sábado, 13 de novembro de 2010

BOLINHO DE ARROZ - CULINÁRIA DA REGIÃO SUDESTE

Os primeiros habitantes da Região Sudeste do Brasil foram os índios. Mais tarde chegaram os portugueses. Eles fizeram expedições para conhecer a região e começaram a explorar o pau-brasil. Essa madeira era abundante nas matas do litoral.




Os portugueses fundaram as primeiras vilas no litoral. A primeira vila fundada foi São Vicente. Aí teve início a plantação de cana-de-açúcar. Depois surgiram outras vilas. O povoamento do interior começou com a fundação da vila de São Paulo de Piratininga.


Os moradores da vila de São Paulo entraram pelo interior à procura de índios para escravizar. Eles organizaram as entradas e bandeiras. Nas suas caminhadas, os bandeirantes paulistas descobriram minas de ouro nas terras do atual estado de Minas Gerais.


O povoamento também aumentou com o comércio de gado. Os comerciantes levavam os animais do sul do Brasil para serem vendidos na região das minas. No caminho por onde passavam as tropas de animais apareceram ranchos e pousadas. Os ranchos e as pousadas deram origem a muitas cidades.


Novas fazendas de plantação de cana-de-açúcar surgiram nos antigos caminhos por onde seguiam as entradas e bandeiras. Essas fazendas deram origem a várias cidades. Mais tarde, com o cultivo do café, outras cidades surgiram.


O povoamento aumentou muito com a chegada dos imigrantes e com a abertura das ferrovias. A instalação de indústrias também contribuiu para que muitas pessoas de outros estados e de outros países viessem morar na Região Sudeste.


A Culinária do Sudeste do País


A culinária do Sudeste é muito rica e diversa, variando de estado para estado. No Rio de Janeiro a comida típica é a feijoada.


Minas Gerais tem uma das cozinhas mais expressivas do país, incluindo pratos como o pão de queijo, tutu de feijão, feijão tropeiro, angu, etc.


No Espírito Santo, o prato típico é a moqueca. São Paulo não possui uma cozinha típica, dado que cada comunidade de imigrantes manteve seus hábitos alimentares, muito embora a influência italiana seja predominante. O prato mais consumido em São Paulo é a pizza.


Diversidade é a principal característica da culinária do Sudeste brasileiro. Como nas outras regiões do Brasil, a geografia e os imigrantes que aportaram nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo foram os principais fatores de formação da gastronomia regional.


Mas a concentração de riqueza e as novas levas de imigrantes que chegaram no início e ao longo do século 20, acrescentaram novos elementos à culinária local. Principalmente nos grandes centros da região, muitos pratos brasileiros convivem lado a lado com quitutes de outras nacionalidades, como o sushi dos japoneses, as esfihas libanesas e as macarronadas italianas.


São Paulo, capital econômica, também é reconhecida por ser a capital gastronômica do país. A fama se justifica pelo alto nível de um bom número de restaurantes e pela abrangência de cozinhas de diferentes nacionalidades. As demais capitais (Belo Horizonte, Rio e Vitória) também contam com bons restaurantes, mas em menor número do que na capital paulista.


À medida que deixamos os grandes centros, percebemos um contraste com a cozinha interior, que preserva boa parte das tradições gastronômicas do Sudeste. O interior mineiro é o principal representante, com uma culinária farta e substanciosa, a cozinha de fazenda, bastante apreciada também pelos paulistas do interior.


Os contrastes e a diversidade, porém, dificultam a identificação dos sabores tipicamente brasileiros. As influências de afro-brasileiros, indígenas e portugueses continuam sendo a base da comida inventada no Sudeste – sendo que a participação de cada um varia de acordo com o Estado.


Mineiros e paulistas trazem de herança hábitos dos escravos africanos. Os fluminensess conservam muito das tradições portuguesas. Os três Estados ainda têm em comum os botecos e seus acepipes, que começaram a se espalhar com a industrialização e hoje são verdadeiras instituições da região. Em Minas, há até um festival para os petiscos de botequim.


O Espírito Santo, por sua vez, fica deslocado em relação aos outros Estados da região e mantém traços mais indígenas em seus pratos mais representativos, como a moqueca capixaba e a muma de siri.


BOLINHO DE ARROZ
Ingredientes
2 xícaras de arroz cozido
1 xícara (chá) de ervilha congelada
1dente de alho espremido
½ xícara (chá) de bacon cortado em cubinho e frito
1 cebola pequena picadinha
1 cenoura ralada pequena
2 colheres de cebolinha picadinha
2 colheres de salsa picada
2 colheres de queijo parmesão ralado
1 xícara de queijo mussarela em cubinhos
1 pimenta vermelha picadinha
1 colher de (sopa) de fermento em pó
sal a gosto
2 ovos ligeiramente batido
1/2  xícara (chá) de farinha de trigo


óleo o suficiente para fritar


Modo de Preparo
1º - No processador bata ligeiramente o arroz apenas para quebrar os grãos. Transfira para uma tigela e junte os demais ingredientes.
2º - Frite os bolinhos em pequenas colheradas em óleo bem quente.


