domingo, 5 de dezembro de 2010

UM ITALIANO CHAMADO CAESAR E UMA SALADA PARA NINGUÉM COLOCAR DEFEITO


Hoje fiz um almoço  de aniversário, onde o cardápio era extenso, e um dos pratos que chamou atenção talvez devido ao calor que estava fazendo, foi uma salada Caesar. Mas o que tem de especial nesta receita que habita os restaurantes pelo Brasil inteiro? e cada um com uma receita diferente?. Eu particulamente aprendi  esta tempo atrás, e é claro que já dei o meu toque pessoal.
Mas nos dias quentes de verão nada como uma saladinha para saciar a fome, não é mesmo? por isso fui a caça deste que se diz o criador desta salada, mas há controversias. Pelo sim pelo não quem ganhou fomos nós.




Caesar Cardini (nascido Cesare) (24 de Fevereiro de 1896 - 3 de Novembro de 1956) foi um chefe de cozinha italo-mexicano, proprietário de um hotel-restaurante no seu país e que imigrou para Tijuana, no norte do México. Supõe-se que tenha sido ele que no dia 4 de Julho de 1924 inventou a popular e hoje mundialmente famosa salada César que se tornou um prato na moda em Hollywood entre as celebridades, em especial de ter mudado as instalações do seu hotel uns quarteirões para um novo edifício construído em 1929 (hoje chamado Hotel Caesar's).








Outra versão se diz que foi criada em uma das cidades de Tijuana ou Ensenada (México) pelo chef Livio Santini de origem italiano no final da década de 1930, na cozinha do restaurante do Hotel Caesar's, propriedade de Caesar Cardini.


Esta versão narra como uns pilotos norte-americanos chegaram ao hotel e pediram uma simples salada, e a falta de tomates ou outros ingredientes típicos, o chef Santini seguiu uma velha receita familiar com a que sua mãe os alimentava no sul da Itália em tempos difíceis; uma salada romana, ovos, pequenos pedaços de pão fritos com azeite, queijo seco, azeite de oliva, umas gotas de molho inglesa e suco de limão. A salada foi todo um sucesso e foi denominada inicialmente como "salada dos aviadores", e com o tempo César Cardini registrou-a como própria e a internacionalizou.


Com o tempo a receita tem sido modificada para degustá-la com frango, anchovas, pão frito, bacon, camarões e muitos outros ingredientes que a enriqueceram.


A Caesar salad, conhecida em Portugal como salada César, é uma variante de salada realizada com alface romana e croûtons temperados com azeite de oliva, ovo, suco de limão, molho inglês e pimenta preta.


SALADA CAESAR MINHA VERSÃO
Ingredientes
Para os croutons:
- 2 colheres (sopa) de manteiga derretida
- 2 colheres (sopa) de azeite extra virgem
- 1 colher (chá) de sal
- 1/4 de colher (chá) de paprica picante
- 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
- Pão italiano cortado em quadradinhos



Para o molho da salada:
- 2 dentes de alho
- 4 filés de anchovas
- 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora
- 1 colher (sopa) de suco de limão espremido na hora (nos EUA, usa-se limão siciliano)
- 1 colher (sobremesa) de molho inglês (worcestershire)
- 1 colher (chá) de mostarda dijon
- 1 gema de ovo (pode substituir por 1 colher de sopa de maionese)
- 1/3 de xícara de azeite extra virgem
- 1 xícara de queijo parmesão ralado grosso 
- 1 maço de alface romana ou alface americana( mais fácil de encontrar)



Modo de Preparo
Numa tigela misture a manteiga, o azeite, o sal, a paprica picante e a pimenta do reino moida na hora. Coloque por cima dos cubos de pão na assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 25 minutos e mexendo vez em quando para tostar por todos os lados. Reserve.

Corte grosseiramente as folhas de alface romana com as mãos e coloque numa travessa.


Para o molho:
Amasse os filés de anchovas com o garfo e misture com alho até ficar uma pasta. Vá misturando a pimenta, o suco de limão, o molho inglês, a mostarda e a gema de ovo. Por último, misture o azeite. Se ficar grosso, vá adicionando azeite até ficar um líquido cremoso. Despeje o molho sobre as folhas só na hora de servir. Misture bem e espalhe o queijo ralado e os croutons.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A FAMOSA RECEITA ESPANHOLA MINEIRA

Uma boa paeja pode ser feita de inúmeros ingredientes e esta receita de Paeja Caipira faz sucesso por onde passa, é um prato completo para festas, pequenas reuniões e até para almoço de família. 







