sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MERCADÃO DE SÃO PAULO - AROMAS E SABORES

Quem por sã conciência vai a São Paulo e não visita o Mercadão Municipal de São Paulo?

Mais que um ponto turístico, o mercadão nos leva a viajar pelos quatros cantos do mundo, pois no mercadão encontramos uma diversidade de pessoas, ingredietes, aromas e sabores.
Passear por suas ruas e parar apenas para observar os transeuntes, faz valer qualquer viagem gastronômica.
A minha relação com o mercadão já tem alguns anos. Antes mesmo de trabalhar num programa de televisão, sempre estava no mercadão a procura de ingredientes que me ajudavam a montar os cardápios para os restaurantes nos quais trabalhava.

Eu era assíduo em seus corredores, e quantas vezes me vi provando ou cheirando os ingredientes para escolher o melhor a fim de levar para o meu comensal.
Fiz alguns amigos que hoje não se encontram mais lá, e faço questão de ir sempre na banca do Levi para constatar que ele realmente não falta ao serviço.



- O que é aquilo!? O Levi não sai de jeito nenhum  de sua banca, faça chuva ou faça sol. Não tem uma vez que vou ao mercadão e o Levi não esteja sentado naquela cadeira, claro! contando o dinheiro.

O mercadão melhorou muito, está imponente, limpo e bonito. Vou lá desde antes da sua reforma, era bem diferente e realmente não era apetitoso como agora, claro todos tomaram conciência e hoje ajudam a preservar a memória  gastronômica da cidade de São Paulo, que é o Mercadão da Cantareira.

Agora ir ao mercadão e não comer o famoso sanduiche de mortadela é a mesma coisa que ir a Paris e não vistar a Torre Eiffel. São tantas bancas com profusão de insumos, que é dificil falar de alguma, nem sempre com preços convidativos é verdade, temos que pechinchar muito, por que a concorrência é grande.


Não deixe de experimentar os queijos e pedir algumas castanhas ou amendoins para provar.










HISTÓRIA DO MERCADÃO
Por iniciativa do então Prefeito José Pires do Rio, começou a ser construído em 1928 um importante edifício no estilo neoclássico de mais de 22.000m², requintado acabamento e coleção de belos vitrais, que demorou quatro anos para ser concluído e custou dez mil contos de réis. Assim nasceu o Mercado Municipal de São Paulo, berço da memória gastronômica paulistana.

Nessa época, o local não tinha perspectivas de sucesso devido à falta de meios de transporte na região. Nessa época surgiram os bondes "cara-de-pau", exclusivos dos comerciantes e suas mercadorias, e o "Trenzinho da Cantareira", uma composição que fazia o abastecimento de produtos diretamente no interior do mercado.

Atualmente o estabelecimento é uma referência nacional por sua diversidade de aromas, cores e sabores como os de frutas, verduras, legumes, vinhos, queijos, chocolates, carnes, peixes, frutos do mar, aves, embutidos, temperos, condimentos e outras opções encontradas nos empórios, proporcionando ao cliente, além de toda essa variedade, a oportunidade de provar os produtos e desfrutar do ambiente carregado de história que o prédio oferece, já que antes de ser um mercado, o complexo serviu, entre 1927 e 1933, como quartel para a Revolução de 32. Além disso, a arquitetura do prédio, concebida pelo conceituado escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, é estudada por universitários e pesquisadores.

O mercado é famoso pelo pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela, que já viraram referência.

Abaixo estou colocando três receitas das quais gosto muito, desenvolvidas pelos donos das bancas.
FRANGO CAIPIRA COM QUIABO
Ingredientes
- 1 Frango Caipira picado em pedaços
- 500g de Quiabo
- 1 colher (sopa) de Molho de Tomate
- Sal
- Alho
- Salsinha
- Cebolinha
Modo de Preparo
Tempere o Frango Caipira de véspera com bastante alho e sal, vinagre, salsinha e cebolinha. Lave bem os quiabos, enxugue-os um a um com um papel toalha para evitar a baba que solta. Corte-os ao meio e em rodelinhas deixando-os reservados. Em uma panela com óleo, frite os pedaços de frango caipira, escorra-os e reserve.
Na mesma panela com o mesmo óleo, frite os quiabos. Mexa de vez em quando até terminar a baba. Quando o quiabo já estiver mole, junte então o frango e despeje 1 copo de água quente com 1 colher (sopa) de molho de tomate. Ferva por 5 minutos.