Uma das possíveis origens do bolinho é o arancini. Trata-se de um “primo” italiano feito com arroz arbóreo ou carnaroli, ou, melhor dizendo, com as sobras do risoto do último jantar. Típico da Sicilia, naquela região o bolinho é feito com o arroz moldado na mão como uma coxinha, bolinha ou mesmo como uma pirâmide e recheado fartamente – com carne, queijo ou o que mais a geladeira oferecer. Uma versão menos popular é levada ao forno em lugar de passar pela frigideira com óleo – perde em crocância, mas é mais saudável.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PIRARUCU DE CASACA- CULINÁRIA DA REGIÃO NORTE

REGIÃO NORTE


A região, que teve pouca influência das culturas negra e européia, conserva a cultura indígena em grande parte dos seus pratos, utilizando produtos naturais encontrados na fauna e flora da região amazônica.

A CULINÁRIA DA REGIÃO NORTE DO BRASIL

A herança indígena predomina em toda a região Norte. Com muitos rios, os peixes de água doce são muito presentes nos pratos. É a terra do pirarucu, uma das muitas espécies de peixes, que chega a pesar 300 quilos.

A mandioca aparece em muitas receitas. É utilizada de diversas maneiras: como tipos diferentes de farinha e no famoso tucupi (caldo da mandioca brava).A riqueza natural também traz frutas diversificadas para a mesa.






O açaí, por exemplo, é bastante versátil e pode ser utilizado em sucos e vitaminas, é comum ser acompanhado de farinha de mandioca ou até mesmo para complementar pratos com peixe.O café da manhã deles é calórico. Em geral, aparece a tapioca e coisas bem consistentes, como farofas de charque com farinha, de castanha-do-pará e de castanha-de-caju e banana. Não raro, canjica e mingau disputam a atenção com peixes na primeira refeição do dia.

Os cardápios tradicionais de almoço e jantar incluem caldeirada de vários tipos de peixe, o pato no tucupi e o tacacá. Na sobremesa, mundico-e-zefinha. Trata-se de um doce de cupuaçu gratinado com queijo de Marajó, feito com o leite da búfala.Aliás, o hábito do tacacá das cinco é muito comum. O caldo feito à base de tucupi, camarão seco e jambu (verdura típica da região que causa um leve adormecimento na boca) é tomado geralmente no fim da tarde. Nas barraquinhas de rua...

O peixe mais tradicional é o pirarucu, que pode chegar a 300 quilos. O cardápio da região Norte é repleto de ingredientes típicos. Terra do açaí, do cupuaçu e dos peixes amazônicos tem como marca registrada também o tucupi, o molho extraído da mandioca brava. A folha da mandioca (maniva) também é utilizada para preparar a famosa maniçoba (tipo de feijoada esverdeada que, além das carnes, leva maniva e fica sete dias no fogo brando cozinhando antes de chegar à mesa).




PIRARUCU DE CASACA
(um clássico da cozinha amazonense com influência portuguesa)

Ingredientes
- 2 postas de pirarucu ( +/-400 g) dessalgada
- 1 banana da terra cortada em rodelas e frita no azeite
- azeite doce o suficiente para grelhar
- 1 tomate sem pele, sem sementes e picado
- 1 cebola picada
- chicória do Pará picada
- coentro picado a gosto
- salsinha picada a gosto
- cebolinha picada a gosto
- 2 colheres (sopa) de vinagre branco
- 1 colher (sopa) de água

- 1 xícara de farinha de mandioca crua (uarini)
- 1 ovo cozido e picado
- 1 pimenta de cheiro bem picada
- azeite o suficiente para regar



Modo de Preparo
1º- Numa frigideira aquecida em fogo médio doure as 2 postas de pirarucu no azeite, até sua carne ficar toda cozida. Em seguida doure 1 banana da terra cortada em rodelas. Desfie o pirarucu.Reserve.

2º - Misture numa tigela 1 tomate sem pele, sem sementes e picado, 1 cebola picada, chicória do Pará picada, coentro picado a gosto, salsinha picada a gosto e cebolinha picada a gosto.

Dica : se não achar a chicória do Pará aumente a quantidade de coentro.

3º - Junte 2 colheres (sopa) de vinagre branco e 1 colher (sopa) de água para tirar acidez e em seguida a farinha de mandioca. Acrescente o pirarucu desfiado, o ovo cozido, a banana e a pimenta de cheiro, regue com azeite e corrija o sal.

INFORMAÇÕES SOBRE O PRATO

SOBRE O PEIXE PIRARUCU
1. O pirarucu (Arapaima gigas) é o maior peixe do Brasil, chegando a alcançar 2 m de comprimento e pesar 100 quilos.

2. Conta a lenda indígena que o pirarucu originou-se de um índio guerreiro, que, por ser muito mau, foi castigado por Tupã, que o transformou em peixe.

3. O pirarucu possui uma coloração avermelhada, daí a origem de seu nome em tupi "pira" (peixe) e "uruku" (vermelho).

4. A pesca é feita nos rios e lagos da Amazônia, com anzóis ou arpões. No período de novembro a março a pesca do pirarucu é proibida para permitir a desova.

5. Atualmente, existem criatórios destinados a reprodução do pirarucu (Nilson Carvalho/Tecnologia de Alimentos, INPA, comunicação pessoal).

6. A língua do pirarucu é utilizada para ralar o guaraná e as escamas para lixar unhas.

7. Sua carne é saborosa, e dela se fazem diversos pratos, muito apreciados, podendo ser usada dessecada (conhecida como pirarucu seco ou salgado), como o bacalhau, ou fresca.

8. Entre as diversas receitas destacam-se: pirarucu na brasa, pirarucu no leite de coco e pirarucu-de-casaca. Geralmente é acompanhado por arroz e farofa e molho-de-pimenta.