Hoje fiz esta Paeja num aniversário para 200 pessoas, e eu já falei da minha panela gigante ??? Não ???, pois bem, eu tenho uma panela que ganhei de amigos lá de Porto Seguro – BA, que é enooooorme, já até pensei em cozinhar a minha sogra para dar de comida aos cachorrinhos abandonados na rua , mais pensei, eles não merecem, pode dar dor de barriga.


Na verdade ela é uma farinheira ( onde se torra farinha), é de ferro , e para carregar a dita cuja precisa de pelo menos 3 homens. Tá!, vai!, dois fortinhos a carregam, o importante é que ela permite fazer comida pra uma porção de gente de uma vez só e suja uma panela só, agora quem vai lavar eu não sei.


Ela é ideal para este tipo de preparação, pois se assemelha á uma Paejeira que irei explicar logo abaixo o origem deste nome, já fiz outros tipos de preparações nela, tais como uma moqueca e uma vaca atolada e todas com o maior sucesso.


Mas vocês sabem a origem deste prato?? É Paeja ou Paella ??? Qual a pronuncia certa. Então vamos lá.

A paella (em castelhano e catalão) é um prato à base de arroz, típico da gastronomia espanhola e que tem as suas raízes na comunidade de Valência - daí que em Portugal seja comummente conhecido como Arroz à Valenciana.


Surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, mais especificamente na região de Albufera, região de grandes arrozais e de grande produção de verduras frescas. Originalmente um prato popular, foi criada pelos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam.


O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época.


O prato é chamado paella devido à paellera ou paella valenciana, uma espécie de frigideira, de ferro ou aço, onde são preparados vários pratos da culinária valenciana, como o arroz negro e o fideuá.


A paella ou paellera, é uma frigideira rasa e grande (diâmetro mínimo de 30 cm), com duas alças. O formato da paella favorece o cozimento do arroz por igual.


O nome Paella vem do latim "Patella", espécie de bandeja usada na Roma antiga, onde eram colocadas as oferendas aos Deuses, em rituais de fecundação da terra.


Há diversas receitas, mas a autêntica paella valenciana é a união de vários alimentos característicos da região: arroz, frango, coelho, pato, garrofó, tabella e ferraura - variedades autóctones de feijão -, tomate, azeite e açafrão (que dá a cor amarela característica do prato).


Ocasionalmente pode se adicionar alcachofras e caracois, alguns também adicionam ervilhas. Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, vôngoles, mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar).


Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as "paellas marineras" (peixe e frutos do mar)e a "paella negra", com tinta de lula.


No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.


A comunidade valenciana sempre associou a paella a um evento festivo. Devido a sua preparação laboriosa e a seus ingredientes serem um luxo para a maioria da população, durante muito tempo, quando havia uma festa, a paella era o prato escolhido.


É tradicionalmente cozida em um fogo à lenha, preferencialmente ao ar livre e normalmente preparada pelo homem.


Em Sevilha, este prato suntuoso é servido cada vez menos como um prato gastronômico nos restaurantes da cidade, mas apenas industrializado, congelado e comercializado sob o rótulo Paellador, que privilegia as porções individuais e que não tem nada de comum com o "knowhow" da cozinha espanhola.


Quanto a pronuncia os espanhóis não gostam desta pronúncia de j para para a letra ll e criticam.Faço uma analogia com o nosso português do brasil, quantas diferenças existem de pronúncias? Dentro de alguns estados mesmo já tem diferenças! Acontece a mesma coisa com a lígua espanhola, de um país para o outro a pronúncia muda, na Argentina o som do j é usado para ll e algumas regiões da Argentina.Para calle lê-se "caje", para desarollo lê-se "desarojo" e assim vai.


Já vi alguns espanhóis pronunciarem diferente para a letra ll, ao invés do lh usado no casteliano (espanhol) correto, vi usando o som ia na pronúncia e assim paella se pronunciava "paeia"!.


Quando me perguntam se paella é pronunciado "paelha" ou "paeja", digo sempre que é "paelha" pelo fato de que a origem correta da língua é da espanha mas não é errado falar paeja!