Avícola Suzi
Rua B - Box: 45/46/40
Tel.: (11)3228-0777/ 3228-2635

BOLINHO DE MANDIOCA
Ingredientes
- 1Kg de Mandioca
- 2 Litros de Água
- 300g de Manteiga
- 1Kg de Farinha de Trigo
- 1Kg de Carne Seca desfiada refogada c/ 100g de Salsinha
- 100g de Azeitona picada
- 200g de Cebola Roxa picada
- 100g de Alho picado
Modo de Preparo
Descansar, tirar o fio do meio da mandioca e cozinhar em 2 litros de água, junto com a manteiga. Tirar a mandioca da água, amassá-la e colocá-la novamente na água. Ir despejando a farinha de trigo na água até a massa ficar concentrada. Deixar descansar por 15 minutos.

Recheio
Refogar a carne seca com a salsinha picada. Colocar as azeitonas verdes a cebola, alho e o azeite. Refogar tudo muito bem. Misturar com a massa da mandioca até ficar consistente, sem grudar na mão. Faça os bolinhos e frite sempre em óleo a 150°C.

Tigrão Lanchonete
Rua K/L - Box: 26/19
Tel.: (11)3326-6775 (Loja 1)


CABRITO À CAÇADORA
Ingredientes
- 1 Cabrito (cortado à caçadora)
- 1 Litro de Vinho Banco
- 1/2 copo de Vinho Tinto Seco
- Pimenta do Reino e Folhas de Louro à gosto
- Sal à gosto
- Alecrim
- 1 Cebola Picada
- Salsinha Picada
- 6 Tomates Picados
- 1 Lata de Massa de Tomate pequena
- 1 cx. de Molho de Tomate
- 1 colher (sopa) de Mostarda
- 1 colher (sopa) de Molho Shoyo

Modo de Preparo
Temperar o Cabrito com Sal, pimenta do reino, louro e vinho branco e deixe descansar por 2 horas. Depois frite o cabrito e coloque-o em uma outra panela para cozinhar junto com os outros temperos que serão preparados separadamente.
Para 1Kg de cabrito usar 1 cebola picada, 6 tomates picados, 1 lata de massa de tomate pequena, 1 folha de louro, sal, alecrim, 1/2 copo de vinho tinto seco, 1 colher de mostarda, 1 colher de molho shoyo, salsinha picada e 1 caixa de molho de tomate.
Deixar tudo cozinhando e mexa sempre para não pegar no fundo da panela.

Carnes Especiais Santa Adélia
Rua E - Box: 32
Tel.: (11)3228-9494/ 3227-6906

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

VAMOS COMER SALSICHA?

Minha missão de hoje é descrever um casal pra lá de especial.

Sempre que tenho um tempinho sobrando, folgado como só, ligo pro Harry e falo: "Estou indo!"
Adoro ficar na sua pousada e comer sua salsicha, peraíiiiiii não confundam alhos com bugalhos. Por quê??? vocês nunca comeram uma salsicha????

E por que eu não posso comer a salsicha do meu amigo? Quanto preconceito seus maldosos! hum hum! Pois eu gosto de comer sua salsicha e o chucrute de sua mulher tá!


- Você iria a algum restaurante para comer SALSICHAS?  Pois é, não é que em Campos do Jordão - São Paulo. Existe um restaurante super premiado cujo cardápio literalmente é composto por SALSICHAS, e veja bem, não chegue lá pedindo linguiça tá! O homem fica nervoso.