SOBRE A FARINHA UARINI
1. A farinha de uarini é considerada o caviar do gênero das farinhas. Vem do município amazonense de Uarini, sendo a principal base da sua economia.

2. No seu processo de produção, a mandioca amarela é colocada em água até apodrecer, quando então é chamada de Puba.

3. Espremida, peneirada e depois bem seca, a farinha que dela se origina é apelidada de ova ou ovinha, dependendo do seu tamanho e por sua semelhança com ovas de peixe.

4. Seus grãos são duros e precisam ser hidratados, para amolecerem, embora alguns amazonenses os comam in natura.

SOBRE A CHICORIA DO NORTE
1. A espécie Eryngium foetidum L., pertencente a família Apiaceae e encontrada em toda região Amazônica, é conhecida como chicória, também denominada de coentro selvagem em diversos países.

2. É espécie adaptada a altas temperaturas, umidade relativa e Chuvas,condições predominantes na Amazônia, requerendo solos pouco ácidos, com boa disponibilidade de água.

3. Na região Amazônica era mantida em quintais ou pequenas hortas, sem grandes cuidados culturais, havendo períodos em que as plantas morriam, vindo as sementes remanescentes a germinar alguns meses depois.

4. Atualmente, diversos olericultores regionais, vem cultivando comercialmente a espécie, utilizando-se de técnica de plantio que envolve semeio em sementeira e posterior transplantio para canteiros adubados com cama de aviário.



A LENDA DO PIRARUCU
Pirarucu era um índio que pertencia a tribo dos Uaiás que habitava as planícies de Lábrea no Sudoeste da Amazonia. Ele era um bravo guerreiro mas tinha um coração perverso, mesmo sendo filho de Pindarô, um homem de bom coração e também chefe da tribo.
Pirarucu era cheio de vaidades, egoísmo e excessivamente orgulhoso de seu poder. Um dia, enquanto seu pai fazia uma visita amigável a tribos vizinhas, Pirarucu se aproveitou da ocasião para tomar como refém índios da aldeia e executá-los sem nenhuma motivo. Pirarucu também adorava criticar os deuses.
Tupã, o deus dos deuses, observou Pirarucu por um longo tempo, até que cansado daquele comportamento decidiu punir Pirarucu. Tupã chamou Polo e ordenou que ele espalhase seu mais poderoso relâmpago na área inteira. Ele também chamou Iururaruaçú, a deusa das torrentes, e ordenou que ela provocasse as mais fortes torrentes de chuva sobre Pirarucú, que estava pescando com outros índios as margens do rio Tocantins, não muito longe da aldeia.
O fogo de Tupã foi visto por toda a floresta. Quando Pirarucu percebeu as ondas furiosas do rio e ouviu a voz enraivecida de Tupã, ele somente as ignorou com uma risada e palavras de desprêzo. Então Tupã enviou Xandoré, o demônio que odeia os homens, para atirar relâmpagos e trovões sobre Pirarucu, enchendo o ar de luz. Pirarucu tentou escapar, mas enquanto ele corria por entre os galhos das árvores, um relâmpago fulminante enviado por Xandoré, acertou o coracão do guerreiro que mesmo assim ainda se recusou a pedir perdão.

Todos aqueles que se encontravam com Pirarucu correram para a selva terrivelmente assustados, enquanto o corpo de Pirarucu, ainda vivo, foi levado para as profundezas do rio Tocantins e transformado em um gigante e escuro peixe. Pirarucu desapareceu nas águas e nunca mais retornou, mas por um longo tempo foi o terror da região.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CUCA ALEMÃ - CULINÁRIA DA REGIÃO SUL

REGIÃO SUL



A região sul, é formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e possui grande influência européia (principalmente italiana e alemã).


À exceção do norte do Paraná , onde predomina o clima tropical, no restante da Região Sul o clima predominante é o subtropical, responsável pelas temperaturas mais baixas do Brasil. Na região central do Paraná e no planalto serrano de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o inverno costuma registrar temperaturas abaixo de zero, com o surgimento de geada e até de neve em alguns municípios. A vegetação acompanha essa variação da temperatura: nos locais mais frios predominam as matas de araucária (pinhais) e nos pampas, os campos de gramíneas. Esse tipo de clima despertou a atenção dos imigrantes europeus, que contribuíram para o desenvolvimento da região no século XX. Grandes levas de famílias, provenientes em sua imensa maioria da Itália e da Alemanha, começam a cruzar o Atlântico no fim do século XIX. Ainda hoje, algumas cidades do Sul, celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Oktoberfest, em Blumenau (SC) e a Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), que atraem muitos turistas. Durante o verão, as praias catarinenses e paranaenses também são procuradas por visitantes de outros cantos do Brasil e até de entrangeiros, na maioria sul-americanos.


A Culinária do Sul do País


A culinária do Sul do Brasil, como a cozinha brasileira como um todo, é fortemente marcada pela junção de elementos dos primeiros habitantes indígenas, dos colonizadores europeus e africanos trazidos como escravos. Porém elementos próprios da região diferenciam a forma de comer sulina do restante do Brasil, principalmente devido ao grande número de imigrantes que a região recebeu ao longo dos séculos XIX e do XX, que trouxeram consigo um grande número de pratos típicos de suas terras de origem.


É marcante na região o consumo do churrasco (carne bovina assada em espetos), o chimarrão (bebida quente feita com as folhas e talos tostados da erva-mate, tomada em cuias de cabaça e canudos com filtros metálicos, as "bombas"), o pinhão (semente do pinheiro-do-paraná), bem como os pratos típicos dos imigrantes, principalmente italianos e alemães no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e polacos e ucranianos no Paraná.