Nós brasileiros não temos culpa se os espanhóis não gostam do jeito dos argentinos falarem, penso eu que está correto nos dois casos!


O mais correto é ter a oportunidade de degustar esse maravilhoso prato que dizem as más línguas que não podemos morrer sem experimentá-lo.



Paeja Caipira

Ingredientes
3 colheres (sopa) de azeite
- 250 g de bacon cortado em cubos
- 1/2 kg de lombo cortado em cubos
- 600 g de coxa e sobrecoxa (3 coxas e 3 sobrecoxas)
- 250 g de lingüiça calabresa fresca cortada em rodelas
- 250 g de lingüiça calabresa defumada sem pele e cortada em rodelas
- 2 cebolas picadas
- 1 pimenta vermelha picada
- 8 dentes de alho esmagados com as mãos
- 4 folhas de louro
- 250 g de costela defumada cozida ao ponto de desfiar (guarde o caldo do cozimento)
- 1 litro do caldo do cozimento da costelinha defumada
- 1 envelope de tempero próprio para Paella (2 g)
- 3 litros de caldo de frango (3 tabletes de caldo de frango
 dissolvidos em 3 litros de água)
- 1/2 pimentão vermelho cortado em cubos médios
- 1/2 pimentão verde cortado em cubos médios
- 1/2 pimentão amarelo cortado em cubos médios
- 400 g de arroz parboilizado
- 150 g de ervilhas frescas
Para decorar:
- tiras de pimentão verde e vermelho
- cheiro verde picado a gosto
- ovos cozidos fatiados
- torresmo a gosto


Modo de Preparo
Numa paelleira (panela específica para o preparo de paellas) ou frigideira grande de 32cm de diâmetro coloque 3 colheres (sopa) de azeite. Doure na seqüência, 250 g de bacon cortado em cubos, 1/2 kg de
lombo cortado em cubos, 600 g de coxa e sobrecoxa (3 coxas e 3 sobrecoxas), 250 g de lingüiça calabresa fresca cortada em rodelas, 250 g de lingüiça calabresa defumada sem pele e cortada em rodelas, 2 cebolas picadas, 1 pimenta vermelha picada, 8 dentes de alho esmagados com as mãos, 4 folhas de louro.


Junte 250 g de costela defumada cozida ao ponto de desfiar, 1 litro do caldo do cozimento da costelinha defumada e 1 envelope de tempero próprio para Paella (2 g). Cozinhe em fogo médio e vá acrescentando aos poucos o caldo de frango (reserve 1 litro para cozer o arroz ) até que as carnes estejam macias.


Junte 1/2 pimentão vermelho cortado em cubos médios, 1/2 pimentão verde cortado em cubos médios, 1/2 pimentão amarelo cortado em cubos médios.Abra um espaço em forma de cruz e acrescente 400 g de arroz parboilizado e 150 g de ervilhas frescas, sem mexer. Acrescente o restante do caldo de frango, acerte o sal e cozinhe por +/- 10 minutos (se necessário acrescente mais caldo). Coloque as tiras de pimentão, abafe com papel alumínio por mais 5 minutos.
Acrescente cheiro verde picado a gosto, fatias de ovos e torresmo a gosto. Sirva imediatamente.





Depois de um dia de trabalho , vejam como minhas auxiliares voltarão.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CAL "DINHO" VERDE


Reparando bem a minha familia realmente até que tem certos dotes culinários.

DESCUBRA O WALLY
A minha irmã caçula (das mulheres)  é a Rainha dos salgadinhos e realmente os salgadinhos são um espetáculo. 

A irmã do meio adora fazer comida pesada tipo mocotó, dobradinha e outras coisas mais que ajudam a curar uma boa ressaca (e não é por mal não é uma delicia,talvez seja por causa das cervejas que ela toma). 

E a outra irmã beeeeeeeem mais velha do que eu (olha essa é que cozinha mais), ela é rainha da comida congelada, como gosta de comprar comida congelada e servir pra gente , agora entendo por que sua cozinha é um luxo só.

Agora meu irmão caçula, tchutchuco do papai, coisa fofinha, (é só olhar na foto ao lado)Leandro ou melhor "Dinho"  é o Rei do caldo verde, mas não pense que ele gostava de cozinhar nãoooo!!!!!, ele foi praticamente forçado por que senão morreria de fome.