"A salsicha é um produto de alimentação. É feita a partir de carne crua, gordura animal, ervas e especiarias e outros ingredientes. Normalmente, a salsicha obtém seu formato por conta de sua embalagem comestível, historicamente feita dos intestinos de animais, e, mais modernamente, fabricada de forma sintética; devido a isto, são classificadas como produtos embutidos ou enchidos, não podendo alimentos como patê, por exemplo, serem confundidos com salsichas, pois, apesar de serem também feitos a partir de carne e temperos, não são embutidos."



Pois bem, o alemão mais paulistano que conheço Harry Pisek (se pronuncia /RARI/ e não /RÉURI/, ele também fica uma arara) trouxe da Alemanha as receitas que produz em seu restaurante. Aos 18 anos, foi para o país estudar a produção de embutidos. De volta ao Brasil, trabalhou em grandes frigoríficos antes de abrir a própria casa. Mas ele foi esperto em casar com a minha digníssima amiga Miriam Pisek, uma cozinheira de mão cheia (Na verdade o sucesso está nas mãos dela, ele que não leia este post!). Desta forma juntou-se a corda e a caçamba e deu no que deu, um maravilhoso restaurante que atrai pela diversidade de sabor.


Considerado o melhor restaurante alemão pelo guia "Mar, Vale & Montanha", publicado pela revista Veja, e pelo guia quatro rodas a casa tem como especialidade as salsichas, preparadas em uma cozinha que fica à vista dos clientes.


"No momento de sua fabricação, com o intuito de que se obtenha uma maior preservação da salsicha, ela pode ser curada ou até defumada. O preparo da salsicha é uma técnica antiga de preservação de alimento. As salsichas podem ser classificadas de diversas maneiras, por exemplo, pelo tipo de carne da qual ela é feita e outros ingredientes que ela contém, ou pela sua consistência. A classificação mais popular é pelo tipo de preparação; entretanto, até este tipo de classificação sofre diferentes opiniões em cada região."


Os principais ingredientes das receitas de seus embutidos são paleta suína, coxão duro e toucinho. Os mais de trinta tipos de salsicha são obtidos alterando-se as proporções de cada carne e as especiarias. O salsichão branco, por exemplo, é feito apenas com carne suína. Para os temperos, há opções como azeitona, pimenta, champignon e o queijo suíço emmenthal.


Além de provar as receitas no restaurante, o cliente pode levar o produto para casa (eu levo sempre, e ai dele falar alguma coisa!). O tempero mais tradicional, a mostarda - em versão tradicional e com mel, também é feito de forma caseira pela mulher de Harry, Miriam Pisek (isto é o manjar dos deuses). No cardápio, extremamente original, (no formato de uma salsicha) estão os nomes de grandes amigos dele e é claro quem está lá? Eu mesmo podem crer. Só assim pra vocês me comerem tá????






Uma classificação aparentemente bem aceita entre os países cujo idioma é o inglês distingue as salsichas cozidas, as salsichas frescas e as salschichas secas:


• Salsichas cozidas são feitas com carne fresca e depois cozidas. Devem ser comidas logo após o preparo ou refrigeradas para melhor conservação. Exemplos incluem braunschweiger e salsichas de fígado.


• Salsichas cozidas e defumadas são cozidas e depois defumadas ou cozidas na fumaça. São consumidas frias ou quentes, mas precisam ser refrigeradas quando guardadas. Exemplos incluem a salsicha de hot dog, kielbasa e mortadela.


• Salsichas frescas são feitas com carne que não foi previamente curada. Elas precisam ser refrigeradas e bem cozidas ou assadas antes do consumo. Exemplos incluem boerewors, salsicha italiana e salsicha de carne crua.


• Salsichas frescas e defumadas são salsichas feitas de carne fresca e depois defumadas. Elas devem ser refrigeradas e bem cozidas ou assadas antes de serem comidas. Exemplos incluem mettwurst e salsicha romena.


• Salsichas secas são feitas de carne fresca e depois são secas com, por exemplo, adição de sal. São geralmente consumidas frias e se mantém por um longo tempo. Exemplos incluem salame e droë wors.