No estado do Paraná, principalmente nas cidades litorâneas de Antonina, Morretes, Paranaguá, Guaraqueçaba e Guaratuba é preparado o barreado há cerca de 200 anos. O barreado consiste num caldo de carne, toucinho e temperos. O nome vem do fato de "barrear" a panela, ou seja, fechá-la com um pirão de cinza ou farinha de mandioca, para conter o vapor durante o cozimento. No interior os peixes de água doce, como dourados, lambaris, pescadas e traíras são muito apreciados. Na região sul do estado, é tradicional o "carneiro no buraco", um cozido de carneiro com legumes e frutas é preparado num buraco na terra, com cerca de um metro e meio de profundidade onde queima-se uma quantidade de lenha e coloca-se um tacho de ferro com os ingredientes. Então tampa-se o buraco com tábuas e folhas de bananeira e o preparo dura mais de 5 horas. Arroz, almeirão e pirão completam o prato.






Em Santa Catarina é grande o consumo de peixes e frutos do mar, por conta do litoral de grande extensão. Peixes como o linguado, badejo, tainha, garoupa, namorado, cação, robalo e anchova e frutos do mar, como camarão, lagosta, marisco, ostra, lula e lagostim são constantes na alimentação da faixa litorânea catarinense. No interior, destacam-se os pratos típicos alemães e a grande produção de embutidos, como linguiças, salames e copas no oeste do estado. Na região de Blumenau existem diversas microcervejarias.






No Rio Grande do Sul, grande produtor de carne bovina, o destaque é o churrasco. O arroz de carreteiro, que é feito com charque (carne de origem bovina, salgada e seca), era preparado durante as caravanas levando gado para o resto do país há mais de dois séculos. O quibebe (pirão de abóbora), puchero (sopa de vegetais e carne bovina), rabada (preparado de rabo de boi, temperos verdes, tomates, pimentões, vinagre e limão). Os imigrantes italianos, principalmente na serra acrescentaram o galeto, a polenta, vinho, laticínios e pães à culinária sul-riograndense






CUCA ALEMÃ COM FRUTAS VERMELHAS


De origem alemã, esse bolo-pão com cobertura doce é muito apreciado no Sul do Brasil, onde recebe a alcunha de cuca (ao que tudo indica, uma corruptela de ‘kuchen’)


Ingredientes

300 g de açúcar refinado

90 g de manteiga

6 gemas

1 pitada de sal

450 g de farinha de trigo

24 g de fermento em pó químico

300 ml de leite

6 claras


Recheio
150 ml de leite de coco

100 g de açúcar de confeiteiro

200 g de frutas vermelhas (morango, framboesa ou amora)


Farofa
60 g de manteiga

200 g de açúcar refinado

100 g de farinha de trigo



Modo de Preparo

1º- Numa batedeira bata o açúcar com a manteiga até obter um creme esbranquiçado, junte as gemas uma a uma e coloque uma pitada de sal, a farinha de trigo, o fermento em pó e o leite até obter uma mistura homogênea. Bata na batedeira as claras em neve e agregue delicadamente a massa.


2º- Aqueça o leite de coco com o açúcar por 3 minutos e deixe esfriar.


3º - Numa tigela misture com as mãos a manteiga, a farinha de trigo e o açúcar, até obter uma farofa úmida.



4º - Distribua metade da massa numa assadeira untada e enfarinhada e regue com o leite de coco e metade das frutas vermelhas, complete com a outra metade da massa e cubra com o restante das frutas vermelhas e cubra com a farofa úmida.Leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 40 minutos.


RENDIMENTO: 8 Porções


Esta receita ainda é consumida ainda hoje nos lares de Marechal Cândido Rondon, sendo que as receitas são transmitidas de mãe para filha. Comumente é consumida em festas com churrasco ou em casa acompanhada de lingüiça. Sua popularidade também é mantida através do tradicional baile da cuca e da lingüiça. É feita em diversos formatos e com diferentes recheios, como uva, groselha, creme de chocolate, coco, doce de leite, amendoim, frutas cristalizadas e também sem recheio, só com a farofa como cobertura. Estas variações estimulam uma pequena disputa em se produzir a cuca mais saborosa.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

NASCE UM SONHO - COZINHA ITINERANTE NOSSA PANELA BRASIL

"Não é uma reta. Há uma curva chamava fracasso. Um trevo chamado confusão. Um quebra - molas chamado amigo. Farol de advertência chamado família.

Mas, se você tiver um estepe chamado DETERMINAÇÃO, um motor chamado PERSERVERANÇA, um seguro chamado , um motorista chamado DEUS, você chegará a um lugar chamado SUCESSO."
 
Acredito eu que todos nós temos um sonho na vida, alguns grandes , alguns pequenos. só precismos de coragem para poder realiza-los


Vou contar o meu sonho desde que entrei para o Ramo da Gastronomia:

Sonhei um dia que poderia levar a nossa cultura gastronomica de uma maneira diferente a quem pudesse interessar, em vez das pessoas viessem a mim eu fosse até as pessoas.

Pois é, assim nasceu a COZINHA ITINERANTE NOSSA PANELA BRASIL, um maneira de levar tudo aquilo que aprendi e aprender tudo aquilo que ainda não sei, por onde eu passar.Uma cozinha que vai até onde eu quiser, podendo ir em escolas , clubes, empresas, condominios, praças e onde mais sua imaginação alcançar.