Ele pequeno
Teve uma época quando moravamos em São Paulo, ele foi morar comigo. 
Boyzão, garotão sarado, filhinho de papai (só do papai) não gostava de fazer nada, aliás!!!, gostava sim!!!, adorava sair com meu carro pra namorar, isto ele fazia bem, ohhh!!! se fazia. Até que ele se viu sozinho em minha casa e com fome.

O moleque me liga em pleno trânsito louco de Sampa e fala o que tem pra comer??? ah!!!! que bonitinho não é mesmo, sabe qual foi minha resposta: se vira mano (eu já tava com sotaque de paulista), faz o arroz que estou com fome, ele me respondeu: mas eu não sei fazer!!!!!

Não é que ensinei o moleque a fazer arroz, falando no celular e no trânsito!!!( ainda bem que naquela época ão tinha multas)!!!.

Cresceu e virou isso
Quando cheguei em casa me deparei com o arroz pronto, mas aquele arroz que nem cachorro come, e não comia mesmo, acho que ele entendeu que iamos fazer comida japonesa, o arroz empapado sô!!!.

Bom, tudo isto para contar que depois deste episódio, ele teve que se virar, e o danado foi melhorando(pelo menos em minha casa) e começou a testar coisas na cozinha, um dia era ovo frito, outro dia ovo frito, no outro também ovo frito, só que este carregado no sal.

Ainda por cima é sofredor
Mas para minha surpresa, eis que um dia cheguei em casa e ele estava com um caldo verde pronto, nossa que delicia, eu até hoje não sei se era fome ou se estava bom mesmo, só sei que no final o safado pegou o meu carro pra sair com uma garota e ainda por cima com tanque cheio. É irmão caçula tem dessas coisas. Será que ele me engabelou???


Couve Galega
O caldo verde é uma sopa de couve galega, (aqui feita com couve manteiga)tipicamente do norte de Portugal continental, mas muito divulgada por todo o país - é provavelmente a mais famosa sopa portuguesa. É uma sopa geralmente espessa e de cor predominantemente verde, uma vez que é feita com couve cortada às tiras bastante finas. aqui no Brasil dependendo da região sofre algumas modificações.









Para uma degustação típica minhota a sopa é servida em tigelas de barro, regada com um fio de azeite, acompanhada das rodelas de chouriço e uma fatia de broa de milho( No Brasil , se bobear é servido com cerveja mesmo). Devido à sua simplicidade e leveza come-se no início da refeição ou numa ceia tardia.



É costume consumir caldo-verde depois da meia-noite, e em plena madrugada nas festas de passagem de ano

Nas festividades dos santos populares, o caldo-verde também é um dos pratos obrigatórios
A par com a canja de galinha, a sopa de caldo-verde é das sopas tipicamente portuguesas mais fáceis de preparar e das mais populares.


Segue o meu Caldo Verde e não a receita do meu irmão, tenho certeza de que ele vai mandar para ser postado aqui.


CALDO VERDE
Ingredientes

1 colher (sopa) de azeite
1 cebola pequena picadinha
1 dente de alho picadinho
2 batatas médias

1 tablete de caldo de galinha
1 colher ( sopa ) rasa de sal ou a gosto
5 xícaras (chá) de água

1 xícara (chá) de couve manteiga cortada em tiras
1 lingüiça portuguesa(ou choriço de carne) defumada cortada em rodelas

Modo de Preparo
Na panela de pressão e em fogo médio doure no azeite a cebola e o alho, coloque a batata, caldo de galinha, óleo, água e sal. Cozinhe por cerca de 10 minutos, começar a contar o tempo depois que a panela começar a chiar, até a batata desmanchar. Em seguida, bata tudo no liquidificador.

Acrescente as rodelas de linguiça portuguesa ( ou choriço de carne) e ferva por uns 5 minutos. Desligue o fogo e adicione a couve manteiga
Na hora de servir, coloque um fio de azeite ou croutons


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CHEFE MARCIO MOREIRA - CHURRASCO MAIS VOCÊ

Mais uma para recordar olha eu ajudando no churrasco do Mais Você



PIPOCA QUEREMOS PIPOCA

Ontem fui ao cinema levar a minha filha para assistir um filme, quarta feira o cinema aqui sempre é mais barato e acredito que no Brasil inteiro, o que diga minha irmã que mora em Santos, toda quarta-feira ela bate cartão religiosamente.