Outros países, entretanto, usam diferentes sistemas de classificação. A Alemanha, por exemplo, que ostenta mais de 1200 tipos de salsicha, apresenta uma classificação entre salsichas cruas, salsichas pré-cozidas e salsichas cozidas.


• Salsichas cruas são feitas com carne crua e não são cozidas. Elas são preservadas por fermentação de ácido lático, e podem ser secas, curadas ou defumadas. A maior parte das salsichas cruas dura bastante tempo. Exemplos incluem cervelat, mettwurst e salame.


• Salsichas pré-cozidas são feitas com carne cozida e podem incluir carne de órgãos crus. Elas podem ser aquecidas após terem sido ebutidas e irão durar apenas por alguns dias. Exemplos incluem saumagen e blutwurst.


Salsichas cozidas podem incluir água e emulsificantes e são sempre cozidas. Elas não duram por muito tempo. Exemplos incluem jagdwurst e weißwurst.


Certos países classificam as salsichas de acordo com a região na qual a salsicha foi originalmente produzida:


• França: Montbéliard, Morteau, Strasbourg, Toulouse, ...

• Alemanha: Frankfurt, Turíngia, Nuremberg, Pomerânia, ...

• Áustria: Viena, ...

• Itália: Merano, ...

• Inglaterra: Cumberland, Chiltern, Lincolnshire, ...

• Eslovênia: Kranjska (klobasa), ...

• Espanha: botifarra catalana, chorizo riojano]], chorizo gallego]], chorizo de Teror, longaniza de Aragón, morcilla de Burgos, morcilla de Ronda, morcilla extremeña, morcilla dulce canaria, salchichón de Vic, fuet d'Olot, sobrasada mallorquina, botillo de León, longaniza de Valencia, farinato de Salamanca, ...


• Polônia: kielbasa krakowska (estilo Kraków), toruńska (Toruń), żywiecka (Żywiec), bydgoska (Bydgoszcz), krotoszyńska (Krotoszyn), podwawelska (literalmente: "de debaixo de Wawel"), zielonogórska (Zielona Góra), rzeszowska (Rzeszów), śląska (Silésia), ...


• Hungria: kolbász gyulai (por causa da cidade de Gyula), csabai (por causa da cidade de Békéscsaba)


Algumas receitas podem ser conferidas através do link abaixo:


http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM477578-7822-N-BOLO+DE+CARNE+ALEMAO,00.html


Mas estou postando a sua receita aqui para não haver dúvidas quanto ao seu sucesso.

BOLO DE CARNE ALEMÃO

Ingredientes

- 500g de carne suína moída (pernil ou palheta)

- 500g de carne bovina moída (coxão duro ou acém)

- 250g de toucinho fresco (sem o couro) moído

- 1 colher (sopa) de sal

- 1 colher (sobremesa) de sal de cura

- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino preta em pó

- 1 colher (chá) de pimenta-do-reino branca em pó

- 1 colher (chá) de noz-moscada em pó

- 1 colher (chá) de gengibre em pó

- 1 colher (chá) de curry

- 1 colher (chá) de glutamato monossódico

- 1 colher (chá) de páprica picante

- 1 colher (sobremesa) de açúcar

- 250g de gelo triturado


Modo de Preparo

Numa tigela, misture a carne suína moída, a carne bovina moída, o toucinho fresco moído, o sal, o sal de cura, a pimenta-do-reino preta em pó, a pimenta-do-reino branca em pó, a noz-moscada em pó, o gengibre em pó, o curry, o glutamato monossódico, a páprica picante e o açúcar.


Divida a massa acima em duas partes. Num processador, coloque uma parte da massa e ligue. Adicione, aos poucos, o gelo triturado. Desligue o processador e transfira esta mistura para uma tigela.


Repita a operação, colocando a outra parte da massa no processador e, aos poucos, coloque gelo triturado. Transfira esta mistura para a tigela. Com as mãos, misture bem a massa e transfira para uma forma de bolo inglês (24cm x 10cm x 6,5cm), untada com manteiga. Leve para assar em banho-maria a 150ºC por 2h30min.