A partir de semana que vem você poderá acompanhar aqui neste blog por onde anda a nossa cozinha, sempre com bom humor e irreverência, por que para quem me conhece sabe como sou.

A primeira aula será para ONG MÃOS SOLIDÁRIAS ao qual procuro doar os meus conhecimentos pelo menos uma vez por ano. Eu e a Chefe Alejandra Faúndes coordenadora do curso de gastronomia da Unisuam, faremos um  lindissima aula falando de toda cultura gastronomica das 5 Regiões do Brasil.

A renda será revertida para o Projeto Natal do bem, para ajudar as crianças menos favorecidas do Ilha do Governador.
Esta é a minha contribuição , qual é a sua ???

Venha participar deste sonho que virou realidade junto comigo.

Será neste dia 13 de novembro, sabado as 09:00 hs da manhã

PELOS 5 CANTOS DO BRASIL


Com Chefe Márcio Moreira e Chefe Alejandra Faundes Coordenadora Técnica da Faculdade de Gastronomia Unisuam

Dia 13 de novembro de 2010
Uma aula de Brasilidade gastronômica com resgate de tradições regionais Brasileiras com a arte de bem servir.

Apoio: Unisuan, Cozinha Itinerante Panela Brasil, AF gastronomia,Colegio Passaredo unidade praia da Bica.

Local: Engenheiro Rosauro Zambrano, 234 Jardim Guanabara, Ilha do Governador

Faça sua reserva pelo e-mail:


pitadabrasil@hotmail.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SAPOTI VOCE CONHECE????




Sapoti


O sapoti, cujo nome científico é Manilkara zapota, pertence à família Zapotaceae. É uma fruta muito saborosa, proveniente da América Central, foi espalhada para outros continentes. É encontrada em países como Guatemala, Jamaica, Filipinas, Indonésia, Venezuela, Suriname dentre outros. No Brasil, é encontrado principalmente nas regiões norte e nordeste, como nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte em razão destas localidades possuírem clima tropical, quente e úmido ou seco, favorável ao seu crescimento.


O fruto é rico em vitaminas B, C, ferro, fósforo, cálcio dentre outros, é utilizado em muitas receitas da culinária, consumido ao natural ou na forma de doces, sucos e bolos. A madeira pode ser utilizada em carpintaria.



Suas características envolvem uma casca de cor que varia entre castanho e marrom. A casca é fina e internamente há uma polpa de cor amarelada. Seu tamanho varia entre 3 e 10 centímetros de comprimento. Sua forma pode ser arredondada, achatada ou esférica. Pode haver a presença de até 12 sementes. O sapoti tem diferentes variedades, que incluem os nomes Brow Sugar, Modello, Russel, dente outros.



A planta pode alcançar até 20 metros de altura com tronco ramificado e com folhas que chegam a 15 centímetros de comprimento e 7 de largura. O sapotizeiro adulto produz seus frutos a partir de 5 anos ou mais de vida. Atualmente, o sapoti é estudado pela Embrapa no Brasil e sua produção e comércio são crescentes, possuindo assim grande potencial econômico.






Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola



domingo, 7 de novembro de 2010

DOMINGO - DIA DE COMER CARRRRNEEE.

Certo dia desse, fui convidado para um churrasco entre amigos que aconteceu aqui na Barra da Tijuca, ao chegar no condominio admirei a mangueira que estava repleta de manga, pena que ainda estavam verdes, não pude pegar nenhuma (mas não me faltou vontade, eu tinha que manter a linha)


Churrasco é mania nacional, não tem uma casa que não tenha a famosa grelha, churrasqueira, latão, roda de caminhão ou até próprio tijolos, tudo para se fazer um bom churrasco.
E como Domingo é dia de preguiça, nada como fazer um  churrassss... até porque quem vai para churrasqueira é o maridão, livrando a mulher de ir para cozinha.


- Você já viu alguma mulher assumindo uma churrasqueira????


Engraçado como isso virou serviço de homem, ah tem outra coisa que notei. Na minha familia , churrasco sempre tem que ter uma boa farofa,maionese,arroz, molho à campanha.


Mas isto não se aplica a todos,nem sempre em todos os churrasco encontro estes acompanhamentos,neste por exemplo tinha pastel e caldinho de feijão e estava uma delicia.Eu adoro os acompanhamentos e acho fundamental, quando vou na casa do meu amigo Jorge e a Adriana faz um salpicão de frango para acompanhar que é do ca...... dourado. Churrasco é bom de todo o jeito, conheça um pouco da história do churrasco.


Churrasco é o nome dado ao prato feito a base de carne in natura ou processada, assada sobre fogo ou brasas, com a utilização de estacas de madeira ou metal — chamados de espetos — ou de grelhas.




Não existe referência exata sobre a origem do churrasco, mas presume-se que a partir do domínio do fogo na pré-história, o homem passou a assar a carne de caça quando percebeu que o processo a deixava mais macia.




Com o tempo as técnicas foram aperfeiçoadas, principalmente entre os caçadores e criadores de gado, dependendo sempre do tipo de carne e lenha disponíveis.




Na América do Sul a primeira grande área de criação de gado foi o pampa, extensa região de pastagem natural que compreende parte do território do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da Argentina e Uruguai. Foi ali que os vaqueiros, conhecidos como gaúchos, tornaram o prato famoso e típico.


A carne assada era a refeição mais fácil de se preparar quando se passava dias fora de casa, bastando uma estaca de madeira, uma faca afiada, um bom fogo e sal grosso, ingrediente abundante que é utilizado como complemento alimentar do gado.