A primeira coisa que minha filha me perguntou se iriamos comprar pipoca. Eu queria saber o que eles fazem para aquela pipoca cheirar tanto e impregnar o nosso cerebro para fazer a gente comprar. Acho que eles devem colocar alguma essência de manteiga, bacon ou sei lá,  só sei que é bom, ou se é!!!!!!





Só o preço que é salgadinho né???? eu não sei como eles fazem o custo para aquilo ser tão caro. Acho uma afronta, mais fazer o quê, faz parte. Então vamos nós, hu huu , viva a Pipoca!!!

Diferente dos filmes do walt Disney o milho não é aquele em que vemos o Pateta colhendo no milharau e colocando no fogo para estourar, bem que podia ser assim né.





É muito provável que a pipoca tenha origem na América, anos antes de Cristóvão Colombo ter chegado por aqui. Mas o grão também era cultivado na China, Sumatra e Índia. O mais antigo registro data de mais de 5.600 anos, graças a um fóssil achado na cidade de Cueva de Murciélagos, no centro-oeste do Novo México.


Alguns relatos contam que o milho de pipoca era parte essencial de cerimônias astecas do início do século XVI. Dizem que muitas jovens praticavam a dança de adoração ao milho e enfeitavam suas cabeças com guirlandas confeccionadas com o grão, que também era o principal alimento desse povo. Além disso, servia como decoração para penachos, colares e adornos das imagens de seus deuses, como o da chuva e o da fertilidade. Outros documentos da época falam de uma cerimônia para os deuses astecas, protetor dos pescadores, na qual o milho aquecido estourava, transformando-se numa flor branca que era oferecida ao deus da água.


Os primeiros europeus que chegaram ao continente americano não conheciam a pipoca e a descreveram como um salgado à base de milho usado pelos índios, tanto como alimento quanto como enfeite de cabelo. Sementes de milho usadas para fazer pipoca foram encontradas por arqueólogos não só no Peru, como também no atual Estado de Utah, nos Estados Unidos, o que sugere que ela fazia parte da alimentação de vários povos americanos.


Sabe-se, porém, que inicialmente os índios preparavam a pipoca com a espiga inteira sobre o fogo. Depois, passaram a colocar somente os grãos sobre as brasas, até inventarem outro método: cozinhar o milho numa panela de barro com areia quente.


Outros tesouros encontrados por arqueólogos confirmam a existência do milho para pipoca no passado. São eles: utensílios para cozinhar pipocas que datam das culturas pré-incas, no Peru; uma urna funerária datada do ano 300, da época antediluviana, no México; e uma gravação de um deus do milho com um penacho decorado com milho de pipoca. Em resumo, as investigações têm provado que os antecessores da maioria das tribos norte-americanas desfrutavam do milho de pipoca antes do nascimento de Cristo.


O que se conclui realmente é que o primeiro uso do milho cultivado foi mesmo para fazer pipoca. Oba!

Mas foi somente em meados de 1800, quando o uso do arado se tornou comum, que a semeadura do grão, por conseqüência, cresceu também nos Estados Unidos.

Já durante a época da Depressão nos Estados Unidos, o consumo de pipoca aumentou, pois o único luxo das famílias era, de vez em quando, comprar pipocas por cinco ou dez centavos de dólar cada pacote. Enquanto outros negócios fracassavam, o milho para pipoca ia para frente.


Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, como o açúcar era escasso para fazer doces, o consumo de pipoca pelos norte-americanos aumentou três vezes, já que o grão era mais acessível. No entanto, no início dos anos 50, quando a televisão chegou às casas americanas, o consumo de pipoca diminuiu. As pessoas deixaram de ir ao cinema e, por conseqüência, comiam menos pipoca. Mas isso não durou muito tempo, logo descobriram que comer pipoca assistindo à TV também era uma deliciosa diversão! Hoje cerca de 70% das pipocas compradas são consumidas em casa.




Atualmente, o milho de pipoca é considerado um dos alimentos favoritos dos americanos e de todo o mundo



O milho utilizado para preparar a pipoca vem de um tipo especial de espiga. Seu nome científico é Zea mays L., que tem como principal característica os grãos pequenos, contendo amido duro ou cristalino, com propriedade de estourar quando submetidos ao aquecimento, originando a pipoca.