Restaurante Harry Pisek
Av. Pedro Paulo (Estr. do Horto), 857 (Jd. Embaixador), 3km

tel.: (12) 3663-4030


http://www.harrypisek.com.br/

harrypisek@bol.com.br



MAIS UMA DO MEU AMIGO DALTON RANGEL!




Depois de viajar pelo mundo atrás de temperos e fórmulas para o preparo dos mais diversos pratos, Dalton Rangel, de 23 anos, ingressa agora no universo da Expedição AIRCROSS. De 10 de novembro a 10 de dezembro, o chef, formado em gastronomia pelo Senac e proprietário do restaurante Yuca Gourmet, em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro, carregará na bagagem a expectativa – e o objetivo – de surpreender o exigente paladar da equipe de aventureiros da viagem. Durante os cerca de oito mil quilômetros da viagem, que passará por dez Estados mais o Distrito Federal, Rangel utilizará as mais apuradas técnicas culinárias para transformar simples refeições em banquetes carregados de história e, é claro, de sabor.



“Meu projeto está baseado na utilização dos principais ingredientes dos destinos que visitaremos para rebuscar pratos típicos ou até mesmo criar novas combinações, sempre com um toque gourmet”, conta ele, revelando que a princípio, será bastante influenciado pela cultura indígena. “A ideia é aplicar o que eu aprendi fora do País, utilizando ingredientes da nossa terra”, afirma. Apesar de já ter participado de trabalhos em países como Camboja, Malásia e Tailândia, Rangel confessa que está ansioso para descobrir as várias faces do Brasil. “Não conheço muitos dos lugares que visitaremos. Andei estudando um pouco e já pensei em fazer um doce à base de farinha de tapioca e frutas vermelhas, mas não vou detalhar ainda. Quem for para a viagem terá a oportunidade de experimentar.”


Entre os ingredientes que Dalton Rangel pretende utilizar para a elaboração dos pratos, o destaque fica por conta dos frutos do mar, já que a expedição passará por cidades como Paraty (RJ) e São Sebastião (SP), e de ingredientes da culinária portuguesa, devido à forte influência dos colonizadores em boa parte dos cerca de 30 destinos que serão explorados.




HISTÓRICO PROFISSIONAL


Apaixonado por gastronomia desde criança, e inspirado pelo trabalho de sua mãe, a Chefe Mônica Rangel, Dalton Rangel se formou em gastronomia pelo Senac de Águas de São Pedro e decidiu percorrer o mundo em busca de conhecimento. Iniciou sua jornada por Portugal, onde esteve aos cuidados de Vitor Sobral, responsável pelo restaurante Terreiro do Paço. Em seguida, partiu para a Irlanda. Na Europa, dedicou seu tempo a estágios e cursos. No continente asiático, mais precisamente na Tailândia, participou de um curso no renomado hotel Blue Elephant. Camboja, Malásia e Filipinas foram as últimas paradas do profissional antes do regresso a Visconde de Mauá (RJ), sua terra natal.


No currículo, acumula um segundo colocado no concurso “Super Chef Mais Você” (Rede Globo), reality apresentado por Ana Maria Braga, e hoje participa da segunda temporada do programa “Homens Gourmet”, do canal Fox.


Em julho do ano passado, Rangel inaugurou o seu primeiro restaurante, o Yuca Gourmet, em parceria com a chef Mariana Palmeira. O estabelecimento é especializado em cozinha brasileira contemporânea e está localizado em Visconde de Mauá (RJ).


Em fevereiro deste ano, o profissional foi um dos responsáveis pelo catering do show das musas Beyoncé e Ivete Sangalo e suas respectivas bandas, realizado em Salvador, na Bahia.


SOBRE A EXPEDIÇÃO

A Expedição AIRCROSS acontecerá de 10 de novembro a 10 de dezembro e tem como proposta fazer um verdadeiro inventário antropológico e cultural do Brasil. O material dará origem a um reality de 13 episódios, que será transmitido pelo Multishow, e em 2011, a um documentário sobre a beleza e diversidade brasileira. Os expedicionários viajarão por mais de oito mil quilômetros, para regiões pouquíssimo exploradas, perfeitas para prática de esportes radicais como escalada, rapel, montanhismo, ciclismo, trekking, parapente, entre outros.