A partir dali o costume cruzou as regiões e se tornou um prato nacional, multiplicando-se as formas de preparo, o que gera entre os adeptos muita discussão sobre o verdadeiro churrasco, como por exemplo a utilização de lenha ou carvão, de espeto ou grelha, temperado ou não, com sal grosso ou refinado, de gado, suíno, aves ou frutos do mar.




O correto é afirmar que não existe fórmula exata, uma vez que cada região desenvolveu um tipo diferente de carne assada, mas, sem dúvidas, a imagem mais famosa no Brasil é o churrasco preparado pelos gaúchos, expressão que virou nome do cidadão nascido no estado do Rio Grande do Sul.


Palavra usada em português e também no espanhol dos países latinos para designar um pedaço de carne assada nas brasas.
O Dicionário da Academia Espanhola sugere, – sem citar fontes, que seria um vocábulo de origem onomatopeica, presumivelmente do som que produz a gordura ao gotejar sobre a brasa.


Corominas, no entanto, afirma que churrasco originou-se em uma palavra muito antiga, anterior à presença dos romanos na Península Ibérica, que nos chegou vinda de "sukarra" (chamas de fogo, incêndio), formada por "su" (fogo) e "karra" (chama).


Este vocábulo apareceu primeiramente em castelhano sob a forma "socarrar" e ao longo dos séculos derivaram-se diversas variantes dialetais na Espanha, das quais a que nos interessa é "churrascar", do andaluz e do leonês berceano, de onde provém a palavra churrasco. O etimologista catalão cita também o chilenismo "churrrasca" (folha de massa frita).


Na Argentina e no Uruguai o churrasco típico é chamado asado, e é o prato nacional de ambos países. Tradicionalmente é feito na grelha com uso de lenha, mas também se usa carvão pela praticidade.




Aproveita-se praticamente todas as partes do bovino, incluindo-se cortes raramente utilizados noutras partes do mundo, como por exemplo o timo. Também é preparada a carne de porco, como o lombo e salsicha. O acompanhamento é constituído por salada e molho chimichurri, e por vezes batatas fritas ou purê.


Os gauchos alimentavam-se sobretudo de churrasco no pão, que está na origem do asado rioplatense. Na Argentina o asado tradicional dos Pampas estendeu-se a toda a população, e hoje, devido a qualidade e ao preço baixo, é consumido por todas as classes sociais. É até comum ver operários a preparar o prato na rua na hora do almoço.


Aos finais de semana, as famílias se juntam nos pátios das casas para desfrutar um asado mais sofisticado que inclui, além de famoso bife, todo o tipo de "achuras" (órgãos menores como os rins, intestinos, estômago, timo, e ainda morcelas e vários tipos de embutidos.Aqui no Rio de Janeiro tem o famoso Churrasco na Laje, é bommmmmmmmmm, onde rola um pagodinho básico.


Nos pátios das casas aos domingos, nos parques e até em locais específicos em balneários, os uruguaios desfrutam seu asado. Na capital Montevidéu, o tradicional Mercado del Puerto é um ponto especial para nativos e para turistas consumirem a parrillada e outras especialidades da culinária local e regional, além de escutar música como o candombe (ritmo afro-uruguaio), tango, folclore, entre outras atrações.


No Brasil, churrasco se refere a toda carne assada na churrasqueira ou no estilo fogo de chão, quase sempre em grandes espetos na região sul, e grelha nas outras regiões.




Para o fogo, o mais comum é o uso de carvão, pela praticidade e facilidade de compra, porém os mais tradicionalistas defendem o uso da lenha. Existem também churrasqueiras à gás, pouco utilizadas por interferir no tradicional sabor do assado.


O tempero varia conforme o gosto e o costume local, podendo ser simplesmente sal grosso ou refinado, até as mais elaboradas fórmulas. De longe, a carne preferida é a bovina, mas também são muito apreciadas as carnes de origem suína, ovina, de aves, além de embutidos, como a linguiça


No Brasil os ingredientes mais utilizados são:
Bovinos: picanha, costela, maminha, fraldinha, alcatra, filé, contrafilé, vazio (principalmente no sul), entre outros cortes
Suínos: pernil, paleta e costeleta.
Carne ovina: costela,paleta e pernil.
Carne de frango: cortes de frango, como coxa, sobre-coxa, peito e asas.


Acompanhamentos: salada, salada de batata com maionese, pão, linguiça, entre outros.


Já o prato da culinária japonesa chamado jingisukan (conhecido no Brasil como "Genghis Khan") é um tipo de churrasco. Foi inventado em Hokkaido, na região norte do país. Lá utiliza-se a carne de carneiro; jingisukan é na verdade, a chapa na qual a carne é preparada. É muito conhecido no sul do Brasil, principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina.


E como não somos de ferro, uma boa cerveja e uma boa piscina nos dias quentes é primordial para se ter um bom resultado de um excelente churrasco, vocês não concordam???

Mais informação dá uma olhada no link abaixo
http://www.livrodereceitas.com/diversos/churrasco/




Bom  domingo e bom churrasco para todos

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O GLAMOUR DE UMA PROFISSÃO CHAMADO CHEFE DE COZINHA

Uma coisa que está na moda hoje é a profissão de chefe de cozinha.
Se alguém te pergunta:
-O que você faz da vida?
E você responde:
-Sou cozinheiro.
A primeira reação delas é franzir a testa.
Agora se a resposta é:
-Sou chefe de cozinha, a reação é totalmente diferente.

