídos por uma modesta comida mineira. Foi triste chegar no pantanal e ver que mesmo com o passar do tempo, eles não evoluíram suas receitas e continuam comendo apenas o simples arroz carreteiro, prato saboroso, mas que surgiu de uma necessidade dos tropeiros da região de usar produtos não perecíveis em suas longas viagens. Não há aproveitamento da riqueza e diversidade de ingredientes que o pantanal oferece.


ALDEIA TRITOPÁ
Na aldeia Tritopá, percebi que a alimentação é baseada em produtos da estação, complementada por cestas básicas e farinha de mandioca, que é produzida na própria aldeia. Infelizmente eles aproveitam pouco o cerrado ao redor da tribo para alimentação do povoado, assim deixando a gastronomia Xavante pobre em ingredientes.


Por outro lado, fiquei muito contente em conhecer a região de Mambaí (GO) e uma pessoa apaixonada pelo “Cerrado”, o Zuza. Ele me mostrou o cerrado de cabo a rabo e toda sua riqueza. Infelizmente existem poucas pessoas como ele e quase todos produtos do cerrado hoje em dia estão em extinção devido à ignorância dos fazendeiros que colocam fogo na mata para substituir por infinitas plantações de soja e criação de gado. A guariroba, por exemplo, que era muito presente no cardápio de Mambaí, entrou em extinção devido à extração indevida e irresponsável.


GOIAS VELHO
A região de Goiás Velho me deixou com muita esperança, pois pude ver que ainda existe uma mobilização local para a preservação dos produtos do “cerrado” e um trabalho muito grande por parte de pequenos produtores, fazendo da matéria-prima do cerrado, um produto final para o consumidor em forma de geleias, doces, castanhas prontas, farinhas e etc.


CANANEIA
Foi incrível provar as ostras de Cananeia e evidenciar o seu frescor e sabor delicado. Preparar um ceviche com ela e contar com a aprovação dos Expedicionários, sendo que grande parte não gostava de ostra ou nunca tinha comido, foi uma grande satisfação.


Da mesma forma, foi fantástico provar o churrasco Fogo de Chão de São Luís do Purunã; a tradicional comida mineira de Diamantina e o peixe fresco do Rio São Francisco.


A gastronomia não tem fronteiras ou limites. Cada um tem que buscar sua identidade e, em cima disso, tentar fazer o melhor possível. Se pararmos pra pensar que as primeiras massas foram feitas por chineses e não pelos Italianos, concluímos com a seguinte a veracidade da frase “nada se cria, tudo se transforma” e a gastronomia Brasileira está passando por esse momento de transformação agora.

Parabéns Dalton, parabéns Mariana, Mônica e Cláudio por nos ajudar a construir a história do nosso Brasil.

Eu só tenho que agradecer a todos que compartilham comigo esta aventura maravilhosa que é o nosso Brasil. Por isso é que falo essa panela não é só minha e sim NOSSA PANELA BRASIL.










 
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