A viagem remonta as experiências de André Citröen, fundador da companhia, que entre as duas guerras mundiais, fez três grandes expedições: uma ao Deserto do Saara – viagem que deu origem ao Paris Dakar – outra à África e uma última à Ásia Central. Em todas elas, levava consigo uma equipe para registrar os traços culturais das regiões pelas quais passava. Na versão brasileira, os expedicionários poderão participar de uma festa tipicamente germânica em uma comunidade alemã no município de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, de um luau na Juréia, no litoral de São Paulo, de um acampamento em uma aldeia Xavante, e de quebra, escalar o Pico da Neblina e ver o sol se pôr na Serra do Roncador, santuário metafísico dos esotéricos.





terça-feira, 19 de outubro de 2010

QUAL É O PREÇO DE UMA AMIZADE

Cada viagem que faço procuro sugar o máximo da cidade visitada e não poderia ser diferente quando visito São paulo, só com uma diferença: São paulo é a minha cidade de coração e lá tenho vários amigos. O dificil é se dividir entre tantos amigos, pois com a agenda curta não dá pra agradar a Gregos e Troianos, mas faço questão de agradar uma familia de Armênios que me recebe com muito carinho.


"Dada a geografia e a historia do país, a culinária arménia é uma representatividade da culinária mediterrânea e caucasiana, com fortes influências da Europa Oriental e do Oriente Médio com pequeno alcance dos Bálcãs. Os arménios têm influenciado as tradições culinárias de seus países vizinhos ou cidades, como Alepo. A culinária arménia caracteriza-se pelos recheios, purês e coberturas na preparação de um grande número de carnes, peixes e legumes."

Você já comeu ARAIS ???  ou Basturmálan??, curioso não ???


Eu também fiquei quando os conheci mais ou menos há quatro anos. Hoje eu conheço as iguarias e ainda criei um vínculo de amizade com esta família maravilhosa.
-Estão curiosos para saber quem são????

Pois é,  estou falando do Restaurante Carlinhos  que fica na Av Rio Bonito no Pari.

O que é aquilo!? Não há uma vez que os visite e a casa não está lotada. Também não é por menos , posso dizer que sou o controle de qualidade deles, pois pelo menos uma vez por ano ou sempre que vou a São Paulo não deixo de visitá-los para experimentar aquela picanha fatiada, nossa! só de falar me dá água na boca.... hummmm!!!! Só quem já experimentou, sabe do que estou falando.

E já fazem 36 anos que o Sr. Carlinhos  é consagrado como o Rei da Picanha fatiada, só pra vocês terem idéia esta carne recebe um corte totalmente artesanal, feito pelo próprio dono que não abre mão de estar à frente da cozinha desde a sua abertura, eu é  que o diga, pois foi dificil tirar aquele homem da cozinha para receber um prêmio no programa de final de ano do Mais Você.





Seria injusto dizer que só ele faz a diferença no Restaurante não é mesmo Sr.Carlinhos? o que posso dizer do Fábio, seu filho, que cuida dos Arais, ele é o cara. E do Fernando que cuida do atendimento. Tudo impecável. 
 
Agora o sucesso está sem dúvida atrás do balcão, é a esposa dele que a cada ano  parece remoçar, está linda (com todo respeito).


Estima-se que há na cidade  de São Paulo mais de 20 mil representantes desta cultura e eu pergunto: Quem não estudou ou não conhece ou não tem amizade com alguém cujo sobrenome termina em "ian" como Avedissian, Karabachian, Ghazarian ? Pois é, são todos Armênios, inclusive o Sr. Carlinhos cujo nome verdadeiro é Missak Yaroussalian, e nem precisa dizer o por que do apelido que ele adotou.



Estas pessoas, na sua grande maioria, são extremamente simpáticas, cativantes e fazem questão de perpetuar sua cultura. 