Já a palavra pipoca vem do tupi e quer dizer milho estourado. Trata-se de uma contração de abati-pipoca, em que abati é justamente o milho.


O milho de pipoca é semeado em vários países, mas o grande produtor mundial são os Estados Unidos, onde também esta localizada a cidade que mais consome pipoca, Dallas. O Brasil também é um grande produtor, com a comercialização de milho para panela e milho para micro-ondas.


A única diferença entre o milho de panela e o de micro-ondas é o tamanho. As embalagens para forno de micro-ondas contêm grãos um pouco maiores, para que estourem com mais facilidade. Tanto um quanto o outro são constituídos por três elementos: o amido e a água, na parte de dentro; e a casca dura, externa.


Dentro de cada grão de pipoca existe uma pequena quantidade de água, cercada por uma pequena camada macia. Ao colocar o milho de pipoca na panela com óleo quente ou no micro-ondas, a umidade de dentro reage, transformando-se em vapor d’água, o que aumenta a pressão interna da semente. A casca não agüenta essa pressão e estoura. Ao estourar, o amido que fica dentro do milho se expande em pequenas bolhas de cor branca, que ficam grudadas na casca.


Aposto que você achava que o processo era outro. Então, por que não faz um teste? Tente fazer o seguinte: fure a casca do milho da pipoca e tente estourá-la. Não vai acontecer nada, porque não haverá pressão interna, uma vez que a umidade interna, que é o que se transforma em vapor, sairá pelo furo.




A pipoca de micro-ondas é muito consumida, em função da facilidade de preparo, além da qualidade e da variedade de sabores encontrados, desde o natural, doce e salgada, canela, chocolate, manteiga light, queijo, bacon etc.

Mas a pipoca de micro-ondas representou um impulso para a Ciência e um marco na História. Em 1945, o norte-americano Percy Spencer descobriu que um grão de pipoca, colocado sob a energia de micro-ondas, estourava. Isso o levou a repetir a experiência com outros alimentos, dando origem ao desenvolvimento do forno de micro-ondas. Ou seja, o primeiro produto testado para a utilização em micro-ondas foi a pipoca.


Dentro do forno, as micro-ondas aquecem a água contida no grão até a temperatura de estouro. Assim, se o equipamento distribuir as ondas de forma homogênea, tem-se um produto de excelente qualidade. Que descoberta brilhante!

Assista este video da pipoca estourando , é o máximo







CURIOSIDADES SOBRE O MILHO

•O grão de milho que não estoura é chamado de piruá ou mururu.

•Cada grão de pipoca tem que ter pelo menos de 13,5% a 14% de umidade para estourar. Senão, vira piruá (não estoura).

•A melhor maneira de guardar o milho é em um lugar fresco, em potes de plástico ou vidro bem fechados, para que o ar não possa entrar. Assim, o milho não perde sua umidade natural. Algumas pessoas pensam que, se guardarem os grãos no refrigerador, isso vai mantê-los úmidos, mas não é verdade. Eles podem secar.

•Você sabe como salvar os piruás? Pois é, aquele milho que não estoura e fica no fundo da panela pode ser salvo. Como é a água que existe dentro deles que os fazem estourar, nada mais justo que hidratá-los. Para isso, coloque os grãos em uma jarra e umedeça com uma colher de água, mexendo a cada 5 ou 10 minutos, para que os grãos absorvam a água. Se você achar que eles absorveram muito rápido, acrescente um pouco mais e misture até que toda a água tenha sido absorvida. Depois, deixe descansando por dois ou três dias. Logo após, pode levá-los para a panela, que eles irão estourar.

•Existem várias cores de grãos de pipoca, que vão desde o branco pálido até o ouro, roxo, negro e muitos outros.


•Nos Estados Unidos, as vendas de pipoca ultrapassam a casa dos US$ 240 milhões por ano. (Fonte: http://www.popcorn.org/)

•O lugar onde mais se come pipoca é nos Estados Unidos, em Dallas.


Agora, não se deixe influenciar por este post de hoje, guarde seu dinheirinho e vá no cinema na segunda ou quarta-feira é mais barato.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SOFRER POR QUÊ? USE O BATEDOR DE ARAME.