Na verdade não estou desprezando a profissão de cozinheiro ou dizendo que o mérito é só do chefe de cozinha, estou aqui tentando mostrar que infelizmente na cultura brasileira cozinheiro é uma espécie de subemprego. Em todo brasil principalmente nas capitais há mais ou menos 40 anos, quando as pessoas de outros estados migraram em busca de novas oportunidades perguntavam:
-O que você sabe fazer? Nada? Então vá lá para cozinha.



Numa das conversas que tive com Alex Atala, fiz a seguinte pergunta:
- o que é ser um chefe de cozinha?
e ele me respondeu
- é apenas ser um cozinheiro velho

é de se espantar não é mesmo????

Nada disso, ele me explicou que um chefe de cozinha é um cozinheiro que tem a maior experiência vivida, ou seja,  que tem maior informação adquirida com o tempo. E ele foi mais além dizendo que a pratica leva a perfeição, finalizando o pensamento dele, disse: O que eu posso dizer para você é cozinhe, cozinhe e cozinhe.

Tenho a certeza de que ele não só falou isto pra mim,mas como para todos que fazem a mesma pergunta para ele.Concordo em gênero, número e grau com teor etílico superior a 40º,  pois existem muitos “neo-chefes” formados em várias faculdades espalhadas pelo Brasil que ao saírem com o diploma na mão não conseguem o tão sonhado cargo de chefe de cozinha.

Muitos até reclamam, pois, depois de formados as vagas que existem são para fazer serviço de auxiliar de cozinha como lavar verduras, cortar, grelhar e fazer faxina nas cozinhas por aí. Mas não tem vergonha nenhuma quanto a isso, tem ???pois acredito que temos de começar de baixo, aprender todas as funções, passar por todos tipos de cozinha, até para poder identificar com o qual seguimento queremos seguir.

O que me faz crer que uma faculdade de gastronomia na teoria faz um chefe de cozinha é que na prática muitos não dão conta de todo o universo da gastronomia. Na verdade o que encontramos hoje no mercado são chefes autodidatas, cozinheiros que possuem anos e anos na profissão, experiência que vale por anos de teoria em sala de aula. Jamais poderemos tirar o mérito desses profissionais, além do mais o que se aprende na pratica é muito mais enriquecedor do que na teoria.


Na teoria quem se forma em uma faculdade de gastronomia estar apto para ser um chefe de cozinha, agora na prática é outra história. O universo de cores, aromas, sabores e texturas que envolvem a gastronomia não são assimilados em apenas 2 anos. As criações das combinações palatáveis são adquiridas progressivamente durante anos dentro de uma cozinha, dia a dia.


Ouso dizer que sou um cozinheiro transformado em um chefe de cozinha, mais ainda com muito a aprender e o aprendizado é constante.

Aquele que se diz chefe tem que ter em mente que o aprendizado é diário e que todos da brigada tem sua contribuição dentro da cozinha e sempre trabalhar em equipe, só assim o sucesso é alcançado.Aprendi certa vez um ditado que carrego sempre comigo
- para saber mandar tem que saber fazer
entãona duvida, não assumam uma responsabilidade se não estiverem preparados, é lindo ser um chefe de cozinha, mas a tarefa é ardua.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O PARAISO É TROPICAL E FICA EM SALVADOR

A melhor coisa da minha profissão é conhecer pessoas e poder aprender com elas, e não foi diferente com esta familia, cujo o pai é um dos chefes mais loucos que já conheci, em compensação muito inteligente. Não foi a toa o sucesso dele no Programa Mais Você. Veja o link

http://maisvoce.globo.com/videos/v/ana-maria-braga-conversa-com-o-chef-baiano-beto-pimentel/1252200/#busca=beto%20pimentel

Muitos restaurantes desse Brasil, de tão bons e tradicionais que são, já viraram atrações turísticas. São lugares especiais que o visitante não deixa de ir sempre que vai a determinada cidade, vila, vilarejo, lugar.

Estou falando do Chef de cozinha Beto Pimentel, um baiano tipico do recôncavo, e é o dono do restaurante Paraíso Tropical que fica em Salvador, Bahia. Beto é formado em Agronomia, iniciou o curso de Química Alimentar, e fez vários cursos ligados à área de Apicultura e Piscicultura, além de entender bastante sobre Fruticultura.


Levando em consideração que o alucinado Beto, no bom sentido é claro, procura fazer da tradicional cozinha baiana uma mistura exótica de cores, cheiros e sabores, o que já a colocaria como uma atração turística, o que mais chama a atenção é que o badalado e sempre cheio Paraíso Tropical, localizado num bairro bem distante do centro (na Cabula), fica grudado em uma chácara que é o xodó do proprietário.

São vinte e oito mil metros quadrados onde há mais de cinco mil pés de uma grande variedade de frutas - mais de 50 -, desde as tropicais, até as do cerrado e as amazônicas, além de muitas que vieram do exterior e que se adaptaram ao sol da Bahia. Isso sem contar a pequena plantação de cana e os diversos tipos de hortaliças e verduras.

- Ah, e os vários tipos de pimenta. Se você nunca viu ou ouviu falar de biri-biri (ou bilimbi), cagaita ou bacupari, vá lá que o Beto lhe mostra. Ele sempre arranja um tempo para mostrar a sua chácara para os visitantes, mas quando não consegue, pede a um de seus funcionários para servir de guia.