O basturma, o sujuk versão vermelha ou preta e a linguiça síria, todos eles preparados com carne de vaca, pois daquele lado do mundo predomina-se a religião muçulmana, onde é proibido o consumo de carne de porco. (apesar da religião predominante na Armênia ser o cristianismo).


O basturma (pronuncia-se bastermá) é o símbolo da gastronomia Armênia. Ele foi criado quando nos primórdios da civilização os guerreiros e viajantes penduravam um pedaço de carne salgada no lombo dos cavalos para secar e conservar por longos períodos. Na cidade de Kayseri, importante entreposto de distribuição das especiarias, foi onde o tempero, uma mistura de ervas secas chamada Tchemen, foi adicionado à carne conservando a aparência e o sabor com que são feitos até hoje. Existem aproximadamente 23 tipos de Basturma feito com cavalo, carneiro, cabrito e aves em geral entre outros.


BASTURMÁLAN
 O que é encontrado por aqui é feito com coxão duro desidratado, prensado e curado por uns quinze dias, com a tradicional camada de especiarias, o Tchemen, onde predomina o sabor do tempero feno grego. A peça que lembra um presunto cru deve ser fatiada em lâminas muito finas, quase transparentes e na tradição armênia é consumido com ovos, ou seja, em uma frigideira refogar as lâminas de Basturma com um pouco de manteiga por um minutinho, para soltar os sabores das especiarias, em seguida adiciona-se os ovos crus que podem ser finalizados no modo estalados ou mexidos.





O mais gostoso deste encontro é que pude ter a orpotunidade de juntar velhos amigos e fazer uma bela confraternização, estou falando dos meus grandes amigos aos quais admiro muito. Amizade não se explica, simplesmente acontece. O mais duro é deixar se perder por tão pouco.







Agora vocês podem até fazer a receita do arais abaixo, mas o que vale a pena mesmo é ir lá e dar um abraço no Sr. Carlinhos e em toda sua família.

ARAIS
RECEITA DO ARAIS DO Sr. CARLINHOS
Ingredientes
- 1/2 kg de patinho moído 2 vezes
- 200 g de cebola picada
- salsinha picada e sal a gosto
- água suficiente para dar liga

- pão sírio
Outras opções:
Acrescentar 2 colheres (sopa) de alho picado e frito ou queijo parmesão ralado

Modo de Preparo
Numa tigela misture patinho moído 2 vezes, cebola picada, salsinha picada, sal a gosto e água suficiente para dar liga. Misture tudo muito bem. Reserve.
Abra o pão sírio e coloque uma porção da mistura de carne (reservada acima). Feche o pão e leve para uma chapa bem quente. Deixe 1 minuto de cada lado até a carne começar a suar.

Tenho a certeza de que você não mais vai querer parar de comer....




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

OS 11 METROS DE PURA EMOÇÃO

Fui incubido de fazer o bolo de aniversário do programa Mais Você, é claro que literalmente pedi ajuda aos universitários. Contei com a ajuda de um grande chefe e principalmente um grande amigo e por que ele???
Simples, afinal de contas o conheci numa situação parecida e foi só ligar pra ele e gritar.....

- Olha o leite queeeeente!!!!!!!

Claro que ele entendeu o recado e imediatamente se prontificou a nos ajudar! Estou falando do Chefe Rogério Shimura, um ícone na gastromia brasileira e o melhor padeiro que conheço, como ele não é bobo  tratou também de pedir a ajuda dos Universitários da Faculdade Anhembi Morumbi, não foi a primeira vez que a faculdade nos ajudou,  ano passado a faculdade nos ajudou a realizar o risoto dos 10 anos.




Apresentações a parte, vamos ao que interessa para realizar o feito de preparar um bolo que contém onze metros, além de muito material e disposição é claro. A primeira etapa é  saber com quantas pessoa iremos trabalhar. Rogério me disse que teria 15 alunos e alguns com experiência em confeitaria, o que é muito bom, porque não tenho muita paciência com confeitaria. Escalei a minha equipe com a Maria que todos conhecem, a Eliane que tem me surpreendido a cada dia  e o meu escraviário Estevão. Equipe formada foi definir a massa, o recheio e a cobertura.