Hoje fui fazer um bolo e não queria ligar a batedeira, estava com pique e perguntei pelo Fouet para a secretária da minha esposa ( é claro que eu não tenho secretária, até por que aqui em casa eu sou o cozinheiro) e ela me endagou: - Seu Marcio que raio é isso?? (com um delicioso sotaque cearense).








É claro que ela não tem culpa de não saber o que é até mostrar para ela o que era.


Ela prontamente me respondeu: ah!!! Por que não me disse antes que era este batedor de arame.



Em seguida fiz uma retrospectiva na cabeça e lembrei de um outro batedor de arame que minha mãe tinha, antigooo!!! que ela adorava preparar omeletes.Mas muitas das vezes via a minha mãe bater clara em neve com o garfo, hoje poucos fazem isto., Alguém se lembra deste batedor??? ainda existe no mercado pra vender???





Será que este utensilio sofreu alguma evolução? e esta evolução foi para o fouet???




Só sei que este utensilio é um coringa numa cozinha, serve para não só bater claras em neve , mas como também molhos, e massas leves tipo a de panqueca, ele é formado por vários arames fortes curvados em forma de gota e presos a uma pega. Existem destes utensilios de plásticos, que não recomendo pois quebram rapidamente, e existem uns forrados com silicone que são apropriados para serem usados em panelas de t-fal





Dizem que este utensilio caiu em desuso depois da invenção da batedeira, eu descordo plenamente, pois eu, não conheço um só chefe de cozinha que não tem um na sua maleta e hoje várias lojas de cozinha vendem este utensilio.

Os chefes chamam de FOUET, as donas de casa chamam de BATEDOR DE ARAME, em Portugal é conhecido como VARINHA MÁGICA, outros os chamam de BATEDOR DE CLARAS. Mas o que importa é não deixar de ter um na cozinha.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

AS COISAS SIMPLES DA VIDA

Este sou eu, acreditem!!!



Convivo com a gastronomia já tem pelo menos seus 20 anos, claro gente, comecei bebê, dá licença!!! e o que me chama atenção até a data de hoje são as coisas simples do nosso dia-a-dia em que podemos relembrar da nossa infância e dos bons momentos.

Tem coisa melhor que acordar e ter uma mesa de café com aquele pãozinho fresquinho e quentinho?? ou aquele bife dourado acebolado que a minha mãe fazia maravilhosamente e que até hoje faz.
E o feijão com o caldo grosso bem temperado que impregnava toda a casa com aquele cheirinho de alho dourando na frigideira.






Eu e meus irmãos


Sou de familia grande e  se tem uma coisa que eu lembro de mais é que em alguns finais de semana, minha mãe preparava o pudim de leite e tinhamos que dividir sem ter o direito de repetir. Eu e os meus irmãos ficavamos hora só lambendo a colher para que aquele momento prazeiroso jamais terminasse. É claro como caçula eles davam um jeito de me engabelar e comer o meu pudim.














Acho que foi assim que a vontade de cozinhar nasceu.
Com a vontade de descobrir como o simples é dificil.

É como hoje fazer farofada na praia, é simples mais é dificilll.




Quase todo mundo sabe fazer um arroz, mas nem todo mundo sabe fazer um bom arroz, ou um bom feijão ou até mesmo fazer um bom café.





Porque cozinhar não pode ser obrigação e sim prazer. Toda vez que alguém vai pra cozinha estará colocando um pouco dos seus sentimentos, da sua alma e o alimento precisa estar vivo para fazer o bem para o seu corpo..







O alimento sente a energia captada pelas mãos e o resultado pode ser positivo ou negativo. E pode ser o melhor chefe de cozinha do mundo , se sua energia não estiver boa, com certeza a sua preparação não estará também.

Por isso observe o seu dia-a-dia e veja se é isto mesmo que você quer da sua vida, ainda dá tempo de mudar.
nunca é tarde pra recomeçar.

Bom dia.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

GOSTO SIM, E COM MUITO GOSTO



Já se perguntaram quantos chefes de cozinha existem no mercado???
Ainda não fiz esta pesquisa, mas com certeza farei.








Mas existem chefes e CHEFES, se é que vocês me entendem. E falar de CHEFES que fazem a diferença no mercado é muito bom e principalmente quando os conhecemos pessoalmente e quando comprovamos o quão talentosos são, e sem deixar a humildade.E isso é o que vale da nossa profissão e o que vale da vida. 