Beto tem sessenta e poucos anos e diz ter 27 filhos ( isto eu duvido), mas só abriu o seu restaurante há ns oito, depois de passar muito tempo cozinhando para a família e os amigos. Sobre a excelente cozinha de Beto Pimentel, gostaria de registrar apenas umas duas ou três coisas: na sua já famosa moqueca de camarão, em vez do tradicional leite de coco, ele usa a polpa de coco verde batida com a água do coco no liquidificador. Em vez de azeite de dendê, ele cozinha junto com a camarão o fruto do dendê e mais uma massa de dendê feita no seu restaurante. E folha de tangerina, de pitanga, de vinagreira, além de gengibre, tomate cereja, amora silvestre, biri-biri, bacupari, para ficar só nesses, digamos assim, ingredientes.

Tudo da sua chácara. O resultado é um caldo divinamente saboroso. mas o sucesso está na sua cozinha , ao lado dele está Joelma que é o ponto chave do negócio, acredito eu que seja ela que coloca o chef com os pés no chão. e Por que não falar de sua brigada de cozinha, que atende a todos com uma perfeição danada, e sua filha que comanda o salão e depois dizem que baiano não trabalha.....

Hoje, Beto é muito prestigiado, sua filosofia de cozinhar apenas com alimentos naturais o leva a vários países como representante do Brasil a convite do Itamaraty e, a participar de praticamente todos os grandes eventos de Gastronomia realizados no país.

Toda vez que vou a Salvador, dou um jeitinho de dar um pulo no seu restaurante para reconfortar a alma e desta vez não foi diferente, mas levei duas pessoas ao qual gosto muito de trabalhar, para comprovar tudo aquilo uqe digo sobre este restaurante, na foto dá para notar o quanto eles gostaram, então está mai do que comprovado. O PARAÍSO É TROPICAL E FICA EM SALVADOR.

Esta receita é muito boa se tiverem oportunidade façam....
 
 GALINHA TROPICAL
  Ingredientes
- 1 galinha limpa (+/- 2 kg) e cortada em pedaços
- suco de 5 biribiri (ou suco de 3 limões)
- sal a gosto
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 100 g de toucinho fresco cortado em cubos pequenos
- 100 g de bacon cortado em cubos pequenos
- 2 cebolas picadas
- 4 dentes de alho amassados
- 1/2 colher (chá) de cominho e de pimenta-do-reino moída
- 4 folhas de louro
- sal a gosto
- 1 pimentão verde cortado em cubinhos
- suco de 3 biribiri (ou suco de 1 limão)
- 4 pimentas de bode inteiras
- 3 folhas de alfavaca
- 2 litros de água de coco
- 250 g de creme de oulicuri (ou leite de coco)
- 100 ml de sangue da própria galinha
- 1 colher (sopa) do suco da mexerica
- 2 colheres (sopa) de urucum (sementes de urucum em conserva no azeite)
- 5 quiabos cozidos
- 5 batatas pequenas cozidas
- 50 g de coco verde em lâminas

CREME DE OULICURI
- 100 ml de água de água de coco
- 50 g de oulicuri verde (ou leite de coco)
- 50 g de aipim cozido
- 30 g de queijo de cabra (ou queijo minas curado)

Modo de Preparo
1- Numa tigela coloque 1 galinha limpa (+/- 2 kg) e cortada em pedaços. Regue com o suco de 5 biribiri (ou suco de 3 limões) e sal a gosto. Deixe por 15 minutos para tirar o cheiro forte da galinha, depois disto lave em água corrente, seque com um pano e reserve.

2- Numa panela coloque 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, 100 g de toucinho fresco cortado em cubos pequenos, 100 g de bacon cortado em cubos pequenos e frite até soltar a gordura (+/- 8 minutos). Retire o toucinho e o bacon frito da panela e reserve.

3- Na mesma panela, FORA DO FOGO, com a gordura que sobrou, coloque 2 cebolas picadas e 4 dentes de alho amassados e refogue bem (+/- 5 minutos). Acrescente a galinha (reservada acima), a colher (chá) de cominho e pimenta-do-reino moída, 4 folhas de louro e sal a gosto. Volte ao fogo, mexendo de vez em quando, por +/-15 minutos ou até a galinha ficar dourada.

4 - Acrescente 1 pimentão verde cortado em cubinhos, suco de 3 biribiri (ou suco de 1 limão), 4 pimentas de bode inteiras, 3 folhas de alfavaca, toucinho e bacon fritos (reservados acima) e deixe por + 10 minutos. Adicione 2 litros de água de coco, tampe a panela e deixe a galinha cozinhar por +/- 30 minutos ou até que
fique macia.

5- Adicione 250 g de creme de oulicuri (ou leite de coco) sobre a galinha, 100 ml de sangue da própria galinha, 1 colher (sopa) do suco da mexerica, 2 colheres (sopa) de urucum (sementes de urucum em conserva no azeite) e misture bem. Acrescente 5 quiabos cozidos, 5 batatas pequenas cozidas e 50 g de coco verde em lâminas. Decore com biriribi em rodelas e acerolas

CREME DE OULICURI
1- Num liquidificador coloque 100 ml de água de coco e 50 g de oulicuri verde (ou leite de coco) e bata bem. Com o auxílio de uma peneira coe o líquido para tirar o leite. Coloque este leite de volta no  liquidificador, acrescente 50 g de aipim cozido, 30 g de queijo de cabra (ou queijo minas curado) e bata novamente até formar um purê (+/- 5 minutos).

 
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