- Caramba é bolo pra dedéu! Gente! é muita farinha, muito ovo, e é claro que dá um certo frio na barriga, a responsabilidade é muito grande, mas como todo bom taurino não foge a luta, lá fui eu ao combate.


Só pra vocês terem a ideia da dimensão do bolo que compôs 68 assadeiras de 40X60 cm  só de ingredientes  foram:
4kg de EMULSIFICANTE 
2kg FERMENTO EM PÓ
40kg FARINHA DE TRIGO 
50kg de AÇÚCAR
72dz DE OVOS
20kg  AMIDO DE MILHO 
2kg ESSÊNCIA DE BAUNILHA
75kg PASTA AMERICANA 
25kg NOZES
40kg DOCE DE LEITE

A fim de nos previnirmos contra possíveis imprevistos, decidimos preparar o bolo no sábado, e assim foi feito. Numa verdadeira operação de guerra, separa daqui, bate de lá, isto se prolongou pelo dia inteiro. Digo uma coisa, a galera mandou muito bem, ô turminha animada e eficiente, mas uma coisa eu digo dá gosto de entrar numa cozinha tão bem equipada como a da Anhembi Morumbi, até fico com inveja branca, pois é tudo o que quero, um dia eu chego lá... pode ter certeza....

Depois de ter o bolo pronto agora só faltava o grand finale O DIA D ou melhor o dia 18 de outubro, data em que se comemora o aniversário do programa e foi justamente neste dia uma segunda-feira que o programa estreou, coincidências a parte, marcamos para nos encontrar bem cedo, caramba se 3h da manhã é cedo era melhor eu ter ficado numa balada e de lá ir direto para o ponto de encontro da equipe, mas sou um homem de respeito, de estirpe, um cara sério e me comportei indo dormir, vira pra cá, vira pra lá, ai meu deus o sono não vem, mas a ansiedade estava lá me azucrinando o sono.
Vocês pensão que é mole??? então tá, noite mal dormida, mas fazer o quê ?


Chegamos com toda a parafernalha necessária para arrumar o bolo, e eis que deparamos com uma situação que já era esperada, mas que na verdade não queriamos acreditar, fazer o quê??








 - CHUVA , MUITA CHUVA, o que faríamos agora depois de o bolo estar todo na mesa e do lado de fora????? Correr pra dentro do foier é claro! Jesuisssss! E como fazer isto??? A galera ficou meio nervosa e a agitação foi grande, é claro que nesta hora temos que ter sangue frio, até por que a hora estava passando e o programa iria começar.





Fizemos literalmente um corredor humano para carregar o bolo em duas viagens, é claro que a pasta americana que as meninas abriram pedaço por pedaço, com maior carinho foi pro saco, mas como sempre digo:

- Não adianta chorar pelo leite derramado, agora é enxugar as lágriamas, ou melhor dizendo, o bolo, e correr para o abraço.



Tinhamos que terminar o bolo, meu Deeeeeeeus! Já são sete e vinte da manhã!!!!! Liga rápido para  alguma padaria para ver se lá há chantily, marshmallow ou o que for, anda vaiiiiiii logooooooooo!!!! Agora precisamos é apagar o incêndio.



Corri pra padaria e conseguimos juntar entre uma padaria e outra 27 kg de marsshmallow e corremos mais uma vez e as meninas desesperadas. Eu também estava desesperado, mas tinha que manter a calma e focar na resolução do problema.

                                                                                                

- E não é que deu tempo?????

Cobrimos o bolo e decoramos, olha não ficou nenhuma obra de arte, mas era o que tinha pra hoje, no final das contas nos divertimos, rimos muito e deu tudo certo, no vídeo ficou bem bacana e a mulherada comeu muito.





Quero agradecer aqui ao meu grande amigo Rogério Shimura pela competência e pelo carinho comigo e com o Programa e também às meninas que foram simplesmente maravilhosas. No ano que vem, estaremos aí se Deus quiser!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Receita pudim inglês

 
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