Por isso é que não posso deixar de falar deste talento e por que não desta mulher guerreira, que faz a diferença nesta profissão que é tão concorrida.








Seu restaurante é parada obrigatória para quem visita Visconde de Mauá aqui no estado do Rio de Janeiro, estou falando de Mônica Rangel que comanda, há nove anos, o simpático Restaurante Gosto com Gosto. Identificada com as idéias do grande chef Joël Robuchon, elabora uma cozinha mineira contemporânea. E organiza um dos maiores concursos gastronômicos do Brasil  que tem como tema o pinhão.



Visconde de Mauá é um distrito do município de Resende, no estado do Rio de Janeiro,de forma mais ampla, o nome Visconde de Mauá é atribuído ao conjunto das vilas de Mauá, Maringá e Maromba e seus diversos vales, como o Vale das Cruzes, Alcantilado, Pavão e Grama. A região compreende parte dos municípios de Resende e Itatiaia, no estado do Rio, e Bocaina de Minas no estado mineiro. As vilas ficam, em média, a 40 quilômetros das sedes desses municípios.


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Visconde de Mauá tem cerca de seis mil habitantes. A principal atividade econômica da região é o turismo, com mais de 100 estabelecimentos de hospedagem e dezenas de restaurantes, alguns especializados em trutas e receitas à base de pinhão.


Essa região se localiza em área de preservação ambiental, na serra da Mantiqueira, a 1200 metros de altitude. Os visitantes são atraídos pelas belezas naturais das cachoeiras e vales.


Em 28 de Dezembro 2009 o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinou o contrato de R$ 49 milhões para converter a RJ-163, a estrada de acesso a Visconde de Mauá, e a RJ-151 (que beira o Rio preto na região de Mauá) na primeira Estrada Parque do Estado do Rio de Janeiro.

Esta obra é motivo de polêmica entre os moradores locais, pois uns acham que o progresso irá tirar a calma da cidade e para outros o progresso irá trazer mais renda e mais turismo, uma vez que realmente a estrada é muito ruim.

Esta estrada é prevista a acabar ainda em 2010. A estrada parque observa rigorosamente conceitos ecológicos, tais como “zoopassagens” subterrâneos (um funil formado por suportes metálicos e telas plásticas, com 60 cm de altura, para orientar os animais para a travessia segura), "zoopassagens” aéreas (projetadas para permitir o fluxo de animais que se movimentam pelas árvores), velocidade máxima de 40 km/h, asfalto de baixo ruido, conforme descrito no video sobre estrada parque. A ideia é transformar a região em um dos principais polos de turismo sustentável do país. O projeto do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) deve ser concluído até o fim de 2010.




Mônica já levou a gastronomia brasileira para Alemanha, Portugal e Espanha, sempre com o maior capricho e profissionalismo e ultimamnete vem coordenando o Cruzeiro Gourmet que leva chefes de renome para o sucesso do evento.

O mercado perdeu uma grande secretária executiva bilingue e nós ganhamos uma excelente cozinheira com talento para dar e vender, seu restarante mantém 2 estrelas do Guia Michelan do Guia 4 rodas e é considerado uns dos melhores restaurante de cozinha mineira do Brasil.






Mônica é casada com Cláudio, que é um mestre Cachacieur e juntos abrilhantam o "Gosto com Gosto" que é a junção do ótimo paladar dos pratos com decoração de muito bom gosto.A orgia  gastronomica pode começar com as maravilhosas linguiças de porco, cordeiro, frango e javali, claro que todas feitas no seu próprio restaurante.






E o que falar das polentas, do tutu mineiro, da galinha caipira, dos escondidinhos, do feijão tropeiro, do mexidão e por que não do nosso simples feijão com arroz. Tudo isto acompanhado de uma boa cachaça.

- Eiiiiiiiitaaaaa!!!!! Cláudio!!!!, assim eu me acabo....Ah!!! mas não podemos esquecer dos doces hein!!!, que são todos feitos em tacho de cobre. "Afe"!!!! , acho que me deu uma fominha.....
E aí não deu vontade de fazer uma visitinha a esta região?????, quem quiser minha companhia é só me chamar.


 
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